<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803</id><updated>2011-10-25T12:23:11.150-07:00</updated><title type='text'>DIDATIZANDO A LÍNGUA PORTUGUESA</title><subtitle type='html'>Este bloger tem como objetivo compartilhar materiais pedagógicos com professores de Língua Portuguesa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-376555495445540673</id><published>2009-10-05T10:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T11:45:51.455-07:00</updated><title type='text'>Propaganda inteligente da metalsinter</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-1fef93923f002171" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v23.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1fef93923f002171%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331287141%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1A46E1A33278826BA490B9D5503D6F22A6E64F24.3FF632F1E1D74F6731BC34D4E8D79491BD37DF7B%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1fef93923f002171%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D8YxE58mupExqqB7jvpiqqVTWPtM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v23.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1fef93923f002171%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331287141%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1A46E1A33278826BA490B9D5503D6F22A6E64F24.3FF632F1E1D74F6731BC34D4E8D79491BD37DF7B%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1fef93923f002171%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D8YxE58mupExqqB7jvpiqqVTWPtM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Apresentação da Propaganda e comentário pessoais do que considerou mais interessante:&lt;br /&gt;Em duplas ler a propaganda e fazer um pequeno comentário oral dos aspectos da propaganda que chamaram mais a atenção e por quê?&lt;br /&gt;Socialização das conclusões do grupo ao grande grupo&lt;br /&gt;Produção&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Imagine-se sendo contratado por uma empresa de Design a qual lhe exige uma resenha crítica dessa propaganda  com parecer sobre uma possível divulgação do produto com  ela.( em seu texto você deve indiretamente responder as seguintes perguntas)&lt;br /&gt;1.       Qual é a propaganda em questão?&lt;br /&gt;2.       De qual empresa é a propaganda?&lt;br /&gt;3.       É uma propaganda diferente, por quê?  Qual o tipo de público que visa atingir? E como ela pretende atingir esse público?&lt;br /&gt;4.       Como e por que se evidenciam no texto aspectos de uma sociedade capitalista e que reflexos isso traz para as pessoas?&lt;br /&gt;5.       Qual a realidade sócio cultural descrita pela propaganda, em que aspectos ela condiz com a realidade e por quê? Use no mínimo dois aspectos que se evidenciam no texto e faça dois parágrafos exemplificando como isso se dá em nossa sociedade; tentando também desenvolver as causas e conseqüências disso em nossa sociedade.&lt;br /&gt;6.       Finalizando você vai reforçar se vale ou não a pena aprovar essa propaganda para veicular em nossa televisão e por quê? É ou não é uma boa propaganda?  É importante divulga-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                               Valorização da vida.&lt;br /&gt;Durante nossa vida aprendemos a valorizar coisas que não são fundamentais. Materialismo  Budismo poder e status e coisas desse tipo são o que importam na nossa sociedade. Por isso queremos convoca-lo  pruma revolução:&lt;br /&gt;vamos renovar a espécie humana&lt;br /&gt;Vamos investir na alma, resgatar não só a natureza,   mas o natural&lt;br /&gt;Vamos vender mais paz&lt;br /&gt;Filtrar as emoções.  Esvaecer a inveja&lt;br /&gt;Contabilizar as boas relações, reciclar as relações ruins reatar as velhas amizades&lt;br /&gt;Equipe o prazer, trabalhe a perseverança, vença o cansaço Faça a diferença sem precisar de propaganda.  Resolva tudo sem alarde&lt;br /&gt;Use o marketing da sinceridade.Cobre profissionalismo de todos  Inclusive daqueles que você elegeu.&lt;br /&gt;Vamos maximizar a energia, Preservar os recursos,Tratar água, pois ela é nossa fonte de vida&lt;br /&gt;E como o ar também é fonte de vida vamos ser transparentes&lt;br /&gt;Renove o estoque de sorriso.&lt;br /&gt;Canalize os bons pensamentos&lt;br /&gt; Use o marketing do amor  abrace mais &lt;br /&gt;Beije seus amores Relembre o quanto os ama e com a mesma força diga não ao racismo a intolerância a discriminação&lt;br /&gt;Seja saudável ,inclusive nas atitudes, dê bons exemplos&lt;br /&gt;Diga a verdade   principalmente para as crianças para que elas cresçam sabendo acreditar&lt;br /&gt;Crie seus filhos como cidadãos do mundo&lt;br /&gt;Cultive Deus e viva na razão da emoção&lt;br /&gt;Lutando pela felicidade plena e um futuro melhor&lt;br /&gt;E agradeça sempre por estar nesse mundo. - .  METALSINTER TRANSPARÊNCIA A SERVIÇO DA VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-376555495445540673?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/376555495445540673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=376555495445540673&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/376555495445540673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/376555495445540673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/10/propaganda-inteligente-da-metalsinter.html' title='Propaganda inteligente da metalsinter'/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-6576127412648877502</id><published>2009-09-23T13:02:00.001-07:00</published><updated>2009-10-02T18:22:54.949-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Proposta didática – Ensino Médio:Trabalhando a língua com humor&lt;br /&gt;. Profa. Elaine Walker (CRE -Ijui);&lt;br /&gt;. Profa. Maria Júlia Macagnan(UNIJUI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos: 1 – Letra da música Repartindo a tarecama, de Davi Menezes.&lt;br /&gt;2 – Piada – Crise da meia idade, internet.&lt;br /&gt;3 – HQ – As típicas coisas horríveis de uma ex-esposa ressentida, de&lt;br /&gt;Maitena.&lt;br /&gt;TEXTO 1&lt;br /&gt;Repartindo a Tarecama - David Menezes&lt;br /&gt;(Música mais popular da Coxilha Nativista de Cruz Alta)&lt;br /&gt;Já são quase 20 ano que sou tua por inteira&lt;br /&gt;agüentando teus fiasco, cara feia e borracheira&lt;br /&gt;hoje que estou chairada pra você perdi valor.&lt;br /&gt;Assim não suporto mais eu só quero é amor. (Falado – imitando voz feminina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a cousa se atravessa&lt;br /&gt;Vou te contar meu ermão&lt;br /&gt;Deu a boba na muié&lt;br /&gt;Pediu a separação&lt;br /&gt;Vamo faze um acordo&lt;br /&gt;Eu gritei pela janela&lt;br /&gt;Repartimo a tarecama&lt;br /&gt;Tudo bem me disse ela. (Cantado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemo pelos bicho: Pode levar o Totó&lt;br /&gt;Deixo o Mimi e a Cocota assim não fico tão só&lt;br /&gt;leva as bota de borracha o bodoque e a tua canha,&lt;br /&gt;mas me deixa querosena e aquele resto de banha. (Falado – imitando voz feminina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva esse pala véio e o teu baraio de truco&lt;br /&gt;Deixa a jarra de matéria onde eu faço os meus Kisuco&lt;br /&gt;Já separei num saquinho meus creme e as vitamina&lt;br /&gt;Levo óleo de capincho e o vidro de infalivina. (Falado – imitando voz feminina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o tacho e as panela bem assim ela me disse&lt;br /&gt;as cuia a bomba e bacia e as fita da Berenice&lt;br /&gt;o fogão e a caçarola mais o colchão e o machado&lt;br /&gt;Mas pode levar as Solinge e o quadro do colorado. (Cantado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva as pilha e deixa o rádio e a tua frigideira&lt;br /&gt;a gamela as morcia a lanterna e a cristaleira&lt;br /&gt;Só me falta ela quere a minha coleção de bolita&lt;br /&gt;meu serrote e o cantil os guides e o toca fita. (Cantado)&lt;br /&gt;Vou ficar com o baú pra guarda minhas pantalona&lt;br /&gt;Pode levar o teu sepo, a enxada e a cambona.&lt;br /&gt;Consome com esse pelego. (Falado – imitando voz feminina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me falou bem nesse tom (Cantado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me deixa uns cinco pila pra pagá a muié do Avom (Falado – imitando voz feminina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bem justa a divisão tu não acha seu coió&lt;br /&gt;Pode seguir o teu caminho vai campiá outra bocó (Falado – imitando voz feminina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mulher desaforada me deixou sem um vintém&lt;br /&gt;Mas tá bom não demo bola, um dia a volta vem. (Cantado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Pré-leitura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar no quadro o nome da música e de seu compositor; solicitar que levantem hipóteses sobre a possível abordagem do texto; anotar as hipóteses; questionar o que sabem sobre seu autor e intérprete; ouvir a música e entregar a letra impressa aos alunos, para que leiam e confirmem ou não as hipóteses levantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B – Atividades de leitura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Qual a temática da música?&lt;br /&gt;2. Que aspecto do tema, a letra da música problematiza? A partir da ótica de quem?&lt;br /&gt;3. Pode-se deduzir a situação sócio-econômica do casal? Como você a descreveria? Exemplifique.&lt;br /&gt;4. A letra da música reproduz um diálogo entre um casal, portanto, da oralidade. Identifique, exemplifique e comente algumas dessas passagens, observando como definiria esse nível de linguagem.&lt;br /&gt;5. Podemos caracterizar o perfil físico e psicológico dos personagens? Como os caracterizaria?&lt;br /&gt;6. Quem tomou a iniciativa da separação? E qual foi a proposta do outro?&lt;br /&gt;7. Que expressões usadas pelos personagens revelam falas tipicamente regionais? De que outras formas poderiamos dizë-las?&lt;br /&gt;8. Na divisão dos bens entre o casal percebe-se uma distinção muito clara de um lado prático e de outro mais para a diversão. Comente.&lt;br /&gt;9. São usadas na letra da música expressões que denunciam uma linguagem antiga. Você concorda? Identifique e comente.&lt;br /&gt;10. Mesmo na aparente precariedade, a personagem feminina demonstra ter suas vaidades. Em que passagens podemos identificar isso?&lt;br /&gt;11. “...as fitas da Berenice” remete a que? Esse recurso se chama intertextualidade, diálogo entre textos. Comente, trazendo uma outra passagem que dialoga com uma marca de produto muito conhecida das mulheres em geral.&lt;br /&gt;12. Nos últimos versos, tanto da fala do marido, quanto da esposa, aparecem recados (ameaças, desejos...) de um para o outro. Quais são? Comente, considerando seu conhecimento de mundo, e observando se isso e normal nessas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C - Produção textual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Pesquise quem é o cantor nativista Davi Menezes, seu estilo, suas principais músicas, sua trajetória artística. Faça em forma de biografia e apresente aos colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Pesquise sobre a última Coxilha Nativista, ocorrida este ano em Cruz Alta, e elabore um texto de opinião destacando porque essa música ficou tão popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Reescreva a letra da música passando-a para a linguagem culta. Após isso, analise e comente se a referida música causaria o mesmo impacto e se tornaria tão popular. Observe onde esta a ironia e o humor da mesma. Apresente o resultado de suas observações em forma de resenha critica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Você conhece uma história de separação semelhante? Relate ou transforme-o numa crônica, procurando destacar os episódios engraçados e inusitados da divisão ‘da tarecama’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Faça uma paródia da letra dessa música, trabalhando o tema: escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Elabore um texto, em forma de ensaio, analisando/comentando/opinando sobre as dificuldades de convivência entre os sexos, abordando possíveis razões para a vulnerabilidade das relações e a falta de tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – Desenhe os personagens como você imagina que eles sejam e em seguida, transforme a letra da música numa HQ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Imagine que duas vizinhas tenham ouvido o diálogo do casal sobre a separação. Faça um novo texto que inclua o diálogo dos comentários da separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Imagine que a mulher do personagem da letra da música tenha recebido um bilhete anônimo antes de ter pedido a separação. Imagine e descreva o teor desse bilhete&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388177404634171650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/SsamzT4BiQI/AAAAAAAAACQ/IoObhfNpQKc/s320/coisas_das_mulheres.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-6576127412648877502?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/6576127412648877502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=6576127412648877502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/6576127412648877502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/6576127412648877502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/09/proposta-didatica-ensino.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/SsamzT4BiQI/AAAAAAAAACQ/IoObhfNpQKc/s72-c/coisas_das_mulheres.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-524669420525927276</id><published>2009-09-23T13:01:00.001-07:00</published><updated>2009-11-22T15:36:41.761-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Texto 2&lt;br /&gt;Piada: Crise da meia-idade&lt;br /&gt;(Recebido via internet)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos segredos da fidelidade é uma mulher inteligente! Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:&lt;br /&gt;- Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma loira de 25 anos. E continuei:&lt;br /&gt;- Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super King size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.&lt;br /&gt;Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:&lt;br /&gt;- Sem problemas. Saia de casa e ache uma loira de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.&lt;br /&gt;Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade?&lt;br /&gt;Essas mulheres mais maduras são realmente demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura&lt;br /&gt;Colocar o título da piada e solicitar que levantem hipóteses sobre a possível abordagem do texto. Anotar as hipóteses, entregar o texto para leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura expressiva&lt;br /&gt;Grupos de três componentes para realização de uma encenação do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade de leitura&lt;br /&gt;1. Qual a temática da piada?&lt;br /&gt;2. Qual a importância dos bens materiais na relação conjugal, conforme a piada?&lt;br /&gt;3. Qual a intenção do homem ao rememorar os vinte e cinco anos de casados?&lt;br /&gt;4. Qual foi a resposta da mulher à sua não evolução? Por que ela surpreendeu?&lt;br /&gt;5.“Parece-me que você é a única que não está evoluindo” Qual a representação de mulher implícita no texto? Em que partes do texto isso fica evidente?&lt;br /&gt;6. O que caracteriza uma mulher madura?&lt;br /&gt;7. Foi a idéia da separação ou de ficar sem os bens materiais que determinou o desfecho da história? Justifique.&lt;br /&gt;8. Retire do texto a parte em que há uma ameaça da mulher ao marido?&lt;br /&gt;9. Qual é o tipo de narrador do texto? Comprove como isso aparece no texto.&lt;br /&gt;10. Originalmente, em que suporte veiculou esse texto?&lt;br /&gt;11. Comente o desfecho dos textos (música e piada), analisando em que eles são diferentes.&lt;br /&gt;12. Pode-se dizer que os personagens da piada são da mesma classe social do ‘casal do outro texto’?&lt;br /&gt;13. Que situações da letra da música podemos perceber, de forma explicita e/ou implícita, repetidos na piada?&lt;br /&gt;14. Analise aspectos dos dois textos que evidenciam representações do universo feminino, da relação dos casais e de suas situações: social, cultural e econômica e, a partir disso, faça um texto de opinião relacionando e comentando essas questões, bem como em que isso interfere numa separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise Lingüística&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Indique, nas questões abaixo, a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e a informação posterior.&lt;br /&gt;a)“Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:”. A expressão em destaque está estabelecendo relação de tempo.&lt;br /&gt;b) “Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma loira de 25 anos”. – Poderíamos substituir a expressão em destaque por logo sem alteração de sentido para o texto.&lt;br /&gt;c) “Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super King size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos”. - Poderíamos substituir a expressão em destaque por porém sem alteração de sentido para o texto.&lt;br /&gt;d) “Saia de casa e ache uma loira de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha”. Com pequeno ajuste ao verbo acontecer, poderíamos substituir a expressão em destaque por caso.&lt;br /&gt;2) Faça o resumo da piada.&lt;br /&gt;e) Reescreva o resumo da piada, transformando-a em primeira pessoa e do ponto de vista da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção textual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Faça uma piada tentando mostrar um dos principais defeitos masculinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Você conhece alguma história de casal que viva junto apenas por conveniência, por não querer dividir os bens? Relate por escrito ou invente uma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://orla.blogspot.com/2006/05/regras-dos-homens.html"&gt;Regras dos homens&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mulheres, estas são as nossa regras:&lt;br /&gt;Mamas e bundas existem para serem olhadas não tentem mudar isso&lt;br /&gt;Aprendam a manejar o tampo da sanita, se ele está levantado, baixem-no. Vocês precisam dele em baixo, e nós precisamos dele em cima. E nem por isso não nos ouvem reclamar por ele estar para baixo.&lt;br /&gt;Dia de futebol é sagrado, é como a lua cheia ou a mudança das marés, não se pode mudar isto.&lt;br /&gt;Fazer compras não é um desporto&lt;br /&gt;Choro é chantagem&lt;br /&gt;Se querem alguma coisa, peçam. Não vale a pena estarem com dicas subtis ou até demasiado óbvias. Apenas peçam o que querem.&lt;br /&gt;“Sim” e “não” são respostas perfeitamente aceitáveis para a maioria das perguntas. Porque é que temos de dissertar como vocês, se podemos dizer tudo só com estas duas palavras.&lt;br /&gt;Dor de cabeça que já dura á mais de 2 meses, é um problema. Consultem o vosso médico.&lt;br /&gt;Nós homens somos deficientes no que toca a argumentar numa discussão. Isto porque temos a necessidade de que o que estamos a dizer faça sentido.&lt;br /&gt;Se vocês acham que estão gordas, é porque realmente estão. Não nos perguntem isso.&lt;br /&gt;Sempre que possível digam o que nos têm a dizer durante o intervalo dos jogos.&lt;br /&gt;Vasco da Gama não precisou de orientações, por isso nós também não. Não façam mais isso.&lt;br /&gt;Se alguma parte do nosso corpo sente comichão, será coçado. Nós funcionamos assim.&lt;br /&gt;Se perguntarmos se está tudo bem, ou se está alguma coisa errada, e vocês disserem que não têm “nada”, nós acreditamos e não perguntamos mais nenhuma vez. Não há necessidade de discutir por isso.&lt;br /&gt;Se fazem a pergunta e não querem ouvir a resposta, então estejam preparadas para ouvir o que não querem.&lt;br /&gt;Não nos perguntem o que estamos a pensar, a não ser que queiram discutir, sexo, futebol ou carros.&lt;br /&gt;Vocês têm roupas suficientes. Vocês têm sapatos a mais&lt;br /&gt;Sim eu sei, se a minha Fiancé ler isto provavelmente vou dormir no sofá. Mas pronto também é divertido, é mais ou menos como acampar&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span&gt;internet&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;3. A exemplo do texto “regra dos homens” faça um texto instrucional (enumerativo), na ótica feminina, das principais involuções masculinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Reconte a piada do ponto de vista da mulher, acrescentando elementos lingüísticos e gráficos (pontuação, como exclamação, interrogação, etc.) que possam torná-la mais atrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Faça uma carta em tom de fofoca contando novidades de casais, celebridades, que se separaram ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Inspire-se e produza uma receita de homem ideal, em forma de poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Elabore uma receita de mulher ideal, em forma de poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Você deve ter ouvido/conhecer muitas piadas que abordam o tema em questão. Faça uma coletânea (escrita) das mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-524669420525927276?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/524669420525927276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=524669420525927276&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/524669420525927276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/524669420525927276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/09/texto-2-piada-crise-da-meia-idade.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-3386685837955574864</id><published>2009-09-23T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T18:26:37.617-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/SsaoQGxK4MI/AAAAAAAAACY/6CXiBxdzhi8/s1600-h/coisas_das_mulheres.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388178998843596994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/SsaoQGxK4MI/AAAAAAAAACY/6CXiBxdzhi8/s320/coisas_das_mulheres.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;TEXTO 3&lt;br /&gt;Diálogo entre textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) O título do texto em questão permite estabelecer alguma relação com os textos trabalhados anteriormente? Comente.&lt;br /&gt;b) Que expressões do título permitem inferir as características psicológicas da personagem em questão? Essas características são positivas ou negativas? Normalmente estes tipos adjetivos são usados para que? Comente.&lt;br /&gt;c) Como você vê quem produziu o texto em análise foi uma mulher. A que você atribui a intenção de ela ter produzido este texto? Você conhece outras produções desta autora?&lt;br /&gt;d) O texto ‘Repartindo a tarecama’ foi produzido por um homem, com a deliberada intenção de provocar/polemizar. Em que aspecto pode-se dizer que o texto de Maitena se parece com de Davi Menezes?&lt;br /&gt;e) A piada trabalhada anteriormente traz um enfoque masculino. Releia o título da HQ de Maitena e analise se há um ponto de contato entre a ameaça da personagem feminina da piada com as ‘coisas horríveis’ que a autora da HQ abordará no texto a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura do texto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lida a HQ de Maitena, a hipótese levantada a partir do titulo, na questão anterior, confirma-se? Comente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquadrinhando o texto de Maitena (compreensão, interpretação, interação e&lt;br /&gt;extrapolação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Qual a temática do texto?&lt;br /&gt;2. Quantos quadros compõem a HQ?&lt;br /&gt;3. Quais as seis coisas típicas de uma mulher ressentida?&lt;br /&gt;4. Considerando nosso conhecimento de mundo, sabemos que normalmente as separações envolvem dois campos: o econômico e o afetivo. Podemos visualizar esses dois blocos no texto em questão? Quantos quadros exemplificam esses blocos e como isso se manifesta?&lt;br /&gt;5. Por que os personagens dos quadros não são iguais? O que isso significa?&lt;br /&gt;6. Por que o último quadrinho surpreende?&lt;br /&gt;7. Qual a relação que existe entre essa HQ com os textos anteriores? E do ultimo quadro da HQ com os referidos textos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando o funcionamento do texto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Indique a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a) Procurar um advogado feroz para tirar tudo o que ele tem. – A expressão em destaque poderia ser substituída por aquilo, sem alteração de sentido.&lt;br /&gt;b) Procurar um advogado feroz para tirar tudo o que ele tem. - A expressão em destaque poderia ser substituída por a fim de, sem alteração de sentido.&lt;br /&gt;c) Não deixar que ele entre na sua casa. – A expressão em destaque refere-se ao ex-marido.&lt;br /&gt;d) Manipular os horários de visita dos filhos para estragar o fim de semana dele. - A expressão em destaque poderia ser substituída por logo, sem alteração de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. No diálogo do primeiro quadrinho, a quem se referem as expressões dele e isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. “...não, pai, a mãe disse que não pode me visitar porque você pode pegar uma doença...” .&lt;br /&gt;a) Nesta fala do terceiro quadrinho poderíamos suprimir a primeira expressão em destaque e substituir a segunda, por ‘pois’ sem alterar o sentido do texto? Explique.&lt;br /&gt;b) Considerando que o excerto acima reproduz uma fala, reescreva-o num discurso indireto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. “Não deixar que ele entre na sua casa”.‘Sua’, de quem? Que critérios você usou para chegar a essa resposta? Isso indica o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Na fala da ex-mulher do penúltimo quadrinho a expressão ou dá idéia de que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção Textual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Imagine tudo o que a mulher do quadro três pensou e faça um monólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Imagine a discussão que se travou com as imposições postas no quadro 4 e faça um diálogo de continuação ao quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Dê continuidade ao diálogo começado no quadro 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Imagine o diálogo que se travou entre o casal do último quadro tentando rememorar os acontecimentos de quando se conheceram e de continuidade a essa conversa, dando o tom que desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Dê continuidade a lista de ‘coisas horríveis’ possíveis de serem feitas por uma ex-esposa ressentida. Ilustre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Tendo como referência a HQ trabalhada, crie uma lista de ‘coisas horríveis’ de um ex-marido ressentido. Ilustre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Você conhece alguma história de ‘coisas horríveis’ feitas por algum ex-marido? Relate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Você conhece a obra da escritora argentina Maitena? Faça uma pesquisa sobre a autora e apresente aos colegas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-3386685837955574864?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/3386685837955574864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=3386685837955574864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/3386685837955574864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/3386685837955574864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/09/texto-3-dialogo-entre-textos-o-titulo.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/SsaoQGxK4MI/AAAAAAAAACY/6CXiBxdzhi8/s72-c/coisas_das_mulheres.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-4682954885880655681</id><published>2009-09-22T05:22:00.002-07:00</published><updated>2009-09-22T05:30:27.189-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Trabalhando A Leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivos:&lt;br /&gt;- estimular os alunos a lerem;&lt;br /&gt;- desenvolver o hábito da escuta;&lt;br /&gt;- identificar elementos narrativos;&lt;br /&gt;- identificar aspectos do enredo;&lt;br /&gt;- ensinar a resumir;&lt;br /&gt;- transcrever os textos mudando de foco narrativo e fazendo os ajustes necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contação de histórias e mediação.  Ativação do conhecimento prévio.  O que vocês lembram da história lida, como podemos resumi-la. Resumo oral e construção coletiva do resumo no quadro. Depois, reescrevemos a mesma história do ponto de vista das personagens em 1ª pessoa.  No caso, reescrevemos a história do ponto de vista do Pedro, do Fazendeiro e dos porcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEDRO MALASARTES E O LAMAÇAL COLOSSAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOCÊ CONHECE O PEDRO MALASARTES? Se não conhece, pode ir se pré-parando porque ele pode aparecer aqui a qualquer hora.&lt;br /&gt;Ele não esquenta lugar, está sempre indo de um canto para outro. Fica um tempinho trabalhando numa fazenda, sai e vai para outro emprego num sítio, daí a pouco já está numa vila vendendo umas coisas na feira... Quando a gente menos espera, Pedro já está de novo na estrada, a caminho da cidade ou de outra fazenda onde possa ter uma oportunidade melhor. Muda toda hora, sempre em busca de um trabalho mais bem pago, de um patrão que trate bem, de um negó&amp;shy;cio mais interessante. Por isso, em cada história ele está fazendo alguma coisa diferente. E sempre procurando dar um jeito de se defender, garantir um prato de comida e não ser explorado. Mesmo que, para isso, acabe enganando alguém.&lt;br /&gt;Acho que uma das primeiras aventuras de Pedro Malasartes foi quan&amp;shy;do ele foi tomar conta dos porcos de uma fazenda muito grande, de um fa&amp;shy;zendeiro muito rico e muito sovina.&lt;br /&gt;Quer dizer, no começo Malasartes não tomava conta dos porcos, não. Trabalhava na colheita. Aliás, bem nesse começo ele ainda nem se chamava Malasartes, era só mais um Pedro como tantos outros, que ainda não tinha ficado conhecido por fazer arte nem por pregar peça nos outros. Chegou lá pedindo emprego e foi contratado para colher café.&lt;br /&gt;Pedro trabalhou o mês inteiro. De manhãzinha até a noite. No fim desse tempo, quando chegou o dia do pagamento, o patrão deu a ele umas moedinhas.&lt;br /&gt;— Só isso, patrão? E o salário que a gente combinou?&lt;br /&gt;— Bom, eu tive que descontar sua hospedagem... Se eu for hospedar de graça todo mundo que chega nesta fazenda colossal...&lt;br /&gt;— E o senhor chama de hospedagem dormir amontoado com os outros naquele barracão, numa esteira velha, direto no chão duro? — reclamou ele.&lt;br /&gt;— Faz até bem para a coluna... Pedro insistiu:&lt;br /&gt;— Mas foi uma hospedagem muito cara. Eu tenho pra mim que eu não dormi esse tantão, não...&lt;br /&gt;Não adiantou insistir. O desconto estava feito. E o patrão ainda apare&amp;shy;ceu com outra explicação:&lt;br /&gt;— E que tem também o desconto da comida. Se eu fosse dar comida de graça para todo mundo que chega nesta fazenda colossal...&lt;br /&gt;— Um descontão desses? Pela comida? Só aquele feijãozinho ralo todo dia? E o senhor queria que eu passasse fome? Trabalhasse sem comer? Saco vazio não fica em pé...&lt;br /&gt;— Claro que não quero ver você com fome! Mas comida custa dinheiro — respondeu o patrão. — Tenho que descontar do seu salário o preço do fei&amp;shy;jão com arroz, do sal, da linguiça, da lenha que cozinhou a comida, do óleo, do alho e da cebola que a cozinheira usou no refogado, do salário da cozi&amp;shy;nheira, do sabão que lavou as panelas, do...&lt;br /&gt;— Chega, patrão, chega! Não precisa mais falar em tanto desconto. Mas eu tenho pra mim que eu não comi esse tantão, não...&lt;br /&gt;Não adiantou discutir. O desconto estava feito.&lt;br /&gt;Pedro resolveu que no mês seguinte ia ser diferente. Trabalhou do mes&amp;shy;mo jeito, de sol a sol, mas não dormiu no barracão nem comeu com os outros. Com o pouquinho de dinheiro que tinha ganho comprou na venda sua própria esteira e dormia embaixo de uma árvore. Pescava no ribeirão, arma&amp;shy;va arapuca na mata., e no fim do dia quase sempre tinha alguma coisa para assar numa fogueirinha ao ar livre. Arrumava uma frutinha aqui, outra ali, pegava uma espiga de milho verde num milharal, uma raiz de mandioca nu&amp;shy;ma roça, umas folhas de taioba crescendo ao deus-dará junto do córrego... Quase sempre dava um jeito de não comer com os outros. Dessa vez o pa&amp;shy;trão ia ver só. Não ia adiantar vir com aquela conversa de fazenda colossal. Mas, na hora do pagamento, não foi muito diferente. O patrão descon&amp;shy;tou um tantinho pelo aluguel do pedacinho de terra onde ele armava a estei&amp;shy;ra, outro tantinho pelo uso do rio, e outro tantinho pela espiga de milho, pela raiz de mandioca, pelas folhas de taioba, por tudo o que ele tinha comido.&lt;br /&gt;— Chega, patrão, chega! Não precisa mais falar em tanto desconto. Mas eu tenho pra mim que eu não usei esse tantão, não... — reclamou Pedro. — Se é assim, vou-me embora. Não trabalho mais aqui.&lt;br /&gt;O patrão coçou a cabeça, olhou para ele e disse:&lt;br /&gt;— Só se for no mês que vem. Porque neste mês agora ainda vai ter que trabalhar para mim, para poder acertar nossas contas.&lt;br /&gt;— Nossas contas? Como assim? — estranhou Pedro.&lt;br /&gt;— E que ainda falta acertar sua conta com o armazém.&lt;br /&gt;— Que armazém? — estranhou Pedro de novo.&lt;br /&gt;— Uai, aquela vendinha na beira da estrada. Você não sabe que é minha?&lt;br /&gt;— E eu lá tenho conta em armazém?&lt;br /&gt;— Como não tem? E a esteira que você comprou?&lt;br /&gt;— Comprei e paguei, com muita honra!&lt;br /&gt;— Pagou a esteira, mas depois comprou também um pedaço de fumo de rolo e uma cachacinha... Ou não lembra que comprou?&lt;br /&gt;— Comprei e também paguei, com muita honra! — exclamou Pedro, furioso.&lt;br /&gt;— Pagou a primeira... — concordou o patrão. — Mas depois pediu outra, e mais outra, e  não tinha mais dinheiro para pagar. Mandou botar na conta. O vendedor anotou tudo. E agora você tem que pagar. Se eu fosse deixar de graça tudo o que todo mundo compra na venda desta fazenda colossal... Pedro protestou:&lt;br /&gt;— Eu tenho pra mim que eu não bebi e não fumei esse tantão, não... Com ar de bonzinho, o fazendeiro completou:&lt;br /&gt;— Mas pode deixar para pagar uma parte no mês que vem.&lt;br /&gt;Pedro saiu dali muito zangado. Não lembrava de ter bebido muitas do&amp;shy;ses de pinga. Mas até podia ser. Bem que a mãe dele dizia que isso de tomar uma cachacinha é uma desgraceira.&lt;br /&gt;De qualquer modo, uma coisa ele estava entendendo: aquilo não ia ter fim nunca.&lt;br /&gt;— Esse fazendeiro é um explorador! Vem com essa conversinha mole de fazenda colossal, mas está querendo me tratar feito se eu fosse um escra&amp;shy;vo. Não me paga e não me deixa ir embora. Ah, mas isso não vai ficar assim. Vou dar um jeito.&lt;br /&gt;No dia seguinte, procurou o patrão e se ofereceu para tomar conta dos por&amp;shy;cos da fazenda. Esses porcos eram o grande orgulho do fazendeiro. Gordos, bo&amp;shy;nitos, rendiam um bom dinheiro... Mas comiam muito, fediam muito e bem que davam trabalho. Qualquer reforço para tomar conta deles era sempre bem-vindo.&lt;br /&gt;— Tudo bem. Então vá cuidar da lavagem deles.&lt;br /&gt;Era duro. Uma espécie de trabalho de lixeiro. Pedro tinha que ir de casa em casa, por toda a fazenda, recolhendo os restos de comida, cascas de fru&amp;shy;tas, alimentos estragados, todo tipo de sobra, e botando tudo nuns latões enormes e pesados, que cheiravam mal. Depois carregava baldes d'água do ribeirão, misturava tudo, jogava nos cochos e abria a porteira do cercado. Os porcos entravam correndo, derrubando uns aos outros, e se amontoavam para a comilança. No meio de uma sujeirada incrível.&lt;br /&gt;Mas Pedro não desanimou. Fez tudo direitinho, no capricho. Quando acabou, perguntou ao patrão:&lt;br /&gt;— Agora posso levar os porcos para passear?&lt;br /&gt;— Passear? Nunca ouvi falar em porco passeando. Ficou maluco?&lt;br /&gt;— Com todo o respeito, senhor, eu sempre ouvi dizer que exercício faz bem aos animais, a carne deles rende mais e fica maciazinha... Dá um preço ótimo na hora de vender.&lt;br /&gt;Os olhos do fazendeiro brilharam, e ele perguntou, interessado:&lt;br /&gt;— E como é que você vai levar esses porcos para passear?&lt;br /&gt;— Ah, patrão, numa fazenda colossal como esta, com toda a certeza não vai faltar um lugar bem especial para seus porquinhos fazerem exercí&amp;shy;cios. Eu fico tomando conta, como se fosse um pastor, um vaqueiro...&lt;br /&gt;O patrão deu risada:&lt;br /&gt;— Um porqueiro, você quer dizer. Mas... pode levar. Só tenha cuidado para eles não se soltarem, não invadirem as roças, não darem prejuízo.&lt;br /&gt;— Pode deixar, patrão. Já vi um lugar aqui perto que tem uma laminha muito simpática. Acho que eles vão gostar bastante.&lt;br /&gt;Isso foi o que Pedro disse. O que ele não disse é que passara a noite car&amp;shy;regando água do córrego para jogar num terreno à beira da estrada, que tinha sido capinado e estava pronto para ser plantado. A noite inteira, para lá e para cá. Desse jeito, Pedro tinha preparado um lamaçal colossal. Eevou os porcos diretamente para lá, sentou-se em cima de uma pilha de tábuas que também tinha deixado preparadas e esperou.&lt;br /&gt;Quando apareceu ao longe um caminhão vazio, ele fez sinal. O moto&amp;shy;rista parou. Pedro disse que o patrão estava numa emergência, tivera que fazer uma viagem de urgência e o encarregara de vender logo aqueles porcos, bem baratinho, para mandar o dinheiro para ele. Conversa vai, conversa vem, negociou a venda de todos os animais. Com uma única condição: os rabinhos tinham que ficar.&lt;br /&gt;— E para eu poder prestar contas — explicou. — Ele saiu tão depressa que nem teve tempo de contar. Assim a gente controla exatamente quantos porcos foram vendidos.&lt;br /&gt;— Agora posso levar os porcos para passear?&lt;br /&gt;— Passear:5 Nunca ouvi falar em porco passeando. Ficou maluco?&lt;br /&gt;— Com todo o respeito, senhor, eu sempre ouvi dizer que exercício faz bem aos animais, a carne deles rende mais e fica maciazinha... Dá um preço ótimo na hora de vender.&lt;br /&gt;Os olhos do fazendeiro brilharam, e ele perguntou, interessado:&lt;br /&gt;— E como é que você vai levar esses porcos para passear?&lt;br /&gt;— Ah, patrão, numa fazenda colossal como esta, com toda a certeza não vai faltar um lugar bem especial para seus porquinhos fazerem exercí&amp;shy;cios. Eu fico tomando conta, como se fosse um pastor, um vaqueiro...&lt;br /&gt;O patrão deu risada:&lt;br /&gt;— Um porqueiro, você quer dizer. Mas... pode levar. Só tenha cuidado para eles não se soltarem, não invadirem as roças, não darem prejuízo.&lt;br /&gt;— Pode deixar, patrão. Já vi um lugar aqui perto que tem uma laminha muito simpática. Acho que eles vão gostar bastante.&lt;br /&gt;Isso foi o que Pedro disse. O que ele não disse é que passara a noite car&amp;shy;regando água do córrego para jogar num terreno à beira da estrada, que tinha sido capinado e estava pronto para ser plantado. A noite inteira, para lá e para cá. Desse jeito, Pedro tinha preparado um lamaçal colossal. Eevou os porcos diretamente para lá, sentou-se em cima de uma pilha de tábuas que também tinha deixado preparadas e esperou.&lt;br /&gt;Quando apareceu ao longe um caminhão vazio, ele fez sinal. O moto&amp;shy;rista parou. Pedro disse que o patrão estava numa emergência, tivera que fazer uma viagem de urgência e o encarregara de vender logo aqueles porcos, bem baratinho, para mandar o dinheiro para ele. Conversa vai, conversa vem, negociou a venda de todos os animais. Com uma única condição: os rabinhos tinham que ficar.&lt;br /&gt;— E para eu poder prestar contas — explicou. — Ele saiu tão depressa que nem teve tempo de contar. Assim a gente controla exatamente quantos porcos foram vendidos.&lt;br /&gt;O sujeito achou esquisito, mas concordou. Estava com pressa. Queria fechar logo o negócio, antes que surgisse um concorrente pela estrada. Ou que aquele caipira se arrependesse de vender uns animais tão bonitos por um preço tão abaixo do que eles poderiam ser revendidos no mercado. E com os olhos brilhando, enquanto fazia contas mentalmente e calculava o lucro que ia ter, o motorista do caminhão ajudou Pedro a cortar o rabo dos animais e a guardar na carroceria todos os porcos, que subiram por uma rampa improvisada com as tábuas da pilha onde ele estava sentado.&lt;br /&gt;Num instante, os dois se despediram, e o caminhão sumiu na estrada. Com toda aquela porcalhada.&lt;br /&gt;Pedro pôs no bolso o dinheiro da venda e disse para si mesmo:&lt;br /&gt;— Agora estou descontando os descontos. Se eu fosse deixar de graça tudo o que tiraram de mim nesta fazenda colossal...&lt;br /&gt;Depois pegou os rabinhos, que tinha deixado separados em cima das tábuas, e foi espetando todos na lama, a uma boa distância uns dos outros. Todos menos um, que ficou segurando.&lt;br /&gt;Feito isso, foi para a casa da fazenda. Quando estava chegando lá perto, começou a correr e a gritar, como se tivesse vindo esbaforido o tempo todo:&lt;br /&gt;— Socorro! Acudam! Estou precisando de toda a ajuda! Foi uma correria, todo mundo em volta, e ele fingindo que estava sem fôlego, que nem conseguia falar.&lt;br /&gt;— O que foi?&lt;br /&gt;— O que está acontecendo? E o patrão:&lt;br /&gt;— Cadê meus porcos?&lt;br /&gt;Depois de muito ofegar, beber um copo d'água e fazer de conta que estava sem forças, Pedro finalmente explicou:&lt;br /&gt;— Levei os bichinhos para passear num lugar onde não tinha nada plan&amp;shy;tado, e eles descobriram um bom lamaçal. Um lamaçal colossal. Eles adoraram...&lt;br /&gt;— Sim, e daí? Conte logo! Onde estão meus animais?&lt;br /&gt;— Estão lá, fique sossegado...&lt;br /&gt;— Então pra que esse escândalo?&lt;br /&gt;— Bom, patrão, é que era um lamaçal tão colossal que eles foram se afundando aos pouquinhos.&lt;br /&gt;— Afundando? Como assim?&lt;br /&gt;— Afundando, uai! Ficando com as pernas presas e indo para o fundo, devagarzinho. Quando eu vi, tentei segurar o que estava mais perto. Puxei, puxei, mas não adiantou nada. Olha só! O rabo dele ficou na minha mão, e o coitadinho foi sumindo...&lt;br /&gt;E mostrou o rabinho que guardara.&lt;br /&gt;Foi um espanto! Todo mundo queria ver. O rabo, todo enroladinho, passava de mão em mão. Pedro continuou:&lt;br /&gt;— Eu então vi que não dava conta sozinho e vim correndo pedir ajuda.&lt;br /&gt;— Vamos todos para lá! — ordenou o fazendeiro.&lt;br /&gt;— E isso mesmo — concordou Pedro. — Mas é muito porco, nem sei se vai dar. Se o senhor me der licença, eu posso também fazer outra coisa para ajudar.&lt;br /&gt;— O quê?&lt;br /&gt;— Se o senhor me autorizar, eu posso selar uma mula e ir até o vizinho pedir reforço. Ele tem um trator bom, a gente pode amarrar umas cordas fortes nos bichos... Fica mais fácil de puxar.&lt;br /&gt;— Boa ideia! — concordou o patrão. — Mas não vai perder tempo se&amp;shy;lando mula, não. Monte logo no meu cavalo, que é veloz e já está arreado. Assim vai mais ligeiro.&lt;br /&gt;Era isso mesmo que Pedro queria.&lt;br /&gt;Num instante já estava longe, na direção oposta à do lamaçal colossal. A cavalo e com dinheiro no bolso.&lt;br /&gt;E o patrão, se não estiver esperando reforço até hoje, já deve estar com uma boa coleção de rabinhos de porco na mão. Ou ele estava pensando que ia continuar para sempre explorando todo mundo, sem nunca lhe acontecer nada, naquela fazenda colossal?&lt;br /&gt;In:  Pedro Malasartes e outras histórias à Brasileira. Recontadas por Ana Maria Machado. Companhia das Letrinhas- páginas 9 -16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Contação da história.&lt;br /&gt;2. Aspectos do enredo e a elaboração do resumo&lt;br /&gt;3. Identificação dos elementos narrativos no texto.&lt;br /&gt;4.Genero textual&lt;br /&gt;5. Suporte&lt;br /&gt;6. Temática&lt;br /&gt;7.Reescrita da história sob diferentes pontos de vistas, em 1ª pessoa do discurso:&lt;br /&gt;a) Pedro&lt;br /&gt;d) Patrão&lt;br /&gt;c) Porcos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-4682954885880655681?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/4682954885880655681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=4682954885880655681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/4682954885880655681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/4682954885880655681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/09/trabalhando-leitura.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-3705103379076264069</id><published>2009-09-22T05:22:00.001-07:00</published><updated>2009-09-22T05:22:23.354-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Objetivos:&lt;br /&gt;- desenvolver o hábito da escuta;&lt;br /&gt;- despertar a curiosidade para a leitura de livros de causos gauchescos com linguagem regional;&lt;br /&gt;- Identificar aspectos estruturais da tipologia predominantemente narrativa;&lt;br /&gt;- Identificar as inversões que causam situações de humor;&lt;br /&gt;-Identificar o dialeto regional no texto.&lt;br /&gt;- Transformar atividades orais em escritas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologia: Leitura do título e suposições do que trata. Ativação do conhecimento prévio.&lt;br /&gt;                        Leitura do texto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carne Branca&lt;br /&gt;                                                     Aparício Silva Rillo – Rapa de Tacho 3&lt;br /&gt;O doutor Castão Leio foi, por longos anos, o único médico da então cidadezinha de Guaíba, hoje uma espécie de bairro-dormitório da Grande Porto Alegre.&lt;br /&gt;Mas, â época deste causo — logo após as grandes enchentes de 41/42 — Guaíba tinha suas características próprias, sua individualidade marcada. Todos se conheciam, a gente dos distritos vinha ao "povo" para suprir-se de géneros não produzidos na colónia e, especialmente, para consultar com o doutor.&lt;br /&gt;Um peão do fazendeiro Queché Jardim, de que a memória de quem me passou o causo guarda apenas o apelido — "Turubamba" —, procurou na cidade o doutor Castão. Deixou o cavalo atado frente à farmácia São José (ainda existe, hoje) e arrastou as esporas rumo ao consultório, montado em duas peças contíguas ao estabelecimento. Ao ser atendido foi desfiando um rosário de atempações: dor nas cadeiras, intestino preso, boca amarga, uma dor que "me dá aqui e me arresponde no lombo".&lt;br /&gt;O médico, atencioso como de seu feitio, examinou o paciente. In&amp;shy;dagou de seus hábitos alimentares, se bebia, apalpou o ventre do cristão, auscultou-lhe pulmões e coração, examinou-lhe a língua e concluiu, quando o Turubamba já afivelava a guaiaca:&lt;br /&gt;— Teu problema é de vesícula, rapaz, ao que tudo indica. Vou te receitar uns medicamentos por quinze dias. Nesse meio tempo deixa a bebida de lado e, fundamentalmente — mas não te esquece! — nada de comidas temperadas. Come só carne branca. Volta aqui após duas sema&amp;shy;nas. Possivelmente, se obedeceres ao tratamento, estarás bom.&lt;br /&gt;Lá se foi o Turubamba com poções e vidros de remédios na mala de garupa, mais a recomendação — que jurou seguir à risca - de só comer carne branca.&lt;br /&gt;Voltou ao médico, dez dias após. Queixou-se de que, apesar dos remédios, da dieta recomendada — "só comi carne branca nesses dias, doutor" —, a barriga estava mais inchada do que antes, a "dor que cami&amp;shy;nhava" não havia cedido, o amargo na boca continuava.&lt;br /&gt;Paciencioso, novamente o doutor Gastão examinou o doente. A região do fígado, realmente, estava entumescida, a língua saburrosa. Teria, nesta altura, de pedir alguns exames, para um diagnóstico m £ inteiro.&lt;br /&gt;Informou ao Turubamba desta necessidade, talvez da mudança de me&amp;shy;dicação e, especialmente, da continuação da dieta. Foi aí que o íaura saltou das cuecas.&lt;br /&gt;— O quê, doutor? Continuar com a carne branca? Pelo amor de Deus, se quiser abra minha barriga, me opere o figo, mas me livre desta tal de die&amp;shy;ta. Já tou de carne branca até o caco da cabeça, não aguento nem o cheiro da maldita, doutor Gastão!&lt;br /&gt;— Bobagem, Turubamba. Carne branca não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. Que bobagem é esta, meu rapaz?&lt;br /&gt;- Bobagem, é? Então o senhor pensa que é brinquedo um vivente como eu, acostumado ao matambrem à galinha gorda, à traíra assada passar dez dias só comendo toucinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividades de interpretação relativas ao texto:&lt;br /&gt;Temática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gênero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características estruturais da tipologia textual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos do enredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inversões que geram humor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identificação de linguagem regional ( dialeto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foco narrativo e tipo de narrador&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-3705103379076264069?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/3705103379076264069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=3705103379076264069&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/3705103379076264069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/3705103379076264069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/09/objetivos-desenvolver-o-habito-da.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-6553777842777244323</id><published>2009-09-22T05:15:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T17:19:42.001-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                              Desenvolvendo a atividade da Escuta&lt;br /&gt;Objetivos:&lt;br /&gt; - desenvolver a habilidade da escuta.&lt;br /&gt;- fazer predições a partir de leitura oral a partir do título&lt;br /&gt;- identificar aspectos de inversão semântica que geram o humor;&lt;br /&gt;- identificar seqüência tipológica predominante e respectivas características&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade 1.&lt;br /&gt;Leitura do título e suposições do que trata. Ativação do conhecimento prévio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura do texto: A Estranha Passageira  de Stanislaw Ponte Preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estranha passageira&lt;br /&gt;– O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de vôo – e riu nervosinha,  coitada.&lt;br /&gt;            Depois pediu que eu me sentasse  ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem.&lt;br /&gt; Lá se ia a oportunidade de ler o romance&lt;br /&gt;policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem.&lt;br /&gt;Suspirei e fiz o bacano respondendo que estava às suas ordens.&lt;br /&gt;            Madama entrou no avião sobraçando um monte de embrulhos, que segurava desajeitadamente. Gorda como era, custou a se encaixar na poltrona e a arrumar todos aqueles pacotes. Depois não sabia como amarrar o cinto e eu tive que realizar essa operação em sua farta cintura.&lt;br /&gt;            Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me&lt;br /&gt;fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula.&lt;br /&gt;– Para que esse saquinho aqui? – foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo.&lt;br /&gt; – É para a senhora usar em caso de necessidade – respondi baixinho.&lt;br /&gt; Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:&lt;br /&gt;– Uai... as necessidades neste saquinho? No avião não tem banheiro?&lt;br /&gt; Alguns passageiros riram, outros – por fineza – fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue (embora com tantas carnes parecesse um açougue) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos para todos os lados.&lt;br /&gt;            O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:&lt;br /&gt; – Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só para ela?&lt;br /&gt;            Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.&lt;br /&gt; Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do “show”. Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir os jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.&lt;br /&gt;Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janela para ver a paisagem) e gritou:&lt;br /&gt; – Puxa vida!!!&lt;br /&gt;            Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse:&lt;br /&gt; – Olha lá embaixo.&lt;br /&gt;            Eu olhei. E ela acrescentou: – Como nós estamos voando alto, moço. Olha só... o pessoal lá embaixo até parece formiga.&lt;br /&gt; Suspirei e lasquei:&lt;br /&gt;– Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou vôo.&lt;br /&gt;Preta, Stanislaw Ponte. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.&lt;br /&gt;Atividades feitas oralmente após a leitura do texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gênero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características estruturais da tipologia textual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos do enredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inversões que geram humor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foco narrativo e tipo de narrador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-6553777842777244323?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/6553777842777244323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=6553777842777244323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/6553777842777244323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/6553777842777244323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/09/desenvolvendo-atividade-da-escuta.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-6803193238561045851</id><published>2009-08-10T16:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T16:32:29.528-07:00</updated><title type='text'>Eduardo e Mônica   -   Legião urbana</title><content type='html'>Quem um dia irá dizer que existe razão&lt;br /&gt;Nas coisas feitas pelo coração?&lt;br /&gt; E quem irá dizerQue não existe razão?&lt;br /&gt;Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantarFicou deitado e viu que horas eram&lt;br /&gt;Enquanto Mônica tomava um conhaque&lt;br /&gt;Noutro canto da cidade&lt;br /&gt;Como eles disseramEduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer&lt;br /&gt;E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer&lt;br /&gt;Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse&lt;br /&gt;- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir&lt;br /&gt;Festa estranha, com gente esquisita&lt;br /&gt;- Eu não tou legal, não agüento mais birita&lt;br /&gt;E a Mônica riu e quis saber um pouco mais&lt;br /&gt;Sobre o boyzinho que tentava impressionar&lt;br /&gt;E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa&lt;br /&gt;- É quase duas, eu vou me ferrar&lt;br /&gt;Eduardo e Mônica trocaram telefone&lt;br /&gt;Depois telefonaram e decidiram se encontrar&lt;br /&gt;O Eduardo sugeriu uma lanchonete&lt;br /&gt;Mas a Mônica queria ver o filme do Godard&lt;br /&gt;Se encontraram então no parque da cidade&lt;br /&gt;A Mônica de moto e o Eduardo de camelo&lt;br /&gt;O Eduardo achou estranho e melhor não comentar&lt;br /&gt;Mas a &lt;a href="http://eduardoemonica.legiaourbana.letrasdemusicas.com.br/"&gt;menina&lt;/a&gt; tinha tinta no cabelo&lt;br /&gt;Eduardo e Mônica eram nada parecidos&lt;br /&gt;Ela era de Leão e ele tinha dezesseis&lt;br /&gt;Ela fazia Medicina e falava alemão&lt;br /&gt;E ele ainda nas aulinhas de inglês&lt;br /&gt;Ela gostava do Bandeira e do BauhausDe Van Gogh e dos MutantesDo Caetano e de Rimbaud&lt;br /&gt;E o Eduardo gostava de novela&lt;br /&gt;E jogava futebol-de-botão com seu avô&lt;br /&gt;Ela falava coisas sobre o Planalto Central&lt;br /&gt;Também magia e meditação&lt;br /&gt;E o Eduardo ainda estavaNo esquema "escola, cinema, clube, televisão&lt;br /&gt;"E, mesmo com tudo diferente&lt;br /&gt;Veio mesmo, de repente&lt;br /&gt;Uma vontade de se ver&lt;br /&gt;E os dois se encontravam todo dia&lt;br /&gt;E a vontade cresciaComo tinha de serEduardo e Mônica fizeram natação, fotografiaTeatro e artesanato e foram viajar&lt;br /&gt;A Mônica explicava pro EduardoCoisas sobre o céu, a terra, a água e o ar&lt;br /&gt;Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer&lt;br /&gt;E decidiu trabalharE ela se formou no mesmo mês&lt;br /&gt;Em que ele passou no vestibular&lt;br /&gt;E os dois comemoraram juntosE também brigaram juntos, muitas vezes depois&lt;br /&gt;E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa&lt;br /&gt;Que nem feijão com arrozConstruíram uma casa uns dois anos atrás&lt;br /&gt;Mais ou menos quando os gêmeos vieram&lt;br /&gt;Batalharam grana e seguraram legal&lt;br /&gt;A barra mais pesada que tiveramEduardo e Mônica voltaram pra Brasília&lt;br /&gt;E a nossa &lt;a href="http://eduardoemonica.legiaourbana.letrasdemusicas.com.br/"&gt;amizade&lt;/a&gt; dá &lt;a href="http://eduardoemonica.legiaourbana.letrasdemusicas.com.br/"&gt;saudade&lt;/a&gt; no verão&lt;br /&gt;Só que nessas férias não vão viajarPorque o filhinho do EduardoTá de recuperação&lt;br /&gt;E quem um dia irá dizer que existe razão&lt;br /&gt;Nas coisas feitas pelo coração?&lt;br /&gt; E quem irá dizer&lt;br /&gt;Que não existe razão?&lt;br /&gt;1. Qual a temática da música?&lt;br /&gt;2. A música tem uma linguagem literária e pode ser considerada uma poesia narrativa. Identifique da música a progressão textual e da relação entre o casal.&lt;br /&gt;3. Sublinhe na música partes de diálogo&lt;br /&gt;4. Retire do texto algumas expressões de gíria.&lt;br /&gt;5. Como a musica descreve o Eduardo e a Mônica. Quais são suas características&lt;br /&gt;6. A quem se destina a música?&lt;br /&gt;7. Qual a finalidade da música?&lt;br /&gt;8. Retire do texto a parte que se refere ao trabalho&lt;br /&gt;9. Qual a diferença entre a linguagem da música e a linguagem do texto sobre o trabalho?&lt;br /&gt;10. Você gostou da música? Por quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-6803193238561045851?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/6803193238561045851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=6803193238561045851&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/6803193238561045851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/6803193238561045851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/08/eduardo-e-monica-legiao-urbana-quem-um.html' title='Eduardo e Mônica   -   Legião urbana'/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-4939279093844120182</id><published>2009-03-01T16:19:00.001-08:00</published><updated>2009-03-01T16:19:36.928-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bebê junk food&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junk food – expressão que designa alimentos com valor nutritivo limitado  porque têm alto índice de sal, açúcar, gordura ou calorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa diz que mães brasileiras alimentam os filhos pequenos com tudo errado – de refrigerantes a salgadinhos industrializados.   Eles nem engatinham e já comem batata frita. Uma pesquisa do Instituto Marplan mostrou que as mães brasileiras têm o hábito de oferecer a seus bebês todo tipo de alimentos  calóricos, pouco nutritivos, com excesso de gordura, sal e açúcar. Aos 5 meses, quando ainda deveriam estar mamando, sete a cada dez crianças têm no cardápio biscoitos recheados e salgadinhos industrializados, para o desespero dos pediatras e nutricionistas.&lt;br /&gt;            A falta de tempo não é desculpa. A maioria das 1.200 entrevistadas em cinco capitais não trabalha fora. A dieta politicamente incorreta também não escolhe classe social.   As mães acham mesmo que refrigerante na mamadeira pode ser bom para seus filhos.    A pesquisa foi feita a pedido de uma indústria de alimentos infantis que queria saber por que a compra de papinhas industrializadas é tão baixa no Brasil. Acabou contribuindo para a descoberta de que as mães precisam ter mais informação sobre o que dar a seus bebês. "São vários os prejuízos de uma alimentação incorreta. A curto prazo, a criança pode ter cáries e, no futuro, pode desenvolver problemas cardiovasculares, hipertensão e obesidade em decorrência dos excessos de gordura e sal", alerta a nutricionista Pérola Ribeiro, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). "Ninguém está dizendo que bolachas ou salgadinhos não são gostosos. Esses alimentos existem, mas devem ser dados com restrições de quantidade e em maiores intervalos de tempo", ensina o pediatra Glaucio José Granja de Abreu.&lt;br /&gt;Biscoitos e salgadinhos 88%&lt;br /&gt;Sucos com açúcar 65%&lt;br /&gt;Bolos 49%&lt;br /&gt;Batatas fritas 37%&lt;br /&gt;Docinhos de festas 29%&lt;br /&gt;Presuntos e similares 18%&lt;br /&gt;Refrigerantes 37%&lt;br /&gt;(COTES, Paloma. Bebê junk food. Época, São Paulo, n. 268, 7 jul. 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. De acordo com a tabela, os tipos de alimentos inadequados mais comuns na dieta dos bebês brasileiros são&lt;br /&gt;a) batatas fritas.                                   b) bolos. &lt;br /&gt;c) biscoitos e salgadinhos.                    d) refrigerantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. De acordo com as informações transcritas no texto, pode-se concluir que os cientistas :&lt;br /&gt;a) indicam o consumo de bolachas e salgadinhos.       &lt;br /&gt;b) propõem o consumo controlado de alguns alimentos.&lt;br /&gt;c) proibem o consumo de gordura e sal.                                 &lt;br /&gt;d) sugerem o consumo de alimentos em maior quantidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Esse texto trata, principalmente,&lt;br /&gt;a) da alimentação infantil inadequada.&lt;br /&gt;b) do aparecimento de cáries em crianças.&lt;br /&gt;c) da obesidade infantil.                      &lt;br /&gt;d) de pesquisas sobre alimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A indústria de alimentos infantis realizou a pesquisa apresentada no texto porque desejava&lt;br /&gt;a) ajudar as mães na alimentação dos bebês.  &lt;br /&gt;b) auxiliar os cientistas na resolução dos problemas alimentares.&lt;br /&gt;c) divulgar seu produto para a imprensa.         &lt;br /&gt;d) identificar os hábitos alimentares dos consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Pela estrutura do texto podemos dizer que estamos diante de:&lt;br /&gt;a) uma narrativa                                   b) uma reportagem      &lt;br /&gt;c) um texto de opinião             d) uma fábula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Como é a linguagem empregada no texto:&lt;br /&gt;a) coloquial                  b) gíria c) padrão         d) popular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Qual a função do lead ou olho:&lt;br /&gt;a) chamar a atenção para ler toda a reportagem          &lt;br /&gt;b) fazer parte do texto, simplesmente&lt;br /&gt;c) vender        &lt;br /&gt;c) fazer comprar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. A característica do lead ou olho é:&lt;br /&gt;a) estética        b) resumir o texto         c) vender         d) comprar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Qual o suporte em que o texto foi publicado&lt;br /&gt;a) livro             b) revista Época           c) revista Veja              d) Jornal ZH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Uma pesquisa diz que mães brasileiras alimentam os filhos pequenos com tudo errado – de refrigerantes a salgadinhos industrializados.   Eles nem engatinham e já comem batata frita.  O termo referido pela expressão em destaque é:&lt;br /&gt;a) mães            b) filhos            c) salgadinhos  d) industrializados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção textual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente os hábitos alimentares são muito inadequados.  Descubra argumentos para o tema e faça um texto de opinião sobre o assunto.&lt;br /&gt;Faça um cartaz ou lista de alimentos saudáveis e não saudáveis&lt;br /&gt;Faça um carta recomendando a alguma mãe a importância de uma alimentação saudável para o seu bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e questões de 1 – 4  - Saresp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-4939279093844120182?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/4939279093844120182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=4939279093844120182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/4939279093844120182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/4939279093844120182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/03/bebe-junk-food-junk-food-expressao-que.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-3844813209788079252</id><published>2009-03-01T15:39:00.001-08:00</published><updated>2009-03-01T15:39:24.206-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ter ou Ser?&lt;br /&gt;“ Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra?  Essa ideia  nos parece estranha.  Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível compra-los?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Frase dita pelo índio chefe Seatle em 1854 para o presidente dos Eua , Franklin Pierce que havia feita uma proposta de compra de boa parte da reserva de sua tribo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se você está planejando sua felicidade em função do verbo ter, prepares-se: o seu caminho vai ser muito difícil, talvez impossível.&lt;br /&gt;            Vivemos num tempo em que posse se tornou  sinônimo de sucesso.  Todos andam pirados diante dessa tarefa insana.&lt;br /&gt;            Na periferia, garotos trocam bolas e pipas por armas na busca antecipada da inclusão social.&lt;br /&gt;            Nos bairros de classe média, outros não enxergam nada além de satisfação  de um dia poder ter um carro, ter uma carreira exemplar, ter um apartamento, ter , ter..&lt;br /&gt;            Este caminho só pode levar à destruição do planeta, tanto pelo aspecto ambiental, como pelo social.&lt;br /&gt;            Se os 6,2 bilhões de habitantes da Terra consumissem como os americanos, por exemplo, haveria o caos.  Seriam necessários mais três planetas inteiros só para garantir o fornecimento de matérias-primas para tanto consumo e não sobraria sequer uma paisagem natural para se curtir o por do sol, por exemplo.&lt;br /&gt;            A ideologia do ter precisa ser substituída pela do verbo SER.  Só assim poderemos aproveitar a vida plenamente.  Só assim poderemos redescobrir que para ser feliz, é indispensável estar em harmonia com a natureza e com aqueles que a gente realmente se importa – os amigos e a família ( que não se têm, mas se está com).&lt;br /&gt;            Só assim conseguiremos compreender que uma carreira profissional de sucesso é aquela que nos traz prazer e não apenas salário.&lt;br /&gt;            Se você compreender essas coisas, também vai enxergar que o trabalho voluntário pode trazer retorno muito além da conta bancária recheada.  Um retorno que se traduz na sensação de ser um verdadeiro cidadão.&lt;br /&gt;Zeca de Almeida Prado – coordenador do projeto Rock Cidadania- Revista do Rock nº1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Indique a temática do texto:&lt;br /&gt;a) A importância do ter na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;b) Os indígenas defendem a ideia de que nada da natureza é passível de compra.&lt;br /&gt;c) Os americanos são os maiores consumidores do planeta.&lt;br /&gt;d) O trabalho voluntário ajuda a pessoa a se sentir bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O canal em que veicula o texto é:&lt;br /&gt;a) jornal ZH                 b) Revista Veja            c) Revista Rock           d) livros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Indique a alternativa em não há exemplo de insanidade mental:&lt;br /&gt;a) trocar bolas e pipas por armas&lt;br /&gt;b) o prazer de ter e consumir.&lt;br /&gt;c) a destruição do planeta&lt;br /&gt;d) trabalhar como voluntário para se sentir verdadeiramente um cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O objetivo do texto é:&lt;br /&gt;a) Valorizar o ter.&lt;br /&gt;b) Formar consciência para a importância da substituição do ter pelo ser.&lt;br /&gt;c) Mostrar que a grande maioria das pessoas vive em função do ter.&lt;br /&gt;d)Mostrar a realidade das periferias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Quanto à  linguagem do texto podemos dizer que ela é:&lt;br /&gt;a) padrão         b) coloquial                  c) técnica                     d) popular&lt;br /&gt;6. Quanto ao gênero textual, podemos dizer que o texto é:&lt;br /&gt;a) uma fábula               b) uma crônica c) uma carta de opinião            d) um artigo de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. . A citação do índio no início do texto revela:&lt;br /&gt;a) que a cultura do branco é superior à dos índios&lt;br /&gt;b) que os índios valorizam muito o consumir&lt;br /&gt;c) que os índios pensam diferente dos brancos e valorizam mais a natureza como fonte de vida e sobrevivência.&lt;br /&gt;d) Que o Ter é mais importante que o Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Indique a alternativa cuja idéia não está contida no texto:&lt;br /&gt;a) Vivemos num tempo em que o Ser tornou  sinônimo de sucesso.&lt;br /&gt;b) A ideologia do ter precisa ser substituída pela do verbo SER.&lt;br /&gt;c) Para sermos felizes precisamos estar em harmonia com a natureza e com aqueles que a gente se importa.&lt;br /&gt;d) uma carreira profissional de sucesso é aquela que nos traz prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Na frase: “Todos andam pirados diante dessa tarefa insana.”  Indique a alternativa a que se refere essa tarefa.&lt;br /&gt;a) A de lutar para Ser melhor&lt;br /&gt;b) a de lutar par Ter mais posses.&lt;br /&gt;c) a de preservar o meio ambiente.&lt;br /&gt;d) a de trabalhar como voluntário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Indique a alternativa em que não há relação de coerência entra a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;            a) Se você está planejando sua felicidade em função do verbo ter, prepare-se.  Poderíamos substituir a expressão em destaque por caso sem alterar sentido, fazendo ajustes de concordância.&lt;br /&gt;            b) Este caminho só pode levar à destruição do planeta, tanto pelo aspecto ambiental, como pelo social. As expressões em destaque se referem ao caminho do consumir e do ter.&lt;br /&gt;            c)  O trabalho voluntário pode trazer um retorno. -   Esse retorno é principalmente material ou financeiro.&lt;br /&gt;            d) A ideologia do ter precisa ser substituída pela do verbo SER – Ao valorizar mais os ser estamos considerando mais os sujeitos em detrimento das posses.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Faça os ajustes de concordância da alternativa (a) da questão 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Na periferia, garotos trocam bolas e pipas por armas na busca antecipada da inclusão social. O que seria essa inclusão social. Comente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Por que viver pelo ter é um caminho difícil?  Faça um parágrafo sobre o assunto.&lt;br /&gt;14. Faça um texto de opinião manifestando o seu ponto de vista sobre o texto. &lt;br /&gt;15. Você conhece uma pessoa que você admira muito pelo seu exemplo de vida.  Faça um texto narrativo contando um pouco sobre essa pessoa.  ( pai, mãe, irmão, primo, amigo, amiga)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-3844813209788079252?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/3844813209788079252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=3844813209788079252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/3844813209788079252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/3844813209788079252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/03/ter-ou-ser-como-e-que-se-pode-comprar_01.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-3552670844966531953</id><published>2009-03-01T15:26:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T15:27:06.586-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Money, Money&lt;br /&gt;Martha Medeiros – Zero Hora- 16 de agosto de 2004&lt;br /&gt;                Eu gosto de dinheiro, você também gosta, todo mundo gosta. Não é pecado nenhum. O dinheiro possibilita que a gente viva com dignidade e prazer, e tanto uma coisa quanto a outra é de primeira necessidade. Mas há um limite entre o que se deve e o que não se deve fazer por dinheiro. Trabalhar por dinheiro? Básico. Apostar na loteria? Se você tem sorte, tente. Uma herança? É justo. Mesada? Sendo pirralho demais pra trabalhar, ok, mesada. E vamos encerrando o primeiro parágrafo por aqui, porque agora vem a parte podre, chamada ganância.&lt;br /&gt;                Cerca de 450 pessoas morreram dentro de um supermercado paraguaio porque os seguranças trancaram as portas para ninguém sair sem pagar. "Vamos lá, todo mundo se coçando, nada de desculpa, que fogo, o quê". Ainda que eles não tenham dimensionado o tamanho da encrenca, ainda assim, por breves instantes, foi isso que passou pela cabeça deles: o patrão não pode ter prejuízo senão nosso emprego dança.&lt;br /&gt;                Dias depois desta tragédia, uma peruana viajava num ônibus quando este foi assaltado. Os ladrões entraram no veículo e começaram a recolher dinheiro e outros pertences dos passageiros. Ela, lá no fundo, no banco de trás, tinha 800 dólares na bolsa. Antes que eles chegassem perto, ela não teve dúvida: engoliu as notas todinhas, a seco, sem água, gelo e limão. Não avaliou os riscos. Se os ladrões a vissem fazendo isso, poderiam ter se irritado e atirado nela - a gente sabe que um marginal armado não é exatamente um exemplo de candura. Mas não foi o que aconteceu, felizmente. O desfecho foi que a cidadã foi parar no hospital para uma lavagem estomacal. Da grana, nunca mais se teve notícia.&lt;br /&gt;                Mulheres sonham engravidar de sujeitos que elas conhecem de ouvir falar - um tal de Romário, um tal de Ronaldinho, um tal de Diego. Homens, da mesma forma, procuram aproximar-se de quem possa lhes abrir portas - de preferência, do cofre. Pessoas ostentam. Pessoas vivem em desacordo com sua realidade. Pessoas fazem trambiques. Pessoas mantêm relações de interesse. Pessoas se humilham, se vendem, se prostituem das mais mais diversas formas. Por quê? Porque nada mais faz sentido nesta vida senão o dinheiro. E quanto mais se vive em função dele, mais miseráveis ficamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinale a alternativa cuja idéia está contida no texto.&lt;br /&gt;a)      Tudo pode ser justificado por dinheiro&lt;br /&gt;b)      Ter dinheiro é preciso, mas nem todas as atitudes justificam isso.&lt;br /&gt;c)      Segundo a autora é normal a atitude de certas mulheres que querem engravidar de homens famosos.&lt;br /&gt;d)      Só o dinheiro faz sentido na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinale a alternativa que indica a temática do texto:&lt;br /&gt;a)      Na sociedade atual a maioria das relações se dá por interesses.&lt;br /&gt;b)      O dinheiro é básico para a vida&lt;br /&gt;c)      Fazer trambiques é normal&lt;br /&gt;d)      Todo mundo precisa de dinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as alternativas se constituem em exemplos de ganância pelo dinheiro, exceto:&lt;br /&gt;a)      450 pessoas morreram em um incêndio num  supermercado paraguaio porque os empregados não deixaram ninguém sair com medo de não pagarem a conta.&lt;br /&gt;b)      Uma peruana ao ser assaltada de posse de muitos dólares engoliu-os necessitando de uma lavagem estomacal&lt;br /&gt;c)      . O dinheiro possibilita que a gente viva com dignidade e prazer, e tanto uma coisa quanto a outra é de primeira necessidade.&lt;br /&gt;d)      Engravidar de homens famosos é um meio de abrir as portas dos cofres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a alternativa em que a posição da autora fica mais evidente.&lt;br /&gt;a)      quanto mais se vive em função dele, mais miseráveis ficamos.&lt;br /&gt;b)      há um limite entre o que se deve e o que não se deve fazer por dinheiro&lt;br /&gt;c)      Trabalhar por dinheiro? Básico&lt;br /&gt;d)      Mulheres sonham engravidar de sujeitos que elas conhecem de ouvir falar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinale a alternativa que indica o canal em que se  veiculou  esse texto:&lt;br /&gt;a) rádio                  b) livro             c) Zero Hora               d) Jornal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à estrutura do texto, podemos dizer que estamos diante de uma crônica, pois a autora parte da experiência pessoal para comentar fatos cotidianos.  Nos parágrafos 2. 3 e 4 cita exemplos que comprovam os hábitos gananciosos das pessoas.  Que relação existe entre os fatos e o tema da crônica?Argumente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa estrutura textual percebemos que a intenção da autora é:&lt;br /&gt;a) relatar fatos                               b) refletir sobre a importância do dinheiro na vida das pessoas&lt;br /&gt;c) questionar as relações                d) fazer um texto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise Lingüística:&lt;br /&gt;Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a)      Mas há um limite entre o que se deve e o que não se deve fazer por dinheiro-  A expressão em destaque funciona como uma conjunção coordenada adversativa e poderia ser substituída por porém sem alterar sentido&lt;br /&gt;b)      Mas há um limite entre o que se deve e o que não se deve fazer por dinheiro – a expressão em destaque funciona como um pronome demonstrativo, pois poderia ser substituído por aquilo sem alterar sentido.&lt;br /&gt;c)      "Vamos lá, todo mundo se coçando, nada de desculpa, que fogo, o quê". Ainda que eles não tenham dimensionado o tamanho da encrenca. – As frases entre aspas indicam possíveis diálogos para justificar a atitude de não deixar ninguém sair.&lt;br /&gt;d)       Nada mais faz sentido nesta vida senão o dinheiro. E quanto mais se vive em função dele, mais miseráveis ficamos. – A expressão em destaque funciona como pronome pessoal do caso reto e tem como referente o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de dinheiro, você também gosta, todo mundo gosta. Não é pecado nenhum. Considerando a frase anterior podemos dizer que ela é constituída por várias orações coordenadas, quantas?&lt;br /&gt;a) duas                  b) três              c) quatro          d) cinco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O dinheiro possibilita/ que a gente viva com dignidade/ e prazer. Considerando a frase podemos dizer que se constitui de períodos mistos subordinado e coordenado Classificamos a última oração como:&lt;br /&gt;a) oração coordenada sindética aditiva                  b) oração coordenada assindética&lt;br /&gt;c) oração principal                                    d) oração coordenada sindética adversativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-3552670844966531953?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/3552670844966531953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=3552670844966531953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/3552670844966531953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/3552670844966531953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/03/money-money-martha-medeiros-zero-hora.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-2234620506975647369</id><published>2009-02-24T16:14:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T16:16:53.648-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Leão Apaixonado&lt;br /&gt;           Um Leão pediu a filha de um lenhador em casamento. O Pai, mesmo contrariado mas com medo do Leão, viu que podia se aproveitar da ocasião para livrar-se desse problema.&lt;br /&gt;          Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo de ambos.&lt;br /&gt;          Feliz da vida o Leão concordou. Feito isso, ele tornou a fazer seu pedido, mas o lenhador, que já não mais o temia, pegou um cajado e expulsou-o de sua casa, mandando-o de volta para a floresta.&lt;br /&gt;Autor: Esopo&lt;br /&gt;Moral da História: Para resolvermos um problema, devemos primeiro conhece-lo bem, depois  poderemos enfrentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a frase que melhor demonstra o interesse do pai:&lt;br /&gt;a)      Era arrancar as unhas e dentes do leão&lt;br /&gt;b)      Feliz o leão concordou&lt;br /&gt;c)       O pai viu que podia se aproveitar da ocasião para livrar da ameaça do leão.&lt;br /&gt;d)      pegou um cajado e expulsou-o de sua casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a temática do texto assinalando:&lt;br /&gt;a)      Qualquer jeito é um jeito de se livrar dos problemas&lt;br /&gt;b)      Um leão apaixonado&lt;br /&gt;c)      Um lenhador&lt;br /&gt;d)      A solução dos problemas depende muito de conhecê-lo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à estrutura do texto. Após analisa-la podemos dizer que estamos diante de:&lt;br /&gt;a) um conto                       b) uma fábula               c) uma crônica             d) um editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da história:&lt;br /&gt;a)      o leão casou-se com a filha do lenhador&lt;br /&gt;b)      o leão aceitou as condições do sogro&lt;br /&gt;c)      o leão não conseguiu seu intento&lt;br /&gt;d)      o leão expulsou o pai da noiva de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a alternativa cuja idéia está contida no texto:&lt;br /&gt;a)O pai da noiva aceitou o pedido do leão sem nenhuma condição.&lt;br /&gt;b) O leão foi bem aceito na família após ter feito as coisas propostas pelo pai da noiva.&lt;br /&gt;c) O leão concordou com a condição imposta pelo futuro sogro&lt;br /&gt;d) O sogro era agricultor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo de ambos”. Qual o termo referido anteriormente pela expressão em destaque:&lt;br /&gt;a) o pai                  b) o leão          c) a filha                       d) as unhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo de ambos”. A expressão em destaque funciona como:&lt;br /&gt;a) pronome pessoal do caso reto               b) pronome pessoal do caso oblíquo              &lt;br /&gt;c) pronome demonstrativo                         d) pronome possessivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo de ambos”. Qual o termo referido anteriormente pela expressão em destaque:&lt;br /&gt;a) o pai                  b) o leão          c) a filha                       d) as unhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo de ambos”. A expressão em destaque funciona como:&lt;br /&gt;a) pronome pessoal do caso reto               b) pronome pessoal do caso oblíquo              &lt;br /&gt;c) pronome demonstrativo                         d) pronome possessivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo de ambos”. Qual o termo referido anteriormente pela expressão em destaque:&lt;br /&gt;a) o pai                  b) o leão          c) a filha                       d) as unhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo de ambos” A expressão em destaque funciona como:&lt;br /&gt;a) pronome pessoal do caso reto               b) pronome pessoal do caso oblíquo              &lt;br /&gt;c) pronome demonstrativo                         d) pronome possessivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo de ambos” A expressão em destaque poderia ser substituída por todas, exceto por:&lt;br /&gt;a) porém                b) todavia                    c) contudo                   d) pois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pai, mesmo contrariado mas com medo do Leão, viu que podia se aproveitar da ocasião para livrar-se desse problema. Todas as palavras podem substituir a expressão em destaque exceto:&lt;br /&gt;a) aborrecido                     b) descontente                         c) alegre                      d) desgostoso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Feliz da vida o Leão concordou”  A expressão em destaque funciona como:&lt;br /&gt;a) artigo definido                                                   b) artigo indefinido      &lt;br /&gt;c) pronome pessoal do caso oblíquo                     d)  pronome demonstrativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas o lenhador, que já não mais o temia, pegou um cajado e expulsou-o de sua casa, mandando-o de volta para a floresta. A expressão em destaque funciona como:&lt;br /&gt;a) artigo definido                                                   b) artigo indefinido      &lt;br /&gt;c) pronome pessoal do caso oblíquo                     d)  pronome demonstrativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção Textual&lt;br /&gt;Coloque-se no lugar do leão e escreva uma carta apaixonada para a menina.&lt;br /&gt;Imagine que a filha não tenha gostado da decisão do pai e tenha com ele discutido.  Transcreva esse diálogo.&lt;br /&gt;Você conhece pessoas que viveram uma situação parecida com a do leão do texto.  Relate ou invente-a&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-2234620506975647369?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/2234620506975647369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=2234620506975647369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/2234620506975647369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/2234620506975647369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/02/o-leao-apaixonado-um-leao-pediu-filha.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-2181251035767997683</id><published>2009-02-24T16:11:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T16:13:05.413-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Dor de um pai – Zero Hora – 08 de setembro de 2006&lt;br /&gt;Domingo, dia 3 de setembro, fui acordado por um telefonema avisando que minha filha, Ana Clara, havia sofrido um acidente de automóvel.  Quem me ligou chorando muito foi a Camila, uma grande amiga dela.  Imediatamente liguei para o celular de Ana Clara e atendeu um oficial do Corpo de Bombeiros, que confirmou o fato.  Desesperado, corri até o local pensando o quanto minha filha poderia estar ferida, para que hospital talvez já tivesse sido levada, rezando para que não fosse grave.  Mas, ao chegar ao local, me deparei com um cenário de horror!  Parecia uma praça de guerra.   O carro preto estava irreconhecível, semicalcinado e havia deixado um rastro de pedaços até sua total parada em uma árvore,  que foi mortal.  A violência da colisão não deixava dúvidas do excesso de velocidade, da imprudência, certamente da bebida.&lt;br /&gt;            Quatro corpos estavam prostrados no chão e um deles, infelizmente, era o de minha filha.  Uma dor avassaladora, lancinante, me tomou por inteiro.  Um pedaço de mim foi arrancado do meu peito, para sempre, ao ver minha filha inerte sob um plástico preto.  Quem eu embalei com imensa alegria e amor na sala de parto, em sua chegada, agora estava sem vida em meus braços, na sua partida.  Nada pode ser maior do que a dor de ver um filho morto, pois foge à ordem natural da vida.&lt;br /&gt;            Ana Clara morreu de traumatismo craniano, mas seu corpo e seu rosto estavam preservados.  Quando eu estava no local do acidente, sentado ao seu lado, segurando sua mão e acariciando seu rosto, ela parecia apenas estar dormindo, feliz por viver intensamente a juventude de seus 17 anos.&lt;br /&gt;            Na capela do cemitério, foi uma provação inimaginável ver minha eterna princesa no caixão.  Sua curta vida foi um relâmpago passageiro; e me entristeciam mais ainda a dor e o sofrimento da minha família.  Meu filho mais velho perdeu uma irmã companheira de minhas pequenas filhas gêmeas, ainda sem compreender a morte, perderam o referencial da irmã mais velha.  Quanto a nós, pais, foram-se os sonhos de ver crescer os filhos de nossa filha.   Agora, nossa doce Ana Clara, que foi cremada, virou cinzas lançadas ao mar.   Para quem viveu intensamente como ela, nada como a imensidão do mar com última morada.&lt;br /&gt;            Quem nos conhece, sabe  o quão carinhosos, presentes e dedicados somos com nossos quatro filhos.  Mas por mais que se cuide, oriente e proteja.  Eles são como água na mãos em forma de  conchas.  Uma hora escorrem por entre os dedos...&lt;br /&gt;            Quando meu filho mais velho fez 18 anos, me apressei  para que ele providenciasse tirar habilitação, pois preferia vê-lo no banco do motorista, e não na carona.  Isso porque sempre alertei para os perigos da direção e não me cansava de recortar dos jornais notícias sobre acidentes de automóveis com jovens.  E, mais importante, do que alertar, nós, como pais, dávamos o exemplo de condução prudente.  Nossos planos para Ana Clara eram os mesmos, tanto que sempre buscávamos na saída das suas programações noturnas ou nos revezávamos com outros pais. Ansiávamos por vê-la no banco do motorista, mas o destino chegou antes.&lt;br /&gt;            Infelizmente, essa tragédia, que matou cinco amigos e que tanto comoveu a cidade, virou mais um dado estatístico, no qual os jovens não acreditam, o que faz com que esses acidentes se repitam numa frequência macabra .  Os jovens que perdem a vida desta forma abrupta e trágica não têm esse direito.  Não é justo o que fazem a si e a seus pais.&lt;br /&gt;            Eu e minha família estamos sensibilizados com a quantidade enorme de manifestações de pesar, solidariedade, cartões, flores enviadas a nós e através de nossos parentes, inclusive por pessoas que não conhecemos.  È reconfortante estarmos no meio dessa corrente que emana tanto carinho pela enorme falta que nossa amada Ana Clara nos faz.  Agradecemos de coração.&lt;br /&gt;            Ana Clara, Manoela, Joana, Ivan e Felipe são as manchetes da hora, como tantos outros foram; e, infelizmente, outros jovens serão, enquanto não houver consciência de serem prudentes e responsáveis na direção.&lt;br /&gt;                                                                                                          Gabriel Padilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.                  O texto acima: a dor de um pai  é um depoimento que se enquadra no gênero:&lt;br /&gt;a) artigo                       b)reportagem               c) crônica                    d) carta narrativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.                  Qual a temática do texto?&lt;br /&gt;a ) a dor           b)a morte         c)O sofrimento e as perdas em função dos acidentes automobilísticos&lt;br /&gt;d) O álcool e a direção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro preto estava irreconhecível Todas as palavras a seguir são sinônimas de irreconhecível, exceto:&lt;br /&gt;a) que não se pode conhecer         b) fácil de conhecer      c) que não se pode identificar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a finalidade de publicar um depoimento desses?&lt;br /&gt;a) saudar comportamentos infantis      b) conscientizar dos riscos que os adolescentes correm&lt;br /&gt;c) aumentar o público leitor                    d) refletir sobre o problema do álcool&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o suporte em que foi publicado o texto?&lt;br /&gt;a) jornal da Manhã            b) jornal Zero Hora&lt;br /&gt;c) jornal Hora H                            d) Correio do Povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Domingo, dia 3 de setembro, fui acordado por um telefonema avisando que minha filha, Ana Clara, havia sofrido um acidente de automóvel.”  Pela estrutura apresentada, podemos dizer que o texto está escrito em:&lt;br /&gt;a) 1ª pessoa do discurso     b) 2ª pessoa do discurso    c) 3ª pessoa do discurso   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Retire do texto as palavras desconhecidas e faça novas frases empregando-as corretamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Clara, Manoela, Joana, Ivan e Felipe são as manchetes da hora, como tantos outros foram; e, infelizmente, outros jovens serão, enquanto não houver consciência de serem prudentes e responsáveis na direção.  Qual o termo implícito nos verbos destacados?&lt;br /&gt;Os verbos destacados na questão 7 pertencem a que conjugação verbal?&lt;br /&gt;Ana Clara morreu de traumatismo craniano, mas seu corpo e seu rosto estavam preservados.  Quando eu estava no local do acidente, sentado ao seu lado, segurando sua mão e acariciando seu rosto, ela parecia apenas estar dormindo.&lt;br /&gt;a)      qual a conjugação do verbo morreu?&lt;br /&gt;b)      As expressões mas e quando indicam, respectivamente:&lt;br /&gt;c)      Qual o termo referido por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. A carta serve de exemplo de imprudência no trânsito, mas não solucionará o problema. Indique a parte do texto em que isso fica evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção textual                                                                                            Gabriel Padilha.&lt;br /&gt;Coloque-se no lugar da Ana Clara e imagine que lá do céu ela tenha psicografado uma carta dirigida aos pais no qual ela  pede desculpas por não ter seguido as orientações recebida dos pais.&lt;br /&gt;Coloque-se no lugar de Ana Clara e faça um monólogo sobre os seus instantes finais de vida.&lt;br /&gt;Imagine que antes de sair na carona,  Camila e Ana Clara tenham discutido sobre os riscos de pegar carona, já que o motorista tinha consumido um pouco de álcool.&lt;br /&gt;Imagine os sentimentos da mãe quando avisada do acidente da filha pelo pai e faça um monólogo.&lt;br /&gt;Faça a manchete da notícia do acidente comentado pelo texto 2&lt;br /&gt;Faça um folder de conscientização sobre o dirigir com segurança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-2181251035767997683?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/2181251035767997683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=2181251035767997683&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/2181251035767997683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/2181251035767997683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/02/dor-de-um-pai-zero-hora-08-de-setembro.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-2194931620442990585</id><published>2009-02-24T16:04:00.001-08:00</published><updated>2009-02-24T16:04:45.005-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Texto 1.  15/02/2009 - 22h44  - da Folha Online&lt;br /&gt;Chris Brown pede desculpas e diz que há mentiras sobre agressão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cantor Chris Brown, 19, que foi preso há uma semana devido à acusação de agredir a namorada, a cantora Rihanna, afirmou neste domingo que está "arrependido e triste" pelo o que aconteceu e afirmou que há mentiras sobre a história.&lt;br /&gt;Ele também disse que está procurando aconselhamento com seu pastor e entes queridos.&lt;br /&gt;Brown também afirmou de muito do que se conta é mentira, mas ele não especificou o que é inverídico.&lt;br /&gt;"Palavras não podem expressar o quão arrependido e triste eu estou. Eu busco conselhos do meu pastor, da minha mãe e outras pessoas que eu amo e estou comprometido com a ajuda de Deus para me tornar uma pessoa melhor", informou o comunicado emitido pelo porta-voz do cantor, Michael Sitrick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 2                            O homem das cavernas                    - Cláudia Laitano – ZH 21/02/09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso imaginar que um aparelho que condensa boa parte da tecnologia mais avançada de comunicação dos dias de hoje esteja sendo usado por criaturas tão essencialmente primitivas quanto o homem das cavernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cantora Rihanna e o rapper Chris Brown não são exatamente fenômenos de popularidade por aqui. Mesmo assim, foram assunto frequente nos últimos dias no Brasil. As notícias não eram para dar conta do sucesso artístico da dupla nem sequer para abastecer aquele tipo de fofoca banal que esquadrinha o guarda-roupa das celebridades ou atualiza o previsível troca-troca de pares amorosos. Rihanna, 21, e Chris Brown, 19, ambos bonitos e bem-sucedidos, foram notícia graças a um episódio de violência conjugal. O desfecho de uma discussão boba de ciúme poderia ser sido um bom bate-boca seguido de um eficiente “tchau, tô fora”. Mas saber a hora de sair de uma briga antes de dizer – ou fazer – uma grande bobagem é uma habilidade que nem todo mundo possui. Chris Brown acabou na delegacia, tentando explicar o inexplicável, e a namorada (agora ex) foi parar no hospital – tão machucada pelos golpes que recebeu no rosto que mal conseguia abrir os olhos quando foi atendida.&lt;br /&gt;Reportagens mais detalhadas sobre o caso mencionam que a briga começou em função de uma mensagem de celular. Cantadas virtuais são um moderníssimo pretexto para brigas – há um mundo de possibilidades de traição, reais ou imaginárias, aberto por MSNs, Orkuts, torpedos e sabe-se lá mais o quê. Mas a atualidade da causa imediata da discussão, neste caso, contrasta com o anacronismo do desenlace. É curioso imaginar que um aparelho que condensa boa parte da tecnologia mais avançada de comunicação dos dias de hoje esteja sendo usado por criaturas tão essencialmente primitivas quanto o homem das cavernas, que arrastava a mulher pelos cabelos para mostrar quem é que manda.&lt;br /&gt;Se o mundo das celebridades tem alguma espécie de utilidade pública talvez seja essa de colocar sob enormes lentes de aumento assuntos que passam quase despercebidos na vida das pessoas anônimas. Porque pessoas famosas, por mais divina que seja a aura que se coloca sobre a cabeça de algumas delas, nada mais são do que gente comum observada por um número gigantesco de espectadores. A briga de Rihanna e Chris Brown, assim como a agressão de Dado Dolabella a Luana Piovani em um local público, nos lembra que a violência doméstica não tem classe social e é mais disseminada do que gostaríamos de imaginar. A sanção, em 2006, da Lei Maria da Penha, que leva à cadeia homens acusados de agredir mulheres, aumentou o número de denúncias, mas a estimativa é de que a grande maioria das vítimas (algumas agredidas diariamente, durante anos a fio) permaneça em silêncio.&lt;br /&gt;Talvez nem lembrássemos que elas existem, e que são muitas, se de vez em quando um ou outro astro famoso, vestido com roupas de grife e recebendo torpedos em celulares de última geração, não deixasse aflorar sua versão atualizada do homem das cavernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 3: Lei Maria da Penha – Nº  11.340 -Origem: Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecida como Lei Maria da Penha a &lt;a title="Lei" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei"&gt;lei&lt;/a&gt; número 11.340 decretada pelo &lt;a title="Congresso Nacional" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_Nacional"&gt;Congresso Nacional&lt;/a&gt; e sancionada pelo presidente do &lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;Brasil&lt;/a&gt; &lt;a title="Luiz Inácio Lula da Silva" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva"&gt;Luiz Inácio Lula da Silva&lt;/a&gt; em &lt;a title="7 de agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/7_de_agosto"&gt;7 de agosto&lt;/a&gt; de &lt;a title="2006" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2006"&gt;2006&lt;/a&gt;; dentre as várias mudanças promovidas pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a &lt;a title="Mulher" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mulher"&gt;mulher&lt;/a&gt; quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei &lt;a title="Entrada em vigor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Entrada_em_vigor"&gt;entrou em vigor&lt;/a&gt; no dia &lt;a title="22 de setembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/22_de_setembro"&gt;22 de setembro&lt;/a&gt; de &lt;a title="2006" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2006"&gt;2006&lt;/a&gt;, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no &lt;a title="Rio de Janeiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro"&gt;Rio de Janeiro&lt;/a&gt;, após tentar estrangular a ex-esposa.&lt;br /&gt;A introdução da lei diz:&lt;br /&gt;&lt;a name="A_lei"&gt;&lt;/a&gt;A lei alterou o &lt;a title="Código Penal brasileiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Penal_brasileiro"&gt;Código Penal brasileiro&lt;/a&gt; e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua &lt;a title="Prisão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pris%C3%A3o"&gt;prisão&lt;/a&gt; preventiva decretada, estes agressores também não poderão mais ser punidos com &lt;a title="Pena alternativa (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pena_alternativa&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;penas alternativas&lt;/a&gt;, a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos, a nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela estrutura do texto podemos dizer que estamos diante de um/a:&lt;br /&gt;a) carta                  b) notícia                     c) fábula                      d) artigo de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto fala sobre:&lt;br /&gt;a)      arrependimento e aconselhamento com o pastor&lt;br /&gt;b)      a agressão provocada pelo cantor Chris Brown em sua namorada e o posterior arrependimento&lt;br /&gt;c)      do ciúmes doentio ocasionado pela tecnologia&lt;br /&gt;d)      das consequências da agressão sofrida pela namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aspas presentes no texto representam:&lt;br /&gt;a)      falas do Cantor Brown&lt;br /&gt;b)      falas da cantora Rihanna&lt;br /&gt;c)      falas do assessor Michael Sitrick&lt;br /&gt;d)      ironia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que suporte foi publicado o texto?&lt;br /&gt;Qual o tipo de linguagem presente no texto?&lt;br /&gt;faça em poucas palavras o resumo do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 2.&lt;br /&gt;Por que do título o Homem das cavernas?&lt;br /&gt;Qual a temática do texto?&lt;br /&gt;Qual a causa da violência contra a cantora? Explique&lt;br /&gt;Qual, segundo sua opinião, seria o melhor jeito de terminar uma ralação.  Argumente fazendo um parágrafo.&lt;br /&gt;Faça um parágrafo explicando o que você entendeu da parte sublinhada no texto.&lt;br /&gt;Faça o resumo do texto&lt;br /&gt;Qual a finalidade da lei Maria da Penha?&lt;br /&gt;Você acha que a agressão doméstica às mulheres é uma prática muito comum em Ijuí? &lt;br /&gt;Você conhece casos de violência doméstica. Relate-os preservando os nomes se necessário.&lt;br /&gt;Você sabia da existência da lei Maria da Penha?  Como e por quê?&lt;br /&gt;Por que o texto dois é um artigo de Opinião e não uma narrativa? Explique diferenciando os dois tipos de textos e seus elementos constitutivos.&lt;br /&gt;Segundo o autor do texto para que serviu a briga entre a cantora Rihanna e o rapper Chris Brown?&lt;br /&gt;Qual o suporte do texto 2?&lt;br /&gt;Qual o objetivo da autora ao comentar a notícia da briga.&lt;br /&gt;O texto apresenta dois exemplos de famosos ilustres que foram envolvidos pelo escândalo da violência doméstica, quais são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 3&lt;br /&gt;Qual foi a primeira consquência da implantação da lei Maria da Penha?&lt;br /&gt;Qual a linguagem empregada no texto 3?&lt;br /&gt;Qual o suporte onde o texto foi veiculado?&lt;br /&gt;Qual a  finalidade do texto três?&lt;br /&gt;Qual o assunto do texto 3 ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça um texto de opinião tentando explicar a importância da Lei Maria da Penha na tentativa de coibir a violência doméstica.  Não esqueça de citar em teu texto os exemplos de violência doméstica citados pelo texto 2.&lt;br /&gt;(Em duplas -  4 parágrafos  - 20 linhas no mínimo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-2194931620442990585?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/2194931620442990585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=2194931620442990585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/2194931620442990585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/2194931620442990585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/02/texto-1.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-1156904697233959268</id><published>2009-02-24T15:58:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T15:59:29.450-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ZH 21 de fevereiro de 2009  N° 15886&lt;br /&gt; “Beijar muuuito !!!”, por Montserrat Martins*&lt;br /&gt;A cantora Cláudia Leite (entre outras “animadoras” do Carnaval) quando dá entrevistas termina dizendo para seu público “beijar muuuito !!!”, enquanto o governo em campanhas de TV recomenda “se se der bem no Carnaval, use camisinha”. Preservativo é fundamental, mas não impede todas as doenças transmissíveis: várias doenças virais e infecciosas são transmissíveis pelos próprios beijos. Nessa moda de “beijar muito”, quanto com mais parceiros uma pessoa “ficar”, mais chances terá de contrair hepatites, amigdalites, herpes, mononucleose e até meningites e doenças sexualmente transmissíveis (estas últimas, no caso de microferidas na boca, que podem não ser perceptíveis).&lt;br /&gt;“Aproveite e se cuide” é a frase que vem antes de “afinal, é pra me divertir ou pra me cuidar?”. Na geração dos pais (ou avós) de hoje, o então “rebelde” Roberto Carlos já perguntava “por que que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?”. Esse assunto não tem nada de novo, então. Mas e aí, como curtir a euforia do Carnaval, sem que o medo estrague a diversão ?&lt;br /&gt;Nem todas as alegrias são autênticas, os próprios adolescentes contam que muitas coisas são feitas “pra se aparecer”, quer dizer, para impressionar os outros, contar vantagens para os amigos, como é o caso das competições do tipo “quem beija mais”. Não que não seja prazeroso por si só, e isso também não tem nada de novo, Woody Allen já disse que “sexo sem amor é vazio, mas como uma coisa vazia é das melhores”. A questão é mesmo escolher o que “vale a pena”, porque viver se preocupando com tudo não é divertido, mas viver querendo “se aparecer” para a turma também é ridículo– um vício infantil, no qual a pessoa “não cresce”, pois mesmo na adolescência há muita diferença entre os jovens mais imaturos e aqueles com mais personalidade.&lt;br /&gt;A “campanha” para “beijar muuuito !!!” também pode ser um incentivo (indireto) a beber muuuito, porque beber ajuda a “se soltar”. E beber demais e brigar, dirigir bêbado e se acidentar, são tragédias que se repetem a cada Carnaval, pela euforia descontrolada, impulsionada pela vontade não só de se divertir como de “fazer sucesso” para os outros verem. Nessas horas, o bom senso pode salvar vidas.&lt;br /&gt;“Bom senso” é uma expressão sutil, subjetiva e difícil de definir, que teria origem em “comum sense” (senso comum), sendo que nem sempre o senso comum (o da maioria das pessoas) é uma referência de felicidade. Agir “como a maioria” das pessoas é tentador, porque ninguém gosta de se sentir “sozinho” ou uma espécie de “E.T.” enquanto os outros à sua volta parecem se divertir tanto... Mas será verdade? Saber distinguir a euforia aparente das verdadeiras alegrias da vida é uma etapa importante na busca da felicidade (por isso se fala tanto hoje em “transtorno bipolar”, de tantas falsas euforias por aí). Não tem outro jeito, para ser feliz cada um tem de desenvolver o seu próprio “bom senso”, pessoal e intransferível – porque é algo íntimo o que faz você se sentir muuuito feliz de verdaaade.&lt;br /&gt;·          Médico psiquiatra                              &lt;br /&gt;Atividades:&lt;br /&gt;A  temática do texto é:&lt;br /&gt;a)      Os riscos de transmissão de doenças no carnaval.&lt;br /&gt;b)      A importância do beijo para a juventude&lt;br /&gt;c)      A juventude e suas inconsequências.&lt;br /&gt;d)      A importância da construção de um bom senso nesse carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a alternativa cuja idéia não está contida no texto:&lt;br /&gt;a)      A cantora Cláudia Leite estimula o público a beijar  muuuito.&lt;br /&gt;b)      O governo busca, através de campanhas, conscientizar a população que nem todas as doenças venéreas são evitadas com o uso da camisinha.&lt;br /&gt;c)      Indiretamente a campanha de beijar muuuito incentiva os jovens a outros tipos de consumo&lt;br /&gt;d)      Somente o desenvolvimento de bom senso individual é capaz de propiciar a verdadeira felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião do autor fica evidente na alternativa:.&lt;br /&gt;a)      Agir “como a maioria” das pessoas é tentador;&lt;br /&gt;b)      A campanha de beijar muuuito indiretamente incentiva a beber e fazer outras coisas a mais sem que haja bom senso.&lt;br /&gt;c)      Todas as alegrias são autênticas.&lt;br /&gt;d)      A campanha da cantora é aplaudida pelo autor do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras muuuito, e verdaaade a repetição das palavras tem a finalidade de:&lt;br /&gt;a) representar erro ortográfico                                                      b) determinar a intensidade das ações.&lt;br /&gt;c) representar a escrita da linguagem dos adolescentes                  d) manifestar uns deslizes ortográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a estrutura textual estamos diante de:&lt;br /&gt;a) uma fábula         b) um artigo de opinião            c) uma narrativa           d)uma reportagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qual o suporte que esse texto veicula:&lt;br /&gt;a) internet                           b) jornal                       c) ZH                           d) Revista Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique uma preocupação do governo e de autoridades que fica implícita no texto:&lt;br /&gt;a)      Que a felicidade é impulsionada pela coletividade&lt;br /&gt;b)      Que o preservativo é fundamental, mas não impede todas as doenças transmissíveis.&lt;br /&gt;c)      Divirta-se sem se preocupar.&lt;br /&gt;d)      Sexo sem amor é vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a linguagem do texto há o predomínio da linguagem.&lt;br /&gt;a) padrão               b) regional                   c) popular                    d) técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a alternativa em que todas as doenças podem ser transmitidas em função do beijo&lt;br /&gt;a) diabete, diarréia e infecções.                                         b) mononucleose, hepatite, hepes e menigite.&lt;br /&gt;c) piolho, sarna e lêndeas                                      c) aids, sífilis e gonorréia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frase a seguir o uso de aspas se deve ao fato de: “se se der bem no Carnaval, use camisinha”.&lt;br /&gt;a)      fazer parte de uma publicidade do governo indicando oralidade&lt;br /&gt;b)      indicar falas de personagens&lt;br /&gt;c)      manifestar ironia&lt;br /&gt;d)      descuido de escrita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frase a seguir o uso de aspas se deve ao fato de “por que que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?”.&lt;br /&gt;a)      fazer parte de uma publicidade do governo&lt;br /&gt;b)      indicar falas&lt;br /&gt;c)      indicar fala de Roberto Carlos&lt;br /&gt;d)      manifestar ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter bom senso significa&lt;br /&gt;a)      imitar os outros&lt;br /&gt;b)      se divertir sem descuidar da precaução e sem querer aparecer&lt;br /&gt;c)      preocupar-se em apenas divertir-se&lt;br /&gt;d)      é agir como a maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião do autor do texto a campanha de conscientização para o carnaval é:&lt;br /&gt;a)      É eficiente e abrange todos os tipos de doença.&lt;br /&gt;b)      É ineficiente, pois não atinge todos os tipos de doenças e exige ainda bom senso  do folião&lt;br /&gt;c)      É incorreta&lt;br /&gt;d)      É boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identifique quais as alegrias que, segundo os adolescentes, não são autênticas.&lt;br /&gt;a)      Agir de maneira igual aos demais só para aparecer e ser aceito pelo grupo&lt;br /&gt;b)      Viver loucamente&lt;br /&gt;c)      Fazer qualquer coisa sem se importar com as consequências.&lt;br /&gt;d)      Viver a vida intensamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a alternativa em que fica evidente a opinião do autor sobre as conseqüências da campanha pregada pela cantora.&lt;br /&gt;a)      Viver  intensamente sem preocupações&lt;br /&gt;b)      Beber demais provocando brigas e demais violências ou ocasionar mortes no trânsito devido ao alcoolismo.&lt;br /&gt;c)      Bom senso é questão pessoal e intransferível&lt;br /&gt;Qual o objetivo do jornal ao publicar esse texto, nessa época do ano?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-1156904697233959268?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/1156904697233959268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=1156904697233959268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/1156904697233959268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/1156904697233959268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/02/zh-21-de-fevereiro-de-2009-n-15886.html' title=''/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-6241191152440163074</id><published>2009-02-24T15:45:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T15:47:39.296-08:00</updated><title type='text'>Tinha uma lata no meio do caminho</title><content type='html'>Tinha uma Lata no meio do Caminho&lt;br /&gt;                                      Terezinha de Fátima Alves Meira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Tropeçando daqui chutando dali, ainda um pouco sonolento. Tinha que ir.  Era obrigado.  Não podia chegar atrasado.  A rua rotineira estava mais suja do que nos outros dias.&lt;br /&gt;         Uma lata de cerveja virou bola.  Fui chutando, chutando.  Ora do lado esquerdo, ora do lado direito da rua.  Cansei.  Dei um chutão:tibum.  Caiu no Igarapé.  O pontilhão estava torto e quebrado.  Fiquei olhando lá embaixo.  Um fiozinho de água corria entre um montão de lixo.  Não vi nenhum peixinho.  Só vi a luta da pequena água querendo romper passagem .  Batia em saco plástico, em latas grandes e pequenas e outras coisas, lei lá o que era, só sei que era muita coisa.&lt;br /&gt;         A água estava doente, amarela sem força e muito triste.&lt;br /&gt;         Um homem que passava por ali de bicicleta perguntou: - Menino, está querendo tomar banho no rio “Bostinha”?&lt;br /&gt;         Não liguei.  Olhei mais uma vez para a água e vi um peixinho.  Estava paradinho: as vezes queria nadar, tentava subir, tentava descer.  Tive dó.  Queria salva-lo&lt;br /&gt;         Uma mulher que vinha em minha direção empurrando um carrinho de mão cheio de lixo, subiu no pontilhão com cuidado e despejou tudo aquilo dentro do rio.  O pior, em cima do peixinho.  Eu quis gritar, mas a voz não saiu.  A mulher se afastou cantarolando feliz da vida.&lt;br /&gt;         Cheguei atrasado na escola.   A professora foi logo dizendo:&lt;br /&gt;         - Atrasado, heim, garotinho!&lt;br /&gt;         Sentei-me e ela continuou a aula: Nosso assunto de hoje é a preservação do meio ambiente.  E ela falava, falava sobre os rios, sobre o solo, as queimadas, o desmatamento etc.&lt;br /&gt;         Arrisquei uma pergunta, quer dizer, quase:&lt;br /&gt;         - Professora, a senhora conhece o rio “Bos...”?&lt;br /&gt;         - O que menino?&lt;br /&gt;- Nada não, professora.&lt;br /&gt;- Então não atrapalha a aula.&lt;br /&gt;Alguns alunos riram.&lt;br /&gt;- Silêncio, crianças! Prestem atenção na aula!&lt;br /&gt;Era impossível. O peixinho estava lá, agora, sufocado no lixo, talvez morto.  Eu queria estar lá, descer o barranco, retirar o lixo e salvar o bichinho.  Era nisso que eu pensava.&lt;br /&gt;- Ei garoto, além de chegar atrasado na aula, parece estar “no mundo da lua”, será que podemos morar lá?&lt;br /&gt;Foi a aula mais chata e comprida daquele ano.  Eu queria mesmo era salvar o peixinho e tirar a latinha que eu tinha chutado lá.&lt;br /&gt;Fui andando devagar para que os outros alunos se distanciassem.  Eles iam na maior algazarra, jogavam papel de bala, chiclete, sacolinhas de gelinho, iogurte etc.  As ruas iam ficando imundas.&lt;br /&gt;Desci o barranco.   Atolei até os joelhos na lama.  Fui retirando lixo para um lado, bem devagar para na machucar o peixinho.Foi inútil.  Ele não estava lá, nem vivo, nem morto.  Fui até a latinha, e que surpresa, lá ao lado da lata, estava ele, cansado.  Abria e fechava a guelra sem parar .  Fiquei olhando para o peixinho .  Dobrei o corpo para fazer sombra nele.  Parece que ele gostou.&lt;br /&gt;De repente, fui atingido por um jato de uma coisa esquisita e fedorenta, quase insuportável.  Olhei para cima e vi que era um cano de descarga de banheiro.  Eu vi outros e outros, dos dois lados do rio.  O peixinho sumiu no susto.  A latinha eu não pude pegar.  Estava melada de bos...&lt;br /&gt;As aulas continuam as mesmas.  O rio, depósito de lixo.  Ele é um fossa.  O peixinho deve estar no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;]                                                                          Revista Mundo Jovem.&lt;br /&gt;Tinha uma Lata no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.     Reescreva o texto passando-o para a 3ª pessoa do discurso.&lt;br /&gt;2.     Estava paradinho: as vezes queria nadar, tentava subir, tentava descer.  O advérbio de modo paradinho está no diminutivo, por quê?&lt;br /&gt;3.     Porque o apelido do rio era assim? E aparece entre aspas?&lt;br /&gt;4.     Qual é o autor do texto?&lt;br /&gt;5.     Qual é o suporte do texto?&lt;br /&gt;6.     Qual a intenção do autor de criar essa história?&lt;br /&gt;7.     Faça o resumo da história.&lt;br /&gt;8.     O texto em questão é um texto narrativo. Por quê?&lt;br /&gt;9.     Qual a problemática levantada pelo texto?&lt;br /&gt;10. Comente o título?  Ele lhe faz lembrar um poema? &lt;br /&gt;11. Que tipo de narrador tem a história?&lt;br /&gt;12. Imagine que a latinha seja de um tipo de refrigerante de uma nova marca.  Faça um classificado para um jornal.&lt;br /&gt;13. Imagine que a latinha pudesse falar conte a sua história desde o princípio&lt;br /&gt;14. Faça uma fábula sobre a questão ambiental.&lt;br /&gt;15. Desenvolva as frases em parágrafo: &lt;br /&gt;a)     O grande desenvolvimento das cidades é um problema.&lt;br /&gt;b)    O metrô é um dos mais eficientes sistemas de transporte, principalmente, nos grandes centros urbanos&lt;br /&gt;c)     O vôlei tornou-se um esporte muito popular no Brasil.&lt;br /&gt;d)    A reforma ortográfica é mais um problema para alunos e professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Imagine que os peixes pudessem falar, o que eles diriam àquela mulher que jogou um carrinho de lixo no riacho.  Narre o diálogo que se travou naquela hora.  Não esqueça de colocar as falas do narrador antes, no meio e depois das falas dos personagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-6241191152440163074?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/6241191152440163074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=6241191152440163074&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/6241191152440163074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/6241191152440163074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2009/02/tinha-uma-lata-no-meio-do-caminho.html' title='Tinha uma lata no meio do caminho'/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-7569214698636490838</id><published>2008-06-16T11:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-02T16:05:39.640-07:00</updated><title type='text'>De Ficantes a Namoridos - Martha Medeiros</title><content type='html'>Dos ficantes aos namoridos Martha Medeiros&lt;br /&gt;Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.&lt;br /&gt;Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.&lt;br /&gt;Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.&lt;br /&gt;Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.&lt;br /&gt;No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.&lt;br /&gt;Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.&lt;br /&gt;Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.&lt;br /&gt;Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.&lt;br /&gt;Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.&lt;br /&gt;Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.&lt;br /&gt;Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".&lt;br /&gt;Caderno Dona – Zero Hora&lt;br /&gt;1. Todas as caracterizações servem para definir o que é o namorido, exceto:&lt;br /&gt;a) é uma etapa quentíssima da relação a dois.&lt;br /&gt;b) O namorido é um homem híbrido, transgênico&lt;br /&gt;c) Não foram escolhidos para serem companheiros na velhice&lt;br /&gt;d) O namorido vale mais que um namorado e menos que um marido&lt;br /&gt;2. Toda as palavras podem ser substituídas pela expressão em destaque na frase a seguir, exceto: Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ininterrupta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;a) não interrompido b) contínuo c) constante d) paralisado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Quanto ao suporte ou lugar onde veicula a notícia esse texto pertence a:&lt;br /&gt;a) a uma revista b) livro c)internet d) Jornal Zero Hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A temática do texto é:&lt;br /&gt;a) os namoridos b) o namoro c) as relações afetivas d) as separações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Todas as caracterizações servem para definir o que é o namoro, exceto:&lt;br /&gt;a) é o espaço para a saudade, que é o fermento e o afrodisíaco da relação.&lt;br /&gt;b) O pouco tempo de convivência diária ganha importância de celebração.&lt;br /&gt;c) é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles&lt;br /&gt;d) é uma etapa dispensável nas relações.&lt;br /&gt;6. Indique a alternativa cuja idéia está contida no texto:&lt;br /&gt;a) O namorido vai ser um futuro parceiro na velhice&lt;br /&gt;b) O índice de satisfação afetiva com esses novos tipos de relações( namorido) é altíssimo&lt;br /&gt;c) O namoro representa uma relação mais duradoura, menos egoísta e mais definitiva.&lt;br /&gt;d) O namoro é comparado a um disco dos Beatels porque é antigo.&lt;br /&gt;7. Indique a alternativa na qual a idéia da autora se faz presente&lt;br /&gt;a) Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.&lt;br /&gt;b) Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido.&lt;br /&gt;c) Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta&lt;br /&gt;d) Trata-se de um homem híbrido, transgênico&lt;br /&gt;8. Indique a alternativa cuja expressão em destaque não possui a mesma função das demais.&lt;br /&gt;a) Vão todos para a balada fingindo que deixaram &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; coração em casa, mas deixaram nada.&lt;br /&gt;b) Quem pode contra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; avanço dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário?&lt;br /&gt;c) &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; gente está falando de quê, de catadores de lixo?&lt;br /&gt;d) Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem &lt;strong&gt;&lt;em&gt;o&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que é um relacionamento moderno.&lt;br /&gt;9. Indique a frase em que a expressão em destaque funciona como numeral, pois indica quantidade&lt;br /&gt;a) &lt;strong&gt;Uma&lt;/strong&gt; é a tribo dos ficantes.&lt;br /&gt;b) &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas&lt;br /&gt;c) Considero &lt;strong&gt;&lt;em&gt;um&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; desperdício de energia&lt;br /&gt;d) Assim que &lt;strong&gt;&lt;em&gt;uma&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; relação começa, juntam-se os trapos&lt;br /&gt;10. Indique a alternativa cuja frase não está em sentido conotativo&lt;br /&gt;a) “Quem pega mais numa única noite”&lt;br /&gt;b) Pegar sete caras. Pegar nove “mina¨&lt;br /&gt;c) Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe.&lt;br /&gt;d) De ser o seu cadáver itinerante".&lt;br /&gt;11. Indique a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a) Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno. – A conjunção em destaque é condicional e pode ser substituída por Caso, sem alterar sentido.&lt;br /&gt;b) Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno. – A expressão em destaque funciona como pronome demonstrativo e pode ser substituído por aquilo sem alteração de sentido.&lt;br /&gt;c) Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. – A expressão em destaque funciona como uma conjunção adversativa e poderia ser substituída por porém sem alterar sentido.&lt;br /&gt;d) No entanto, quem pode contra o avanço - A expressão em destaque funciona como uma conjunção adversativa e poderia ser substituída por logo.&lt;br /&gt;12. O objetivo do texto é:&lt;br /&gt;a) estimular as relações atuais b) refletir sobre as relações atuais&lt;br /&gt;c) questionar as relações atuais d) referendar as relações atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. “Quem pega mais numa única noite”. A frase está empregada em uma linguagem:&lt;br /&gt;a) formal b) gíria c) coloquial d) técnica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;mas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; deixaram nada . A expressão em destaque pode ser substituída por todas as palavras, exeto:&lt;br /&gt;a) pois b)porém c) todavia d) contudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;mas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; deixaram nada . A expressão em destaque funciona como conjunção :&lt;br /&gt;a) aditiva b) adversativa c) temporal d) condicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Faça um texto contando um pouco dos tipos de diversões que os jovens participam e como se dão as abordagens ou pegadas. Use muita gíria em seu texto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-7569214698636490838?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/7569214698636490838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=7569214698636490838&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/7569214698636490838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/7569214698636490838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2008/06/de-ficantes-namoridos-martha-medeiros.html' title='De Ficantes a Namoridos - Martha Medeiros'/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-2047771272034298878</id><published>2008-06-06T13:51:00.002-07:00</published><updated>2009-10-02T17:32:14.870-07:00</updated><title type='text'>A Essência e a Aparência em Obras de Machado de Assis</title><content type='html'>A Essência e a Aparência em Obras de Machado de Assis.&lt;br /&gt;Proposta de didatização de Adaptações teatrais das seguintes obras:&lt;br /&gt;A Cartomante&lt;br /&gt;O Alienista&lt;br /&gt;O Enfermeiro&lt;br /&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CARTOMANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptação : Elaine Walker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrador     Era uma Sexta-feira 13, mês de novembro do ano de 1869. Vocês já imaginaram há quanto tempo atrás essa história aconteceu?  Há mais de 150 anos.  Essa é uma história antiga. Aha....de amor e  traição ahahah...&lt;br /&gt;                Nessa época, o Rio de Janeiro era a capital do Brasil e possuía os encantos das cidades do século XIX. Nessa atmosfera encantada, encontram-se casais de namorados, grupos de amigos, parentes, pois nessa época, visitar era moderno. E Camilo costumava “visitar” Rita. (  vocês sabem o que significa visitar, né?)  Eles tinham uma amizade colorida.&lt;br /&gt;Cenário:             sala-de-estar&lt;br /&gt;Camilo: (rindo)&lt;br /&gt;                        - É minha querida, há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia.&lt;br /&gt;Rita - Vã filosofia? Por acaso estás citando Sheakspeare? Minha história é verdadeira.&lt;br /&gt;Camilo: (            ri de novo) _ Perdão, mas não deixa de ser engraçado.&lt;br /&gt;Rita — Pode rir, Camilo. Os homens são assim mesmo, não acreditam em nada.   Mas eu pensei que você fosse diferente.&lt;br /&gt;( Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo)&lt;br /&gt;Camilo – Juro, minha querida, te amo muito!  Esses teus sustos são coisas de criança. Quando tiveredes receio consulte a mim mesmo.  Que sou o melhor dos cartomantes que existem na face da terra. Além disso, é imprudente entrar em casas assim. Podem vê-la.  E o que dirão então?&lt;br /&gt;R - Tive  muita cautela, ao entrar na casa.&lt;br /&gt;C – É e onde fica essa casa?&lt;br /&gt;R - Aqui perto, na Rua da Guarda Velha.  Não passava ninguém nessa ocasião. Descansa.  Eu não sou maluca.&lt;br /&gt;(Camilo riu outra vez)&lt;br /&gt;C- Tu crês  nessas cousas?&lt;br /&gt;R – Se você não acredita não precisa, mas ela adivinhou quase tudo.  E agora estou mais tranqüila.  (.....)&lt;br /&gt;Narrador — O tema da conversa entre Camilo e Rita era a SORTE.  Rita visitou uma cartomante e andava muito apreensiva com as coisas que essa lhe dissera. Apesar de casada com Vilela, Rita era apaixonada por Camilo.  Por medo de serem descobertos, ela foi consultar uma Cartomante a fim de saber se não havia perigo de serem flagrados. &lt;br /&gt;    ( Rita entra na sala da cartomante)&lt;br /&gt;Carto- Boa tarde!&lt;br /&gt;R – Boa tarde.&lt;br /&gt;Carto- Em que posso servi-la?&lt;br /&gt;R – Gostaria de ler a sorte.&lt;br /&gt;Carto – Pois não.  ( Pega do baralho e começa a meditar e falarJ&lt;br /&gt;A senhora gosta de uma pessoa e tem medo de não ser correspondido e ainda por cima ser descoberta pelo seu marido.&lt;br /&gt;R – Há risco de sermos descobertos?&lt;br /&gt;Carto- Se quiseres saber disso em especial, é outra consulta.&lt;br /&gt;R- Está bem.  Aqui está.  Eu pago.&lt;br /&gt;Carto-  Sorri.  ( Olha para as cartas novamente e dizJ  - Não te preocupes.  Ele nem desconfia.&lt;br /&gt;        Narrador. Naquele mesmo dia, Vilela recebe um bilhete anônimo:&lt;br /&gt;        ( Entra Vilela em cena, pega um bilhete do chão e lê: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Sua mulher está lhe traindo com o seu melhor amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Narrador – Imediatamente Vilela chama uma empregada e manda um recado para Camilo.  Esse, dirige-se para a casa do amigo, mas como o recado era de urgência, começa a desconfiar.  Decide passar na casa da Cartomante.&lt;br /&gt;Carto- Vejamos primeiro o que é que o traz aqui. O senhor tem um grande susto...&lt;br /&gt;C-       Sim, sim,&lt;br /&gt;Carto- E quer saber se lhe acontecerá alguma cousa ou não..&lt;br /&gt;C – Isso. Isso..&lt;br /&gt;Carto - As cartas  me dizem que é preciso muita cautela.  Um amor tão lindo causa inveja.&lt;br /&gt;C- A senhora restituiu-me a paz ao espírito. Muito obrigado e tchau.&lt;br /&gt;Carto ( Dá-lhe a mão e diz) - Vá, vá, rapaz  enamorado.&lt;br /&gt;N- Ansioso, Camilo chegou a casa de Vilela.&lt;br /&gt;C - Desculpa, não pude vir mais cedo; que há?&lt;br /&gt;N- Vilela não lhe respondeu; tinha as feições decompostas; fez-lhe sinal, e foram para uma saleta interior. Entrando, Camilo não pôde sufocar um grito de terror: — ao fundo sobre o canapé, estava Rita morta e ensangüentada. Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de revólver, estirou-o no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura da Cartomante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Levantamento de hipóteses sobre o título: A Cartomante.  Do que o texto vai tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura Expressiva do texto:&lt;br /&gt;        Em grupos de cinco componentes distribuam os papéis e façam a leitura expressiva do texto.  Socialização das leituras.&lt;br /&gt;Outras atividades de leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      “Quando tiveredes receio consulte a mim mesmo”.  A expressão em destaque é sinônima de todas as palavras das alternativas, exceto:&lt;br /&gt;a) apreensiva    b) dúvidas    c)receosa   d) certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.      “Por medo de serem descobertos, ela foi consultar uma Cartomante a fim de saber se não havia perigo de serem flagrados”.  A expressão em destaque é sinônima de todas as palavras das alternativas, exceto:&lt;br /&gt;a)      pegos na hora de praticar o ato de delito&lt;br /&gt;b)     surpreendidos na hora de praticar um delito&lt;br /&gt;c)      descobertos da prática do delito&lt;br /&gt;d)     compreendidos&lt;br /&gt;3.      Qual a temática do texto?&lt;br /&gt;4.      Qual o objetivo do autor?&lt;br /&gt;5.      Quem é o autor do texto?&lt;br /&gt;6.       “Nessa época, visitar era moderno. E Camilo costumava “visitar” Rita. Eles tinham uma amizade colorida.”  Por que a expressão visitar está em destaque?  O que significa?&lt;br /&gt;7.      “Nessa época, visitar era moderno. E Camilo costumava “visitar” Rita. Eles tinham uma amizade colorida.”  Quais os termos referidos anteriormente pela expressão em destaque.&lt;br /&gt;8.      O texto possui elementos narrativos.  Quais são eles e como se manifestam no texto.&lt;br /&gt;9.       “  - Não te preocupes.  Ele nem desconfia.” Qual o termo referido anteriormente pela expressão em destaque.&lt;br /&gt;10.    “Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de revólver, estirou-o no chão.” Quais os termos referidos anteriormente pelas Expressões em destaque.&lt;br /&gt;11.  “- É minha querida, há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia”.&lt;br /&gt;Rita - Vã filosofia? Por acaso estás citando Sheakspeare? Minha história é verdadeira.  Por que aparece a citação de Hamlet, como se chama esse recurso de diálogo entre outras obras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise lingüística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. “ Naquele mesmo dia, Vilela recebe um bilhete anônimo:”  As expressões em destaque dá idéia de:&lt;br /&gt;a) lugar                    b) modo           c) tempo          d)espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.  Passe o fragmento a seguir para o discurso direto. “– Imediatamente Vilela chama uma empregada e manda um recado para Camilo.  Esse, dirige-se para a casa do amigo, mas como o recado era de urgência, começa a desconfiar.  Decide passar na casa da Cartomante”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.  .Passe o fragmento a seguir para o discurso indireto: “Em que posso servi-la?&lt;br /&gt;R – Gostaria de ler a sorte.&lt;br /&gt;Carto – Pois não.  ( Pega do baralho e começa a meditar e falarJ&lt;br /&gt;A senhora gosta de uma pessoa e tem medo de não ser correspondido e ainda por cima ser descoberta pelo seu marido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção textual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      Imagine o que Vilela sentiu e pensou e faça um monólogo&lt;br /&gt;2.      Imagine o que Camilo sentiu e pensou e faça um monólogo.&lt;br /&gt;3.      Imagine que antes de ser assassinada Rita  tenha encontrado o bilhete anônimo e faça um monólogo do que ela sentiu e pensou.&lt;br /&gt;4.      Faça um novo final para a história.&lt;br /&gt;5.        Imagine que Camilo tenha procurado um padre depois de ter ido à cartomante.  Depois de ouvi-lo em confissão o padre fez um sermão sem citar nomes contestando as atitudes de certos paroquianos que consultam cartomantes e não são amigos verdadeiros. Como seria o teor desse sermão.&lt;br /&gt;6.        Imagine que Rita e Vilela tenham discutido antes do desfecho final e descreva com diálogos o teor dessa conversa.&lt;br /&gt;7.      Fazer o resumo da cartomante&lt;br /&gt;8.      Quem foi Machado de Assis. Faça uma pesquisa sobre esse famoso escritor brasileiro.&lt;br /&gt;9.      Essa obra se enquadra em que período literário.  Quais as principais características desse período.&lt;br /&gt;10.   Faça uma resenha crítica tentando mostrar como a questão da essência e aparência faz parte da temática machadiana&lt;br /&gt;11.  Faça uma carta endereçada a um amigo falando sobre a obra: A Cartomante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 2: O Alienista de Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptação Elaine Walker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Certa feita apareceu na vila de Itaguaí um médico, de 40 anos de idade chamado Simão Bacamarte.  Casou-se com uma viúva, de 25 anos, conhecida como D. Evarista da Costa e Mascarenhas, a qual ele, enquanto médico, supunha possuir todas as condições fisiológicas e anatômicas possíveis para procriar.  Passados os cinco anos sem que um rebento aparecesse passou a aconselhar à mulher um regime alimentar especial, mas nada surtiu efeito.  Dedicou-se então ao estudo da loucura.  Ao final da tarde, reunia-se com os amigos no bar para beber e conversar:&lt;br /&gt; Simão —A saúde da alma .e a ocupação mais digna do médico.&lt;br /&gt;Crispim Soares -boticário—Do verdadeiro médico&lt;br /&gt;Simão – Se a vereança de Itaguaí topar, faço uma casa e interno nela todos os loucos da cidade e da região.&lt;br /&gt;Vereador- O Dr vai querer colocar todos os loucos juntos?&lt;br /&gt;Simão – Vou.  Eu dou conta deles, basta os vereadores e os municípios envolvidos me repassarem algumas verbas para a manutenção da casa.&lt;br /&gt;N – Padre Lopes ficou preocupado e foi procurar D. Evarista:&lt;br /&gt;P- —Olhe, D. Evarista, , veja se seu marido dá um passeio ao Rio de Janeiro. Isso de estudar sempre,  não é bom.  E agora, essa infinidade de cálculos para a construção da casa.   Isso  vira o juízo de qualquer um.&lt;br /&gt;Evarista – Pode deixar, padre!  Falarei com ele da necessidade de tirarmos umas férias.  Depois dessa votação para aprovação de verbas municipais, certamente poderemos nos distrair um pouco. D. Evarista foi ter com o marido:&lt;br /&gt;E – Querido!  Estou com desejos!&lt;br /&gt;S- Desejos?   Por acaso estás grávida?&lt;br /&gt;E- Não! Não meu amor! Não estou grávida, apenas tenho desejos de ir ao Rio de Janeiro e  de comer de tudo que me oferecessem.&lt;br /&gt;S – Ah! Minha querida.  Terei muito trabalho com a casa verde, que já está quase concluída.  Vá ao Rio de Janeiro.  Convide a titia para lhe acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            N – Três dias depois de concluída a casa verde enquanto estava no botequim de seu Crispim, Simão fez uso da palavra e disse:&lt;br /&gt;Simão -A caridade é o que move o meu coração.  Sigo o dito por São Paulo aos Coríntios:  “ Se eu conhecer quanto se pode saber e não tiver caridade, eu nada sou”.  O meu objetivo na casa verde é estudar profundamente a loucura.&lt;br /&gt;Crispim —Um excelente serviço.&lt;br /&gt;Simão - Sem este asilo, teria muito pouco campo de trabalho para os meus estudos.&lt;br /&gt;Crispim —Certamente, com o asilo o campo é muito maior.  Muito maior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrador - E tinha razão. De todas os cantos apareceram os loucos, encheram as dependências da casa verde.  O padre Lopes confessou que não imaginava haverem tantos loucos nas redondezas. E especialmente alguns casos o intrigavam.&lt;br /&gt;Padre Lopes –O  quê! Até o Manequinho você internou.  Ele é muito saudável! Vi-o outro dia jogando peteca na rua!&lt;br /&gt;Simão – Pois é, padre! Pra tu veres.  Quem vê cara não vê coração.  Ele está doido varrido!&lt;br /&gt;Padre- Não diga! Que pena!  Mas é tanta gente para internar.&lt;br /&gt;Simão – È verdade o que vossa reverência diz, mas todos os dias me aparecem uns quatro ou cinco.&lt;br /&gt;Padre- Isso parece com a confusão das línguas na torre de Babel.  Venha nos visitar e verás com os próprios olhos, padre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N - Os loucos de fato eram uns três ou quatro. O primeiro, um Falcão, rapaz de vinte e cinco anos, supunha‑se estrela‑d’alva, abria os braços e alargava as pernas, para dar‑lhes certa feição de raios, e ficava assim horas esquecidas a perguntar se o sol já tinha saído para ele recolher‑se. O outro andava sempre, sempre, sempre, à roda das salas ou do pátio, ao longo dos corredores, à procura do fim do mundo. Era um desgraçado, a quem a mulher deixou. Descobriu-se traído e seguiu ao encalço dos traidores matando-os com os maiores requintes de crueldade.&lt;br /&gt;O terceiro tinha a mania de narrar a sua arvore genealógica às paredes.&lt;br /&gt;Louco 3  —Deus engendrou um ovo, o ovo engendrou a espada, a espada engendrou Davi, Davi engendrou a púrpura, a púrpura engendrou o duque, o duque engendrou o marquês, o marquês engendrou o conde, que sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dava uma pancada na testa, um estalo com os dedos, e repetia cinco, seis vezes seguidas·).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Deus engendrou um ovo, o ovo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;n- O Dr Simão teve uma grande paciência com todos os hospedes da casa verde.  Inicialmente classificou-os conforme o grau de tolerância: os furiosos e os mansos.  Isso feito, começou a estudar-lhes os hábitos e gestos.  Todo esse trabalho roubava-lhe o tempo.  Mal se dirigia a esposa a qual se sentiu abandonada e reclamou:&lt;br /&gt;Evarista – Estou feito viúva de marido vivo. &lt;br /&gt;Simão – É verdade, estou muito atarefado.  Consentirei que vás ao Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;E- Ao Rio de Janeiro! Sozinha!  Nunca! Terás que me acompanhar.&lt;br /&gt;S- Impossível.  Irás com tua tia.&lt;br /&gt;E- Há! Mas o dinheiro que se precisará gastar!             &lt;br /&gt;S- —Que importa? Temos ganhado muito.&lt;br /&gt;E - —Quem diria que meia dúzia de lunáticos fossem lhe render tanto dinheiro.  Se for assim, vou...&lt;br /&gt;Três meses depois, viajou na companhia da tia.   Simão dedicou-se mais ainda ao estudo da demência.  Internou na casa verde todos os políticos que lhe contrariam na idéia da construção da casa verde.  Internou um dos vereadores, um professor e assim por diante.  O vigário novamente lhe perguntou sobre as internações e suas justificativas, mas o homem estava irredutível.  Quem lhe opunha era internado.  Quando sua esposa voltou de viagem, Simão achou-a doente mental e internou-a na casa verde, sem escrúpulos.  Isso provocou indignação na população que nada fez para lhe contestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre - Você, que é íntimo dele, não nos podia dizer o que há, o que houve, que motivo...&lt;br /&gt;Crispim – Ele tem motivos para interná-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;n- Algum tempo depois internou outras pessoas sem problemas aparentes com a debilidade mental.  O amigo Crispim Soares, o padre e até o prefeito da cidade.  Sem oposição mandava e desmandava na cidade.  Até que um dia  chegou à seguinte conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Será possível que todos nessa cidade são loucos? Ou serei eu o único louco da cidade?&lt;br /&gt;N- Então concluiu que o único doente da cidade era ele e liberou os demais e internou-se na casa verde definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é louco realmente?  Nessa nossa sociedade capitalista louco é aquele que tudo faz para estar na moda ou o que pensa diferente se contrapondo a lógica que aí está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura de O Alienista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Levantamento de hipóteses sobre o título: O Alienista.  Do que o texto vai tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura Expressiva do texto:&lt;br /&gt;        Em grupos de 8 componentes distribuam os papéis e façam a leitura expressiva do texto.  Socialização das leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras atividades de leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      Indique a alternativa cuja idéia não está contida no texto:&lt;br /&gt;a)      os loucos de fato, e que foram internados, eram uns três ou quatro.&lt;br /&gt;b)     Entre outras pessoas Simão internou a própria mulher&lt;br /&gt;c)      Simão considerou-se uma das únicas pessoas de Itaguaí com plena saúde mental.&lt;br /&gt;d)     Todos os adversários políticos foram internados na Casa Verde&lt;br /&gt;2.      O objetivo do texto é&lt;br /&gt;a)      refletir sobre os comportamentos e atitudes evidentes na sociedade atual;&lt;br /&gt;b)     Fazer um estudo sobre a loucura&lt;br /&gt;c)      Discutir sobre a loucura&lt;br /&gt;d)     Indicar o verdadeiro local onde devem ficar os loucos&lt;br /&gt;3.      Indique a alternativa cuja idéia não está contida no texto.&lt;br /&gt;a)      Simão costumava vangloriar-se da importância de seu trabalho.&lt;br /&gt;b)     Simão teve diversos filhos&lt;br /&gt;c)      O 1º louco de verdade chamava-se Falcão&lt;br /&gt;d)     Sem oposição mandava e desmandava na cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.      O  vigário novamente lhe perguntou sobre as internações e suas justificativas, mas o homem estava irredutível  A  expressão em destaque pode ser substituída por todas as alternativas, exceto:&lt;br /&gt;a) inflexível                       b)compreensível                       c) intransigente            d) intolerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.      A verdadeira intenção de Simão Bacamarte e que está implícita com a leitura do texto é;&lt;br /&gt;a)      estudar a loucura;&lt;br /&gt;b)     internar todos os loucos numa mesma casa&lt;br /&gt;c)      conseguir dinheiro com a internação de muitos loucos além de ter material para estudo&lt;br /&gt;d)     contribuir com a sociedade, livrando-a dos loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.      O texto O Alienista de Machado de Assis é um conto cuja estrutura textual possui características:&lt;br /&gt;a) descritivas      b) opinativas         c) narrativas         d) fabulística&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.      O canal onde veicula esse tipo de texto é:&lt;br /&gt;a) jornal           b) internet             c) revista              d) livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Normalmente os textos dialogam entre si.  Ao lermos um texto temos referências de outro ou outros textos.  Isso se chama intertextualidade.  Existe uma relação de semelhança entre o texto a Cartomante e o Alienista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise lingüística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. . Indique a frase empregada no sentido denotativo&lt;br /&gt;a)        Isso  vira o juízo de qualquer um.&lt;br /&gt;b)     Estou feito viúva de marido vivo. &lt;br /&gt;c)       O meu objetivo na casa verde é estudar profundamente a loucura.&lt;br /&gt;d)     Quem vê cara não vê coração&lt;br /&gt;2. Explique o sentido de todas as frases da questão anterior.&lt;br /&gt;3. Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a)      A caridade é o que move o meu coração.- A expressão em destaque funciona como pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquilo.&lt;br /&gt;b)       “ Se a vereança de Itaguaí topar, faço uma casa e interno nela todos os loucos da cidade e da região.” – a expressão em destaque funciona como pronome pessoal do caso oblíquo.&lt;br /&gt;c)      “ Se a vereança de Itaguaí topar, faço uma casa e interno nela todos os loucos da cidade e da região.” - A expressão em destaque funciona como artigo definido, pois acompanha o substantivo loucos.&lt;br /&gt;d)      “Inicialmente classificou-os conforme o grau de tolerância” – A expressão em destaque funciona como pronome pessoal do caso oblíquo e se refere aos loucos.&lt;br /&gt;4. Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a)      “Quando sua esposa voltou de viagem, Simão achou-a doente mental e internou-a na casa verde, sem escrúpulos.”  - A expressão em destaque estabelece na frase relação de lugar e é uma conjunção adverbial de lugar.&lt;br /&gt;b)       Quando “sua esposa voltou de viagem, Simão achou-a doente mental e internou-a na casa verde, sem escrúpulos.”  - A expressão em destaque funciona como pronome pessoal do caso oblíquo, pois refere-se a esposa de Simão dona Evarista.&lt;br /&gt;c)       “ Então concluiu que o único doente da cidade era ele e liberou os demais e internou-se na casa verde definitivamente” – a expressão em destaque é um pronome pessoal do caso reto e refere-se ao Simão Bacamarte.&lt;br /&gt;d)      “Isso parece com a confusão das línguas na torre de Babel.  Venha nos visitar e verás com os próprios olhos, padre!” – A expressão em destaque funciona com pronome demonstrativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a)      Então concluiu que o único doente da cidade era ele e liberou os demais e internou-se na casa verde definitivamente – A expressão em destaque é uma conjunção integrante, pois está antecedida de verbo.&lt;br /&gt;b)      Isso provocou indignação na população que nada fez para lhe contestar. – A expressão em destaque funciona como pronome relativo, pois está antecedido de substantivo e poderia ser substituída por a qual.&lt;br /&gt;c)      O padre Lopes confessou que não imaginava haverem tantos loucos – A expressão em destaque é um pronome interrogativo, pois está no início de uma pergunta.&lt;br /&gt;d)     Casou-se com uma viúva, de 25 anos, conhecida como D. Evarista da Costa e Mascarenhas, a qual ele, enquanto médico, supunha possuir todas as condições fisiológicas e anatômicas possíveis para procriar. – A expressão em destaque funciona como preposição, pois não pode ser substituída por a fim de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção Textual&lt;br /&gt;1.      Aparentemente preocupado com a questão da sanidade mental Simão Bacamarte construiu a casa verde onde internou todos os loucos e os tidos como loucos.  Imagine que na essência a intenção verdadeira tenha sido a de conseguir verbas públicas para enriquecer.  Imagine o que Simão pensou ao longo do seu projeto, desde o início até o final&lt;br /&gt;2.      Faça o resumo da história.&lt;br /&gt;3.      “Estou feito viúva de marido vivo”.  Imagine o que D. Evarista decidiu fazer para resolver essa questão e faça um texto narrativo tentando evidenciar as causas que levaram-na ao hospício.&lt;br /&gt;4.      Imagine o que antes de internar o amigo Crispim  tenha havido uma discussão.  Relate o teor dessa conversa, usando diálogos.&lt;br /&gt;5.      Imagine que Crispim tenha lhe dito que o único louco da Cidade era o Simão.  Pensativo ele ficou com isso.  Faça um monólogo do que Simão pensou antes de liberar todos os loucos e internar-se pessoalmente na casa verde.&lt;br /&gt;6.      Imagine que o padre tenha feito um sermão tentando conclamar a comunidade para se unir ante os absurdos cometidos por Simão o qual recebeu muito poder e cometeu diversos abusos de autoridade.  Qual seria o teor desse discurso.&lt;br /&gt;7.      Imagine a situação anterior que levou o segundo louco a internação. Conte a sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 3&lt;br /&gt;O enfermeiro&lt;br /&gt;Narrador 1. – Essa história que vamos representar é uma adaptação do conto de Machado de Assis, chamado: O enfermeiro.  Nela o autor busca desvelar a verdadeira condição humana.  A principal temática de suas obras é a essência e a aparência.  Um sujeito aparentemente bom pode esconder dentro de si uma alma assassina.&lt;br /&gt;N – No ano de 1860, no mês de agosto, recebeu o padre de Niterói uma carta de um colega do interior solicitando a indicação de um enfermeiro que quisesse vir ao interior, cuidar do coronel Felisberto, mediante um bom ordenado.&lt;br /&gt;E – Aceitei a indicação, pois precisava muito do dinheiro; além disso, já estava cheio de copiar fórmulas religiosas em troca de casa e comida.  Segui para a vila.  Só quando lá cheguei que soube da má fama do paciente.  Diziam-me que ele consumia mais enfermeiros do que remédios.Respondi que não tinha medo de gente sã, menos ainda de doentes; e sou bastante paciencioso.&lt;br /&gt;E – Bom dia.&lt;br /&gt;c- Bom dia.&lt;br /&gt;E – Como vai o senhor?&lt;br /&gt;c-  Mal, mal, acho que não duro muito.  Finalmente terei alguém competente para me cuidar.  Sabe os outros enfermeiros não prestavam:  dormiam no serviço, respondiam, e andavam de fara com as empregadas. Dois deles eram até gatunos.&lt;br /&gt;C -—   Você é gatuno?&lt;br /&gt;E          -    Não, senhor.&lt;br /&gt;c- - Qual o seu nome?&lt;br /&gt;E - Procópio José Gomes Valongo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N- Viveram por oito dias em lua de mel.Com uma relação tranqüila.  Porém passado esse período começaram- se as discussões. O coronel não deixava o enfermeiro nem dormir, e oferecia-lhe constantemente uma chuva de impropérios. Tudo Tudo impertinência da moléstia e temperamento. A moléstia era um rosário.  Padecia de aneurisma, de reumatismo e de três ou quatro afecções menores. Tinha perto de sessenta anos, e desde os cinco toda a gente lhe fazia as vontades. Se fosse só rabugento, vá, mas ele era também mau, deleitava-se com a dor e a ação dos outros. No fim do mês o enfermeiro estava determinado em ir embora  Só aguardava ocasião que não tardou.  Um dia por não estar o enfermeiro imediatamente disponível para fomentar-lhe as pernas , tascou-lhe, o coronel uns dois ou três golpes de bengala.&lt;br /&gt;c- Procópio, venha até aqui, imediatamente.&lt;br /&gt;E- Já vou, coronel, Já vou.&lt;br /&gt;C-  Seu incompetente.  Dorminhoco.  Que estavas fazendo?&lt;br /&gt;E- Isso, já foi demais.  Estou me demitindo.  Vire-se&lt;br /&gt;C-  Por favor.  Não vá.   Desculpa-me.  Isso são coisas de um velho doente.  Estou na dependura, Procópio. Não posso viver muito tempo. Estou com o pé na cova. E você há de ir ao meu enterro, Procópio; não o dispenso por nada. Há de rezar ao pé da minha sepultura. Se não for (acrescentou rindo), eu voltarei de noite para puxar as suas pernas. Você crê em a1ma do outro mundo, Procópio?&lt;br /&gt;E—      Qual o quê!&lt;br /&gt;C—     E por que é que não há de crer, seu burro?&lt;br /&gt;N  - Eram assim as pazes; imagine a guerra.   Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram cada vez piores. Com o tempo Procópio foi calejando: burro, pedaço d’asno, idiota, moleirão.  Estava  sozinho para um dicionário inteiro.  Resolveu sair, mas o vigário pediu para que ficasse até arranjar substituto. E assim foi ficando.  As relações foram se tornando cada vez mais melindrosas.  . O coronel estava pior, fez testamento, descompôs o tabelião .  No princípio de agosto, Procópio resolveu, definitivamente, sair; o vigário e o médico, aceitando as razões, pediram-lhe para que ficasse algum tempo mais.  Concedeu-lhes um mês; no fim de um mês iria embora, qualquer que fosse o estado do doente. O vigário tratou de procurar substituto. Mas na noite de vinte e quatro de agosto, o coronel teve um acesso de raiva.&lt;br /&gt;c_ Seu vadio, dormindo em serviço. Pago-lhe bem para me cuidar.  Vou te dar um tiro.  Onde já se viu me trazer um mingau frio desse jeito.  Incompetente.&lt;br /&gt;N- Passaram-se algumas horas e Procópio lia um livro de bolso  a uma pequena distância da cama, pois teria que lhe dar  a meia noite  o remédio.  Porém, o cansaço fê-lo dormir. Acordou com os gritam do coronel, que lhe atirou uma moringa. Não teve tempo de se desviar&lt;br /&gt;E – Seu calhorda, desgraçado.  Agora, você me paga.&lt;br /&gt;Luta&lt;br /&gt;E – Meus Deus!  Matei o homem. O que é que eu faço!.   Por favor, acorde.  Não. Não pode ser.  “Maldita a hora em que aceitei semelhante coisa!”  Também o padre, o médico, o vigário tinham que me obrigar a ficar aqui.  Maldição.  Agora vou ser punido.  Meu Deus! Está amanhecendo.   O que é que eu faço.  Já sei.  Vou chamar o criado que e cego, vou vesti-lo disfarçando a nossa luta e vou comunicar o vigário da morte do coronel.  Depois, vou embora.....Não. Não. Não posso ir embora.  Isso vai levantar suspeita sobre mim.  Vou ficar.&lt;br /&gt;n_ Preparou o defunto com o auxílio do criada  Tinha medo de que o descobrissem, mas buscou se controlar:&lt;br /&gt;Povo —       Coitado do Procópio! Apesar do que padeceu, está muito sentido.&lt;br /&gt;N- Pareceu-lhe ironia; estava ansioso por ver tudo acabado. Saíram  à rua. A passagem da meia-escuridão da casa para a claridade da rua deu-lhe um grande abalo; receou que fosse impossível ocultar o crime. Meteu os olhos no chão, e foi andando. Quando tudo acabou, respirou. Estava em paz com os homens. Não o estava com a consciência e as primeiras noites foram naturalmente de desassossego e aflição.  Logo que pode mudou-se para o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Povo—Deixa lá o outro que morreu.  Não é caso para tanta melancolia.&lt;br /&gt;E- Coitado do Coronel um homem tão bom&lt;br /&gt;N – Após alguns dias recebeu Procópio uma carta do Escrivão dizendo que o coronel o havia deixado como único herdeiro.  Inicialmente, pensou em recusar a herança, porém, pensou que isso levantaria suspeita.&lt;br /&gt;E-  Já sei.  Vou distribuir tudo aos pobres.&lt;br /&gt;Irmão—       Quanto tinha ele?&lt;br /&gt;E —    Não sei, mas era rico.&lt;br /&gt;I—  Realmente, provou que era teu amigo.&lt;br /&gt;E— Era... era...&lt;br /&gt;N-  Assim a caminho da vila Procópio ia se preparando para receber a herança.&lt;br /&gt;E – Não matei o homem.  Ele ia morrer mesmo.  Eu apenas me defendi.  Ele ia me matar.  Ele estava mesmo muito doente, ele mesmo dizia que estava aos pés da cova.&lt;br /&gt;N – Assim o padre da vila lhe recebeu:&lt;br /&gt;Padre:  -  Teus sacrifícios foram recompensados.  O coronel era um homem bom.&lt;br /&gt;E— Sem dúvida.&lt;br /&gt;Padre – Fostes muito dedicado.&lt;br /&gt;E – Não fiz mais do que minha obrigação&lt;br /&gt;P— Falando a verdade o coronel era um diabo.&lt;br /&gt;E – Era a doença.&lt;br /&gt;N- Passaram-se os meses e Procópio converteu os títulos da herança em dinheiro.&lt;br /&gt;E – Eu mereço ficar com esse dinheiro.  Afinal, comi o pão que o diabo amassou com o coronel.   Não vou distribuir todo esse dinheiro aos pobres.  Eu não o matei.  Foi apenas uma fatalidade.  A verdade é que ele iria morrer mesmo.  Vou mandar rezar-lhe uma missa. Tenho direito a essa herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura de 0 Enfermeiro&lt;br /&gt;        Levantamento de hipóteses sobre o título: O Enfermeiro.  Do que o texto vai tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura Expressiva do texto:&lt;br /&gt;        Em grupos de 08 componentes distribuam os papéis e façam a leitura expressiva do texto.  Socialização das leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras atividades de leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a) “O coronel não deixava o enfermeiro nem dormir, e oferecia-lhe constantemente uma chuva de impropérios”   As expressões em destaque estão em sentido conotativo e significam um monte de palavrões.&lt;br /&gt;b) Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram cada vez piores. Com o tempo Procópio foi calejando: burro, pedaço d’asno, idiota, moleirão.  A expressão em destaque significa livrou-se&lt;br /&gt;c) Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram cada vez piores. Com o tempo Procópio foi calejando: burro, pedaço d’asno, idiota, moleirão.  A expressão em destaque significa  carinho.&lt;br /&gt;d) Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram cada vez piores. Com o tempo Procópio foi calejando: burro, pedaço d’asno, idiota, moleirão.  A expressão em destaque significa  tornar-se duro, insensível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Indique a alternativa  que não está contida no texto:&lt;br /&gt;a)      O enfermeiro não matou o coronel.&lt;br /&gt;b)     O coronel era um homem muito difícil&lt;br /&gt;c)      A relação entre o coronel e o enfermeiro foi tranqüila só nos primeiros oito dias.&lt;br /&gt;d)     O enfermeiro se tornou herdeiro do coronel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Indique a alternativa cuja idéia está contida no texto.&lt;br /&gt;a)      o coronel tratava bem os enfermeiros&lt;br /&gt;b)      O coronel era um homem muito querido&lt;br /&gt;c)       O coronel deixou o enfermeiro como herdeiro&lt;br /&gt;d)      O coronel teve morte natural.&lt;br /&gt; 4. Quanto à morte do coronel, indique a alternativa que não condiz com o texto:&lt;br /&gt;a.     o coronel foi assassinado&lt;br /&gt;b.     a comunidade não percebeu o crime.&lt;br /&gt;c.     O assassino foi descoberto&lt;br /&gt;d.     Procópio assassinou o coronel em um acesso de raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Quanto ao assassino, indique a alternativa que não condiz  com o texto:&lt;br /&gt;a)      Movido pelo impulso, acabou matando o coronel&lt;br /&gt;b)      Matou propositalmente o coronel para ficar com a herança&lt;br /&gt;c)      Após o enterro, estava em paz com os homens, mas não com a consciência.&lt;br /&gt;d)      Justificou-se e ficou com a herança do coronel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Por que Procópio estava ansioso por ver tudo acabado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Esse conto de Machado de Assis possui estrutura narrativa.  Identifique os principais elementos constitutivos de uma narrativa e como eles se evidenciam no texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Indique a frase que melhor justifica o assassino&lt;br /&gt;a)      Eu mereço ficar com esse dinheiro&lt;br /&gt;b)      Comi o pão que o diabo amassou&lt;br /&gt;c)      Eu não o matei, foi apenas uma fatalidade&lt;br /&gt;d)      Ele ia morrer mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Qual o objetivo do autor do texto:&lt;br /&gt;a)      Revelar o verdadeiro assassino&lt;br /&gt;b)      Mostrar a verdadeira essência do ser humano&lt;br /&gt;c)      Questionar as atitudes do Procópio&lt;br /&gt;d)      Refletir sobre as enfermidades humanas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Indique a alternativa cuja frase encontra-se em sentido conotativo da língua.&lt;br /&gt;a)      “Eu não o matei”&lt;br /&gt;b)      “Foi uma fatalidade”&lt;br /&gt;c)      “Comi o pão que o diabo amassou”&lt;br /&gt;d)      “A verdade é que ele iria morrer mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Indique a alternativa cuja frase encontra-se em sentido denotativo da língua&lt;br /&gt;a)      “Diziam-me que ele consumia mais enfermeiros do que remédios.”&lt;br /&gt;b)      “Viveram por oito dias em lua de mel”&lt;br /&gt;c)      “Comi o pão que o diabo amassou”&lt;br /&gt;d)      “Tenho direito a essa herança”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise Lingüística de o enfermeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.  Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e a alternativa posterior.&lt;br /&gt;a)     Recebeu o padre de Niterói uma carta de um colega do interior solicitando a indicação de um enfermeiro que quisesse vir ao interior, cuidar do coronel Felisberto – A expressão em destaque na frase funciona como pronome relativo e poderia ser substituído por o qual.&lt;br /&gt;b)     Diziam-me que ele consumia mais enfermeiros do que remédios – A expressão em destaque funciona como conjunção integrante, pois é antecedida de verbo.&lt;br /&gt;c)      Um dia por não estar o enfermeiro imediatamente disponível para fomentar-lhe as pernas – A expressão em destaque funciona como conjunção adverbial final e pode ser substituído por a fim de.&lt;br /&gt;d)     Aceitei a indicação, pois precisava muito do dinheiro .  A expressão em destaque funciona como conjunção adversativa e pode ser substituída por entretanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção Textual&lt;br /&gt;1.      Ao modo machadiano, imagine que o Coronel Felisberto tenha cumprido sua promessa de atormentá-lo todas  as noites.  Relate esses pesadelos em uma narrativa.&lt;br /&gt;2.      Atormentado pelas aparições noturnas, Procópio fica desesperado.  Imagine o que ele pensa e sente e faça um monólogo.&lt;br /&gt;3.      Imagine que os padres mantenham correspondência regular entre si.  Imagine o teor da carta que o padre do interior escreveu para o padre da capital tentando conseguir substituto para Procópio, imagine o que ele escreveu, qual o teor dessa carta.&lt;br /&gt;4.       Imagine qual seria a história caso o assassinato fosse descoberto.  Como seria essa nova história.&lt;br /&gt;5.      Imagine que, durante o velório, duas vizinhas tenham visto as marcas do estrangulamento e transcreva o possível diálogo que se travou entre as duas.&lt;br /&gt;6.      Imagine o teor do sermão do padre durante o enterro&lt;br /&gt;7.       Imagine o teor do sermão do padre durante o enterro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 4&lt;br /&gt;            Teatro de Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis.&lt;br /&gt;(Um aluno entra em cena e lê:&lt;br /&gt;AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER&lt;br /&gt;DEDICO COMO SAUDOSA LEMBRANÇA ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS)   Esse livro parece bom.  Vejamos o que diz mais adiante o escritor:&lt;br /&gt;            Caro leitor confesso que não sou nenhum  Stendhal, mas espero que pelo menos alguns poucos leitores leiam esse livro.  Escrevi-o com a pena da galhofa e a tinta da melancolia. Uns poderão gostar dele, outros dirão que não passa de romance.  Mas do fundo do coração espero agradá-lo ou então, simplesmente, adeus.&lt;br /&gt;                        Cena 2.  Um defunto deitado dentro de um caixão ao redor as pessoas conversam,  ...  Dali a pouco o defunto senta e diz:&lt;br /&gt;            - ALGUM TEMPO hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Como normalmente se começa pelo nascimento decidi adotar um método novo: minha morte.&lt;br /&gt;Eu Brás Cubas morri, às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos!&lt;br /&gt;Verdade é que não houve muitos comunicados, além disso, chovia muito na hora do enterro.   Não sei como, mas um desses amigos quis fazer uso da palavra naquele momento e fez um discurso inflamável.&lt;br /&gt;( Brás deita-se novamente e o amigo aproxima-se do caixão e diz):&lt;br /&gt;-                                             Vocês que conheceram esse querido amigo sabem que sua partida é uma perda irreparável e até a natureza esta chorando em função de tamanha perda.  É um louvor sublime ao nosso ilustre finado”   ( aplausos – o morto senta no caixão e diz:)&lt;br /&gt;-                                              Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei.&lt;br /&gt;Assistiam também ao meu funeral três distintas senhoras:  Minha irmã, minha sobrinha e a terceira, que apesar de não ser parenta, padeceu muito mais a minha partida. Não que chorasse convulsivamente, mas dizia baixinho:&lt;br /&gt;-"Morto! morto!".&lt;br /&gt;Morri de pneumonia.  Já lhes conto o caso: um dia de manhã, estando a passear na chácara? Tive a idéia de criar um medicamento destinado a aliviar a melancolia da humanidade tratava-se de um emplastro anti-hipocondríaco.  Escrevi extensa carta ao governo chamando a atenção do governo para esse resultado, verdadeiramente cristão.  É claro, e agora que estou do outro lado da vida posso confessar,  que ganharia grandes vantagens financeiras caso o governo comprasse o tal remédio para distribuir a população.  Orgulhava-me de ver no rótulo das embalagens as três palavras: Emplasto Brás Cubas. Mas “Quem não sabe que ao pé de cada bandeira grande, pública, ostensiva, há muitas vezes várias outras bandeiras modestamente particulares, que se hasteiam e flutuam à sombra daquela, e não poucas vezes lhe sobrevivem?”&lt;br /&gt;            Mas voltando a minha morte.  Estava eu ocupadíssimo em preparar e apurar a minha invenção quando recebi em cheio um golpe de ar; adoeci logo, e não me tratei.  Tinha o emplasto no cérebro.  Não pensava em mais nada, achava-me imortal. No outro dia estava pior; tratei-me enfim, mas incompletamente sem método, nem cuidado, nem persistência; tal foi a origem do mal que me trouxe à eternidade. Sabem já que morri numa sexta-feira, dia aziago, e creio haver provado que foi a minha invenção que me matou.&lt;br /&gt;            Ainda antes de morrer me despedi de uma mulher, muito discreta, que serviu-me de amante por muitos e muitos anos e que finalmente visitou-me quando eu já estava morrendo. Lembro do dia em que apareceu á porta do meu quarto. Chamava-se Virgília. Estava pálida, comovida, trajada de preto.  Fazia dois anos que não nos víamos mais.  Fiquei muito feliz.  Voltou-me, por alguns instantes, a chama da felicidade de outrora, mas logo a realidade dominou o presente. Disse-lhe:&lt;br /&gt;-                                             Anda visitando os defuntos?&lt;br /&gt;-                                             Ora, defuntos! ( E depois de me apertar as mãosJ  Ando a ver se ponho os vadios para a rua.&lt;br /&gt;-                                             Minha Querida! Estou para morrer.&lt;br /&gt;-                                              Morrer, onde já se viu. Olhe que não volto mais. Morrer! Todos nós havemos de morrer; basta estarmos vivos.  ( E vendo o relógio)  Jesus! São três horas. Vou-me embora.&lt;br /&gt;-                                              Já?&lt;br /&gt;-                                              Já; virei amanhã ou depois.&lt;br /&gt;-                                              Não sei se faz bem, retorqui; o doente é um solteirão e a casa não tem senhoras...&lt;br /&gt;-                                               Sua mana?&lt;br /&gt;-                                              Há de vir cá passar uns dias, mas não pode ser antes de sábado.&lt;br /&gt;-                                              Sabes de uma coisa então virei cuida-lo.  Estou velha e ninguém há de reparar em mim.  Mas para cortar as dúvidas trarei me filho para morar conosco.&lt;br /&gt;Narrador- Assim se fez. Nhonhô era um bacharel, único filho de Virgília.  Aos cinco anos ele fora cúmplice inconsciente dos amores de Virgília e Brás. &lt;br /&gt;            Brás-  Depois disso, apesar dos cuidados e do amor que me acalentava começaram os delírios nos quais pude ver com clareza os dois lados da vida: delícias e misérias , mas de repente ambas se misturavam-se e eu via o amor multiplicando a miséria e a, a cólera, a inveja, a cobiça,  a ambição , a fome, a melancolia, a riqueza , e tantos outros sentimentos que fazem parte da condição humana.&lt;br /&gt;            . Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília; Virgília foi o meu grão pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 18 05, em que nasci.&lt;br /&gt;            NAQUELE DIA , a árvore dos Cubas brotou uma graciosa flor. Nasci; recebeu-me nos braços a Pascoala, insigne parteira minhota, que se gabava de ter aberto a porta do mundo a uma geração inteira de fidalgos. Não é impossível que meu pai lhe ouvisse tal declaração; creio,todavia, que o sentimento paterno é que o induziu a gratificá-la com duas meias dobras. Lavado e enfaixado, fui desde logo o herói da nossa casa. Cada qual prognosticava a meu respeito o que mais lhe quadrava ao sabor. Meu tio João, o antigo oficial de infantaria? achava-me um certo olhar de Bonaparte, cousa que meu pai não pode ouvir sem náuseas; meu tio Ildefonso, então simples padre, farejava-me cônego.&lt;br /&gt;Meu pai respondia a todos que eu seria o que Deus quisesse; e alçava-me ao ar, como se intentasse mostrar-me à cidade e ao mundo; perguntava a todos se eu me parecia com ele, se era inteligente, bonito.E foi assim que cresci; cresci naturalmente como crescem as magnólias Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de "menino diabo"; e verdadeiramente não era outra cousa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na minha educação sofri influencia de vários parentes, mas não esqueci de um tio que sempre me levava para passear e na adolescência.  Levou-me num passeio para ver as pernas das moças lavadeiras. Mas complicado foi quando me apaixonei por uma cortesã chamada Marcela a qual amou-me durante quinze meses e onze contos de réis;&lt;br /&gt;nada menos. Meu pai, logo que soube dos onze contos,&lt;br /&gt;sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um&lt;br /&gt;capricho juvenil. Então disse-me:Deita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai- Vais para a Europa; vais cursar uma&lt;br /&gt;Universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e&lt;br /&gt;não para arruador e gatuno.&lt;br /&gt;Brás adolescente – Gatuno, eu?&lt;br /&gt;Pai- Gatuno sim senhor. Não é outra coisa um filho que me faz isso. &lt;br /&gt;Narrador – Sacou da algibeira os títulos já resgatados.&lt;br /&gt;Pai -Vês, peralta? é assim que um moço deve zelar o&lt;br /&gt;nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em&lt;br /&gt;casas de jogo ou a vadiar pelas ruas? Pelintra! Desta vez ou tomas&lt;br /&gt;juízo, ou ficas sem cousa nenhuma.&lt;br /&gt;Narrador- O pai estava furioso, mas Brás logo pensou em dar um jeito de levar Marcela consigo para Europa. Foi falar com a moça&lt;br /&gt;-         Marcela, meu amor, sobrevieram me alguns contratempos e tenho que ir estudar na Europa.  Quero que venhas morar comigo.&lt;br /&gt;-         Eu não.&lt;br /&gt;-          Por que não?&lt;br /&gt;-          Não posso,não posso ir respirar aqueles&lt;br /&gt;ares, enquanto me lembrar de meu pobre pai, morto por Napoleão . . .&lt;br /&gt;            (Defunto)&lt;br /&gt;-         Em vão implorei.  Ela nem me ouviu. Assim tristonho embarquei no navio disposto a suicidar-me, mas o capitão parece que adivinhava-me os pensamentos e não me abandonava nem sequer alguns instantes.  Levou-me para conhecer a sua esposa tísica que acabou morrendo e sendo lançada ao mar.  A simples cena do corpo sendo lançado ao mar, destituiu-me da idéia do suicídio.  Cheguei a universidade e me formei um bacharel medíocre, pois dedicava pouco do meu tempo aos estudos.  Estava formado quando recebi uma carta de meu pai na qual dizia:&lt;br /&gt;Brás adulto_  Volte logo, sua mãe está muito mal. &lt;br /&gt;-         Defunto levanta- Voltei, mas mamãe acabou morrendo.  Meu pai tentando conformar-me decidiu que era hora de marcar noivado e assumir vida política.  Para isso, arranjou-me uma noiva chamada Virgília, e queria direcionar-me a política.  Mas Virgília não era nem uma santa.  Tratou de arranjar logo um pretendente mais velho e preparado para o cargo político, mas nem por isso deixou de ser companheira fiel de cama durante as longas ausências do marido, Lobo Neves,em função do cargo de deputado.&lt;br /&gt;Como meu namoro com Virgília não deu certo, conheci Eugenia , uma moça linda e formosa.  Estava a cortejando, quando de repente percebi que a moça tinha um pequeno defeito de natureza.  Era coxa.  Então pensei como Deus pudera se tal cruel de colocar uma perna coxa em uma moça de feições tão lindas.  A descoberta da deficiência gerou-me ojeriza e nunca mais visitei a moça.  Meu pai ao saber de seus planos frustrados desiludiu-se da via e em oito dias faleceu..  Assim, consegui  conhecer a minha irmã com quem passei a herdar. &lt;br /&gt;Anos mais tarde, encontrei Luis Dutra, primo de Virgília:&lt;br /&gt;-         Sabes quem chegou de São Paulo, hoje? Isso mesmo minha prima Virgília, casada com o Lobo Neves.&lt;br /&gt;-Ah!&lt;br /&gt;-         E só hoje é que eu soube uma cousa, seu maganão.&lt;br /&gt;-          Que foi?&lt;br /&gt;-          Que você quis casar com ela.&lt;br /&gt;-          Idéias de meu pai. Quem lhe disse isso?&lt;br /&gt;-          Ela mesma. Falei-lhe muito em você, e ela então contou-me tudo.&lt;br /&gt;( Defunto)&lt;br /&gt;No dia seguinte, estando na Rua do Ouvidor, à porta da tipografia do&lt;br /&gt;Plancher, vi assomar, a distância uma mulher esplêndida. Era ela; só a&lt;br /&gt;reconheci a poucos passos, tão outra estava, a tal ponto a natureza e a&lt;br /&gt;arte lhe haviam dando o último apuro. Cortejamo-nos; ela seguiu;&lt;br /&gt;entrou com o marido na carruagem, que os esperava um pouco acima;&lt;br /&gt;fiquei atônito.&lt;br /&gt;Oito dias depois encontrei-a num baile;  Depois de um tempo estávamos amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Agora que já não faço parte desse mundo tenho prazer em confessar as  minhas  fraquezas.&lt;br /&gt;Certa vez, Lobo Neves, marido de Virgília, chamou-me a sua casa para me falar.  Confidenciou-me intimamente  que desconfiava da esposa.  Causou-me desconforto a revelação, mas imediatamente tratei de ressaltar as qualidades de Virgília.    Como pude ser tão mesquinho.! Ai, ai, ai ia ai!  E não foi só isso acabo de me lembrar de outro fato que evidencia um pouco das minhas mazelas.  Já lhes conto.&lt;br /&gt;  Certa feita, achei um envelope no qual continha um bilhete e meio conto de reis,  sem pestanejar, imediatamente remeti o bilhete para o dono que o havia perdido.  Esse quando soube que eu havia lhe devolvido o bilhete juntamente com o dinheiro, louvou-me muito a honestidade.  Porém em outro dia,  estava eu a andar pela praia quando encontrei um embrulho no qual continha cinco contos de réis.  Tratava-se de uma fortuna, eu era rico, mas mesmo assim nem procurei saber a procedência do dinheiro.  Enfiei-o na algibeira e aumentei o patrimônio sem ao menos pestanejar.  Conto-lhes essas coisas, pois agora, posso mostrar-lhes verdadeiramente a minha essência.&lt;br /&gt;Outro fato passou-me agora pela memória:  Foi o fato de D. Plácida , uma pessoa honrada  e cheia de princípios aceitar o presente de uma casa com a condição de  servir de álibi para nossa traição .  Verdade seja dita.  Todos nós somos corruptíveis, temos nosso preço.&lt;br /&gt;Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da minha miséria.&lt;br /&gt;( O mesmo leitor do início diz:  Só na morte revelamos nossa verdadeira essência, pois nessa sociedade vivemos de aparências.  Gostei)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;br /&gt;        Levantamento de hipóteses sobre o título: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Do que o texto vai tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura Expressiva do texto:&lt;br /&gt;        Em grupos de 8 componentes distribuam os papéis e façam a leitura expressiva do texto.  Socialização das leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras atividades de leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.       Qual a temática desenvolvida pelo escritor Machado de Assis?&lt;br /&gt;2.      Por que o autor usou da estratégia de fazer o narrador defunto?&lt;br /&gt;3.      Você também acredita que na nossa sociedade vivemos mais das aparências?&lt;br /&gt;4.      Como são as suas relações de convivências?&lt;br /&gt;5.      Brás não era um sujeito totalmente honesto.  Como isso se evidencia no texto em que situações e por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise Lingüística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 “ Em vão implorei.  Ela nem me ouviu. Assim tristonho embarquei no navio disposto a suicidar-me, mas o capitão parece que me adivinhava os pensamentos e não me abandonava nem sequer alguns instantes.  Levou-me para conhecer a sua esposa tísica que acabou morrendo e sendo lançada ao mar.”  Passe a frase para a 3ª pessoa do discurso fazendo os ajustes de concordância necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6  “O pai estava furioso, mas Brás logo pensou em dar um jeito de levar Marcela consigo para Europa. Foi falar com a moça&lt;br /&gt;-         Marcela, meu amor, sobrevieram me alguns contratempos e tenho que ir estudar na Europa.  Quero que venhas morar comigo.&lt;br /&gt;-         Eu não.&lt;br /&gt;-          Por que não?&lt;br /&gt;Não posso,não posso ir respirar aqueles ares, enquanto me lembrar de meu pobre pai, morto por Napoleão”. . .Passe os períodos para o discurso direto fazendo os ajustes necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogos entre textos.&lt;br /&gt;a.      Existem relações  de semelhança entre os textos. Quais são e como se  manifestam?&lt;br /&gt;b.      Faça uma resenha crítica  tentando comprovar como a questão da essência e aparência perpassa as obras machadianas.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-2047771272034298878?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/2047771272034298878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=2047771272034298878&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/2047771272034298878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/2047771272034298878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2008/06/essencia-e-aparencia-em-obras-de.html' title='A Essência e a Aparência em Obras de Machado de Assis'/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-8099027370236975861</id><published>2008-06-06T13:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T17:32:14.882-07:00</updated><title type='text'>A Essência e a Aparência em Obras de Machado de Assis</title><content type='html'>A Essência e a Aparência em Obras de Machado de Assis.&lt;br /&gt;Proposta de didatização de Adaptações teatrais das seguintes obras:&lt;br /&gt;A Cartomante&lt;br /&gt;O Alienista&lt;br /&gt;O Enfermeiro&lt;br /&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CARTOMANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptação : Elaine Walker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrador     Era uma Sexta-feira 13, mês de novembro do ano de 1869. Vocês já imaginaram há quanto tempo atrás essa história aconteceu?  Há mais de 150 anos.  Essa é uma história antiga. Aha....de amor e  traição ahahah...&lt;br /&gt;                Nessa época, o Rio de Janeiro era a capital do Brasil e possuía os encantos das cidades do século XIX. Nessa atmosfera encantada, encontram-se casais de namorados, grupos de amigos, parentes, pois nessa época, visitar era moderno. E Camilo costumava “visitar” Rita. (  vocês sabem o que significa visitar, né?)  Eles tinham uma amizade colorida.&lt;br /&gt;Cenário:             sala-de-estar&lt;br /&gt;Camilo: (rindo)&lt;br /&gt;                        - É minha querida, há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia.&lt;br /&gt;Rita - Vã filosofia? Por acaso estás citando Sheakspeare? Minha história é verdadeira.&lt;br /&gt;Camilo: (            ri de novo) _ Perdão, mas não deixa de ser engraçado.&lt;br /&gt;Rita — Pode rir, Camilo. Os homens são assim mesmo, não acreditam em nada.   Mas eu pensei que você fosse diferente.&lt;br /&gt;( Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo)&lt;br /&gt;Camilo – Juro, minha querida, te amo muito!  Esses teus sustos são coisas de criança. Quando tiveredes receio consulte a mim mesmo.  Que sou o melhor dos cartomantes que existem na face da terra. Além disso, é imprudente entrar em casas assim. Podem vê-la.  E o que dirão então?&lt;br /&gt;R - Tive  muita cautela, ao entrar na casa.&lt;br /&gt;C – É e onde fica essa casa?&lt;br /&gt;R - Aqui perto, na Rua da Guarda Velha.  Não passava ninguém nessa ocasião. Descansa.  Eu não sou maluca.&lt;br /&gt;(Camilo riu outra vez)&lt;br /&gt;C- Tu crês  nessas cousas?&lt;br /&gt;R – Se você não acredita não precisa, mas ela adivinhou quase tudo.  E agora estou mais tranqüila.  (.....)&lt;br /&gt;Narrador — O tema da conversa entre Camilo e Rita era a SORTE.  Rita visitou uma cartomante e andava muito apreensiva com as coisas que essa lhe dissera. Apesar de casada com Vilela, Rita era apaixonada por Camilo.  Por medo de serem descobertos, ela foi consultar uma Cartomante a fim de saber se não havia perigo de serem flagrados. &lt;br /&gt;    ( Rita entra na sala da cartomante)&lt;br /&gt;Carto- Boa tarde!&lt;br /&gt;R – Boa tarde.&lt;br /&gt;Carto- Em que posso servi-la?&lt;br /&gt;R – Gostaria de ler a sorte.&lt;br /&gt;Carto – Pois não.  ( Pega do baralho e começa a meditar e falarJ&lt;br /&gt;A senhora gosta de uma pessoa e tem medo de não ser correspondido e ainda por cima ser descoberta pelo seu marido.&lt;br /&gt;R – Há risco de sermos descobertos?&lt;br /&gt;Carto- Se quiseres saber disso em especial, é outra consulta.&lt;br /&gt;R- Está bem.  Aqui está.  Eu pago.&lt;br /&gt;Carto-  Sorri.  ( Olha para as cartas novamente e dizJ  - Não te preocupes.  Ele nem desconfia.&lt;br /&gt;        Narrador. Naquele mesmo dia, Vilela recebe um bilhete anônimo:&lt;br /&gt;        ( Entra Vilela em cena, pega um bilhete do chão e lê: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Sua mulher está lhe traindo com o seu melhor amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Narrador – Imediatamente Vilela chama uma empregada e manda um recado para Camilo.  Esse, dirige-se para a casa do amigo, mas como o recado era de urgência, começa a desconfiar.  Decide passar na casa da Cartomante.&lt;br /&gt;Carto- Vejamos primeiro o que é que o traz aqui. O senhor tem um grande susto...&lt;br /&gt;C-       Sim, sim,&lt;br /&gt;Carto- E quer saber se lhe acontecerá alguma cousa ou não..&lt;br /&gt;C – Isso. Isso..&lt;br /&gt;Carto - As cartas  me dizem que é preciso muita cautela.  Um amor tão lindo causa inveja.&lt;br /&gt;C- A senhora restituiu-me a paz ao espírito. Muito obrigado e tchau.&lt;br /&gt;Carto ( Dá-lhe a mão e diz) - Vá, vá, rapaz  enamorado.&lt;br /&gt;N- Ansioso, Camilo chegou a casa de Vilela.&lt;br /&gt;C - Desculpa, não pude vir mais cedo; que há?&lt;br /&gt;N- Vilela não lhe respondeu; tinha as feições decompostas; fez-lhe sinal, e foram para uma saleta interior. Entrando, Camilo não pôde sufocar um grito de terror: — ao fundo sobre o canapé, estava Rita morta e ensangüentada. Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de revólver, estirou-o no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura da Cartomante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Levantamento de hipóteses sobre o título: A Cartomante.  Do que o texto vai tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura Expressiva do texto:&lt;br /&gt;        Em grupos de cinco componentes distribuam os papéis e façam a leitura expressiva do texto.  Socialização das leituras.&lt;br /&gt;Outras atividades de leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      “Quando tiveredes receio consulte a mim mesmo”.  A expressão em destaque é sinônima de todas as palavras das alternativas, exceto:&lt;br /&gt;a) apreensiva    b) dúvidas    c)receosa   d) certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.      “Por medo de serem descobertos, ela foi consultar uma Cartomante a fim de saber se não havia perigo de serem flagrados”.  A expressão em destaque é sinônima de todas as palavras das alternativas, exceto:&lt;br /&gt;a)      pegos na hora de praticar o ato de delito&lt;br /&gt;b)     surpreendidos na hora de praticar um delito&lt;br /&gt;c)      descobertos da prática do delito&lt;br /&gt;d)     compreendidos&lt;br /&gt;3.      Qual a temática do texto?&lt;br /&gt;4.      Qual o objetivo do autor?&lt;br /&gt;5.      Quem é o autor do texto?&lt;br /&gt;6.       “Nessa época, visitar era moderno. E Camilo costumava “visitar” Rita. Eles tinham uma amizade colorida.”  Por que a expressão visitar está em destaque?  O que significa?&lt;br /&gt;7.      “Nessa época, visitar era moderno. E Camilo costumava “visitar” Rita. Eles tinham uma amizade colorida.”  Quais os termos referidos anteriormente pela expressão em destaque.&lt;br /&gt;8.      O texto possui elementos narrativos.  Quais são eles e como se manifestam no texto.&lt;br /&gt;9.       “  - Não te preocupes.  Ele nem desconfia.” Qual o termo referido anteriormente pela expressão em destaque.&lt;br /&gt;10.    “Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de revólver, estirou-o no chão.” Quais os termos referidos anteriormente pelas Expressões em destaque.&lt;br /&gt;11.  “- É minha querida, há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia”.&lt;br /&gt;Rita - Vã filosofia? Por acaso estás citando Sheakspeare? Minha história é verdadeira.  Por que aparece a citação de Hamlet, como se chama esse recurso de diálogo entre outras obras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise lingüística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. “ Naquele mesmo dia, Vilela recebe um bilhete anônimo:”  As expressões em destaque dá idéia de:&lt;br /&gt;a) lugar                    b) modo           c) tempo          d)espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.  Passe o fragmento a seguir para o discurso direto. “– Imediatamente Vilela chama uma empregada e manda um recado para Camilo.  Esse, dirige-se para a casa do amigo, mas como o recado era de urgência, começa a desconfiar.  Decide passar na casa da Cartomante”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.  .Passe o fragmento a seguir para o discurso indireto: “Em que posso servi-la?&lt;br /&gt;R – Gostaria de ler a sorte.&lt;br /&gt;Carto – Pois não.  ( Pega do baralho e começa a meditar e falarJ&lt;br /&gt;A senhora gosta de uma pessoa e tem medo de não ser correspondido e ainda por cima ser descoberta pelo seu marido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção textual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      Imagine o que Vilela sentiu e pensou e faça um monólogo&lt;br /&gt;2.      Imagine o que Camilo sentiu e pensou e faça um monólogo.&lt;br /&gt;3.      Imagine que antes de ser assassinada Rita  tenha encontrado o bilhete anônimo e faça um monólogo do que ela sentiu e pensou.&lt;br /&gt;4.      Faça um novo final para a história.&lt;br /&gt;5.        Imagine que Camilo tenha procurado um padre depois de ter ido à cartomante.  Depois de ouvi-lo em confissão o padre fez um sermão sem citar nomes contestando as atitudes de certos paroquianos que consultam cartomantes e não são amigos verdadeiros. Como seria o teor desse sermão.&lt;br /&gt;6.        Imagine que Rita e Vilela tenham discutido antes do desfecho final e descreva com diálogos o teor dessa conversa.&lt;br /&gt;7.      Fazer o resumo da cartomante&lt;br /&gt;8.      Quem foi Machado de Assis. Faça uma pesquisa sobre esse famoso escritor brasileiro.&lt;br /&gt;9.      Essa obra se enquadra em que período literário.  Quais as principais características desse período.&lt;br /&gt;10.   Faça uma resenha crítica tentando mostrar como a questão da essência e aparência faz parte da temática machadiana&lt;br /&gt;11.  Faça uma carta endereçada a um amigo falando sobre a obra: A Cartomante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 2: O Alienista de Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptação Elaine Walker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Certa feita apareceu na vila de Itaguaí um médico, de 40 anos de idade chamado Simão Bacamarte.  Casou-se com uma viúva, de 25 anos, conhecida como D. Evarista da Costa e Mascarenhas, a qual ele, enquanto médico, supunha possuir todas as condições fisiológicas e anatômicas possíveis para procriar.  Passados os cinco anos sem que um rebento aparecesse passou a aconselhar à mulher um regime alimentar especial, mas nada surtiu efeito.  Dedicou-se então ao estudo da loucura.  Ao final da tarde, reunia-se com os amigos no bar para beber e conversar:&lt;br /&gt; Simão —A saúde da alma .e a ocupação mais digna do médico.&lt;br /&gt;Crispim Soares -boticário—Do verdadeiro médico&lt;br /&gt;Simão – Se a vereança de Itaguaí topar, faço uma casa e interno nela todos os loucos da cidade e da região.&lt;br /&gt;Vereador- O Dr vai querer colocar todos os loucos juntos?&lt;br /&gt;Simão – Vou.  Eu dou conta deles, basta os vereadores e os municípios envolvidos me repassarem algumas verbas para a manutenção da casa.&lt;br /&gt;N – Padre Lopes ficou preocupado e foi procurar D. Evarista:&lt;br /&gt;P- —Olhe, D. Evarista, , veja se seu marido dá um passeio ao Rio de Janeiro. Isso de estudar sempre,  não é bom.  E agora, essa infinidade de cálculos para a construção da casa.   Isso  vira o juízo de qualquer um.&lt;br /&gt;Evarista – Pode deixar, padre!  Falarei com ele da necessidade de tirarmos umas férias.  Depois dessa votação para aprovação de verbas municipais, certamente poderemos nos distrair um pouco. D. Evarista foi ter com o marido:&lt;br /&gt;E – Querido!  Estou com desejos!&lt;br /&gt;S- Desejos?   Por acaso estás grávida?&lt;br /&gt;E- Não! Não meu amor! Não estou grávida, apenas tenho desejos de ir ao Rio de Janeiro e  de comer de tudo que me oferecessem.&lt;br /&gt;S – Ah! Minha querida.  Terei muito trabalho com a casa verde, que já está quase concluída.  Vá ao Rio de Janeiro.  Convide a titia para lhe acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            N – Três dias depois de concluída a casa verde enquanto estava no botequim de seu Crispim, Simão fez uso da palavra e disse:&lt;br /&gt;Simão -A caridade é o que move o meu coração.  Sigo o dito por São Paulo aos Coríntios:  “ Se eu conhecer quanto se pode saber e não tiver caridade, eu nada sou”.  O meu objetivo na casa verde é estudar profundamente a loucura.&lt;br /&gt;Crispim —Um excelente serviço.&lt;br /&gt;Simão - Sem este asilo, teria muito pouco campo de trabalho para os meus estudos.&lt;br /&gt;Crispim —Certamente, com o asilo o campo é muito maior.  Muito maior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrador - E tinha razão. De todas os cantos apareceram os loucos, encheram as dependências da casa verde.  O padre Lopes confessou que não imaginava haverem tantos loucos nas redondezas. E especialmente alguns casos o intrigavam.&lt;br /&gt;Padre Lopes –O  quê! Até o Manequinho você internou.  Ele é muito saudável! Vi-o outro dia jogando peteca na rua!&lt;br /&gt;Simão – Pois é, padre! Pra tu veres.  Quem vê cara não vê coração.  Ele está doido varrido!&lt;br /&gt;Padre- Não diga! Que pena!  Mas é tanta gente para internar.&lt;br /&gt;Simão – È verdade o que vossa reverência diz, mas todos os dias me aparecem uns quatro ou cinco.&lt;br /&gt;Padre- Isso parece com a confusão das línguas na torre de Babel.  Venha nos visitar e verás com os próprios olhos, padre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N - Os loucos de fato eram uns três ou quatro. O primeiro, um Falcão, rapaz de vinte e cinco anos, supunha‑se estrela‑d’alva, abria os braços e alargava as pernas, para dar‑lhes certa feição de raios, e ficava assim horas esquecidas a perguntar se o sol já tinha saído para ele recolher‑se. O outro andava sempre, sempre, sempre, à roda das salas ou do pátio, ao longo dos corredores, à procura do fim do mundo. Era um desgraçado, a quem a mulher deixou. Descobriu-se traído e seguiu ao encalço dos traidores matando-os com os maiores requintes de crueldade.&lt;br /&gt;O terceiro tinha a mania de narrar a sua arvore genealógica às paredes.&lt;br /&gt;Louco 3  —Deus engendrou um ovo, o ovo engendrou a espada, a espada engendrou Davi, Davi engendrou a púrpura, a púrpura engendrou o duque, o duque engendrou o marquês, o marquês engendrou o conde, que sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dava uma pancada na testa, um estalo com os dedos, e repetia cinco, seis vezes seguidas·).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Deus engendrou um ovo, o ovo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;n- O Dr Simão teve uma grande paciência com todos os hospedes da casa verde.  Inicialmente classificou-os conforme o grau de tolerância: os furiosos e os mansos.  Isso feito, começou a estudar-lhes os hábitos e gestos.  Todo esse trabalho roubava-lhe o tempo.  Mal se dirigia a esposa a qual se sentiu abandonada e reclamou:&lt;br /&gt;Evarista – Estou feito viúva de marido vivo. &lt;br /&gt;Simão – É verdade, estou muito atarefado.  Consentirei que vás ao Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;E- Ao Rio de Janeiro! Sozinha!  Nunca! Terás que me acompanhar.&lt;br /&gt;S- Impossível.  Irás com tua tia.&lt;br /&gt;E- Há! Mas o dinheiro que se precisará gastar!             &lt;br /&gt;S- —Que importa? Temos ganhado muito.&lt;br /&gt;E - —Quem diria que meia dúzia de lunáticos fossem lhe render tanto dinheiro.  Se for assim, vou...&lt;br /&gt;Três meses depois, viajou na companhia da tia.   Simão dedicou-se mais ainda ao estudo da demência.  Internou na casa verde todos os políticos que lhe contrariam na idéia da construção da casa verde.  Internou um dos vereadores, um professor e assim por diante.  O vigário novamente lhe perguntou sobre as internações e suas justificativas, mas o homem estava irredutível.  Quem lhe opunha era internado.  Quando sua esposa voltou de viagem, Simão achou-a doente mental e internou-a na casa verde, sem escrúpulos.  Isso provocou indignação na população que nada fez para lhe contestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre - Você, que é íntimo dele, não nos podia dizer o que há, o que houve, que motivo...&lt;br /&gt;Crispim – Ele tem motivos para interná-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;n- Algum tempo depois internou outras pessoas sem problemas aparentes com a debilidade mental.  O amigo Crispim Soares, o padre e até o prefeito da cidade.  Sem oposição mandava e desmandava na cidade.  Até que um dia  chegou à seguinte conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Será possível que todos nessa cidade são loucos? Ou serei eu o único louco da cidade?&lt;br /&gt;N- Então concluiu que o único doente da cidade era ele e liberou os demais e internou-se na casa verde definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é louco realmente?  Nessa nossa sociedade capitalista louco é aquele que tudo faz para estar na moda ou o que pensa diferente se contrapondo a lógica que aí está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura de O Alienista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Levantamento de hipóteses sobre o título: O Alienista.  Do que o texto vai tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura Expressiva do texto:&lt;br /&gt;        Em grupos de 8 componentes distribuam os papéis e façam a leitura expressiva do texto.  Socialização das leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras atividades de leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      Indique a alternativa cuja idéia não está contida no texto:&lt;br /&gt;a)      os loucos de fato, e que foram internados, eram uns três ou quatro.&lt;br /&gt;b)     Entre outras pessoas Simão internou a própria mulher&lt;br /&gt;c)      Simão considerou-se uma das únicas pessoas de Itaguaí com plena saúde mental.&lt;br /&gt;d)     Todos os adversários políticos foram internados na Casa Verde&lt;br /&gt;2.      O objetivo do texto é&lt;br /&gt;a)      refletir sobre os comportamentos e atitudes evidentes na sociedade atual;&lt;br /&gt;b)     Fazer um estudo sobre a loucura&lt;br /&gt;c)      Discutir sobre a loucura&lt;br /&gt;d)     Indicar o verdadeiro local onde devem ficar os loucos&lt;br /&gt;3.      Indique a alternativa cuja idéia não está contida no texto.&lt;br /&gt;a)      Simão costumava vangloriar-se da importância de seu trabalho.&lt;br /&gt;b)     Simão teve diversos filhos&lt;br /&gt;c)      O 1º louco de verdade chamava-se Falcão&lt;br /&gt;d)     Sem oposição mandava e desmandava na cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.      O  vigário novamente lhe perguntou sobre as internações e suas justificativas, mas o homem estava irredutível  A  expressão em destaque pode ser substituída por todas as alternativas, exceto:&lt;br /&gt;a) inflexível                       b)compreensível                       c) intransigente            d) intolerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.      A verdadeira intenção de Simão Bacamarte e que está implícita com a leitura do texto é;&lt;br /&gt;a)      estudar a loucura;&lt;br /&gt;b)     internar todos os loucos numa mesma casa&lt;br /&gt;c)      conseguir dinheiro com a internação de muitos loucos além de ter material para estudo&lt;br /&gt;d)     contribuir com a sociedade, livrando-a dos loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.      O texto O Alienista de Machado de Assis é um conto cuja estrutura textual possui características:&lt;br /&gt;a) descritivas      b) opinativas         c) narrativas         d) fabulística&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.      O canal onde veicula esse tipo de texto é:&lt;br /&gt;a) jornal           b) internet             c) revista              d) livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Normalmente os textos dialogam entre si.  Ao lermos um texto temos referências de outro ou outros textos.  Isso se chama intertextualidade.  Existe uma relação de semelhança entre o texto a Cartomante e o Alienista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise lingüística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. . Indique a frase empregada no sentido denotativo&lt;br /&gt;a)        Isso  vira o juízo de qualquer um.&lt;br /&gt;b)     Estou feito viúva de marido vivo. &lt;br /&gt;c)       O meu objetivo na casa verde é estudar profundamente a loucura.&lt;br /&gt;d)     Quem vê cara não vê coração&lt;br /&gt;2. Explique o sentido de todas as frases da questão anterior.&lt;br /&gt;3. Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a)      A caridade é o que move o meu coração.- A expressão em destaque funciona como pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquilo.&lt;br /&gt;b)       “ Se a vereança de Itaguaí topar, faço uma casa e interno nela todos os loucos da cidade e da região.” – a expressão em destaque funciona como pronome pessoal do caso oblíquo.&lt;br /&gt;c)      “ Se a vereança de Itaguaí topar, faço uma casa e interno nela todos os loucos da cidade e da região.” - A expressão em destaque funciona como artigo definido, pois acompanha o substantivo loucos.&lt;br /&gt;d)      “Inicialmente classificou-os conforme o grau de tolerância” – A expressão em destaque funciona como pronome pessoal do caso oblíquo e se refere aos loucos.&lt;br /&gt;4. Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a)      “Quando sua esposa voltou de viagem, Simão achou-a doente mental e internou-a na casa verde, sem escrúpulos.”  - A expressão em destaque estabelece na frase relação de lugar e é uma conjunção adverbial de lugar.&lt;br /&gt;b)       Quando “sua esposa voltou de viagem, Simão achou-a doente mental e internou-a na casa verde, sem escrúpulos.”  - A expressão em destaque funciona como pronome pessoal do caso oblíquo, pois refere-se a esposa de Simão dona Evarista.&lt;br /&gt;c)       “ Então concluiu que o único doente da cidade era ele e liberou os demais e internou-se na casa verde definitivamente” – a expressão em destaque é um pronome pessoal do caso reto e refere-se ao Simão Bacamarte.&lt;br /&gt;d)      “Isso parece com a confusão das línguas na torre de Babel.  Venha nos visitar e verás com os próprios olhos, padre!” – A expressão em destaque funciona com pronome demonstrativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a)      Então concluiu que o único doente da cidade era ele e liberou os demais e internou-se na casa verde definitivamente – A expressão em destaque é uma conjunção integrante, pois está antecedida de verbo.&lt;br /&gt;b)      Isso provocou indignação na população que nada fez para lhe contestar. – A expressão em destaque funciona como pronome relativo, pois está antecedido de substantivo e poderia ser substituída por a qual.&lt;br /&gt;c)      O padre Lopes confessou que não imaginava haverem tantos loucos – A expressão em destaque é um pronome interrogativo, pois está no início de uma pergunta.&lt;br /&gt;d)     Casou-se com uma viúva, de 25 anos, conhecida como D. Evarista da Costa e Mascarenhas, a qual ele, enquanto médico, supunha possuir todas as condições fisiológicas e anatômicas possíveis para procriar. – A expressão em destaque funciona como preposição, pois não pode ser substituída por a fim de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção Textual&lt;br /&gt;1.      Aparentemente preocupado com a questão da sanidade mental Simão Bacamarte construiu a casa verde onde internou todos os loucos e os tidos como loucos.  Imagine que na essência a intenção verdadeira tenha sido a de conseguir verbas públicas para enriquecer.  Imagine o que Simão pensou ao longo do seu projeto, desde o início até o final&lt;br /&gt;2.      Faça o resumo da história.&lt;br /&gt;3.      “Estou feito viúva de marido vivo”.  Imagine o que D. Evarista decidiu fazer para resolver essa questão e faça um texto narrativo tentando evidenciar as causas que levaram-na ao hospício.&lt;br /&gt;4.      Imagine o que antes de internar o amigo Crispim  tenha havido uma discussão.  Relate o teor dessa conversa, usando diálogos.&lt;br /&gt;5.      Imagine que Crispim tenha lhe dito que o único louco da Cidade era o Simão.  Pensativo ele ficou com isso.  Faça um monólogo do que Simão pensou antes de liberar todos os loucos e internar-se pessoalmente na casa verde.&lt;br /&gt;6.      Imagine que o padre tenha feito um sermão tentando conclamar a comunidade para se unir ante os absurdos cometidos por Simão o qual recebeu muito poder e cometeu diversos abusos de autoridade.  Qual seria o teor desse discurso.&lt;br /&gt;7.      Imagine a situação anterior que levou o segundo louco a internação. Conte a sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 3&lt;br /&gt;O enfermeiro&lt;br /&gt;Narrador 1. – Essa história que vamos representar é uma adaptação do conto de Machado de Assis, chamado: O enfermeiro.  Nela o autor busca desvelar a verdadeira condição humana.  A principal temática de suas obras é a essência e a aparência.  Um sujeito aparentemente bom pode esconder dentro de si uma alma assassina.&lt;br /&gt;N – No ano de 1860, no mês de agosto, recebeu o padre de Niterói uma carta de um colega do interior solicitando a indicação de um enfermeiro que quisesse vir ao interior, cuidar do coronel Felisberto, mediante um bom ordenado.&lt;br /&gt;E – Aceitei a indicação, pois precisava muito do dinheiro; além disso, já estava cheio de copiar fórmulas religiosas em troca de casa e comida.  Segui para a vila.  Só quando lá cheguei que soube da má fama do paciente.  Diziam-me que ele consumia mais enfermeiros do que remédios.Respondi que não tinha medo de gente sã, menos ainda de doentes; e sou bastante paciencioso.&lt;br /&gt;E – Bom dia.&lt;br /&gt;c- Bom dia.&lt;br /&gt;E – Como vai o senhor?&lt;br /&gt;c-  Mal, mal, acho que não duro muito.  Finalmente terei alguém competente para me cuidar.  Sabe os outros enfermeiros não prestavam:  dormiam no serviço, respondiam, e andavam de fara com as empregadas. Dois deles eram até gatunos.&lt;br /&gt;C -—   Você é gatuno?&lt;br /&gt;E          -    Não, senhor.&lt;br /&gt;c- - Qual o seu nome?&lt;br /&gt;E - Procópio José Gomes Valongo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N- Viveram por oito dias em lua de mel.Com uma relação tranqüila.  Porém passado esse período começaram- se as discussões. O coronel não deixava o enfermeiro nem dormir, e oferecia-lhe constantemente uma chuva de impropérios. Tudo Tudo impertinência da moléstia e temperamento. A moléstia era um rosário.  Padecia de aneurisma, de reumatismo e de três ou quatro afecções menores. Tinha perto de sessenta anos, e desde os cinco toda a gente lhe fazia as vontades. Se fosse só rabugento, vá, mas ele era também mau, deleitava-se com a dor e a ação dos outros. No fim do mês o enfermeiro estava determinado em ir embora  Só aguardava ocasião que não tardou.  Um dia por não estar o enfermeiro imediatamente disponível para fomentar-lhe as pernas , tascou-lhe, o coronel uns dois ou três golpes de bengala.&lt;br /&gt;c- Procópio, venha até aqui, imediatamente.&lt;br /&gt;E- Já vou, coronel, Já vou.&lt;br /&gt;C-  Seu incompetente.  Dorminhoco.  Que estavas fazendo?&lt;br /&gt;E- Isso, já foi demais.  Estou me demitindo.  Vire-se&lt;br /&gt;C-  Por favor.  Não vá.   Desculpa-me.  Isso são coisas de um velho doente.  Estou na dependura, Procópio. Não posso viver muito tempo. Estou com o pé na cova. E você há de ir ao meu enterro, Procópio; não o dispenso por nada. Há de rezar ao pé da minha sepultura. Se não for (acrescentou rindo), eu voltarei de noite para puxar as suas pernas. Você crê em a1ma do outro mundo, Procópio?&lt;br /&gt;E—      Qual o quê!&lt;br /&gt;C—     E por que é que não há de crer, seu burro?&lt;br /&gt;N  - Eram assim as pazes; imagine a guerra.   Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram cada vez piores. Com o tempo Procópio foi calejando: burro, pedaço d’asno, idiota, moleirão.  Estava  sozinho para um dicionário inteiro.  Resolveu sair, mas o vigário pediu para que ficasse até arranjar substituto. E assim foi ficando.  As relações foram se tornando cada vez mais melindrosas.  . O coronel estava pior, fez testamento, descompôs o tabelião .  No princípio de agosto, Procópio resolveu, definitivamente, sair; o vigário e o médico, aceitando as razões, pediram-lhe para que ficasse algum tempo mais.  Concedeu-lhes um mês; no fim de um mês iria embora, qualquer que fosse o estado do doente. O vigário tratou de procurar substituto. Mas na noite de vinte e quatro de agosto, o coronel teve um acesso de raiva.&lt;br /&gt;c_ Seu vadio, dormindo em serviço. Pago-lhe bem para me cuidar.  Vou te dar um tiro.  Onde já se viu me trazer um mingau frio desse jeito.  Incompetente.&lt;br /&gt;N- Passaram-se algumas horas e Procópio lia um livro de bolso  a uma pequena distância da cama, pois teria que lhe dar  a meia noite  o remédio.  Porém, o cansaço fê-lo dormir. Acordou com os gritam do coronel, que lhe atirou uma moringa. Não teve tempo de se desviar&lt;br /&gt;E – Seu calhorda, desgraçado.  Agora, você me paga.&lt;br /&gt;Luta&lt;br /&gt;E – Meus Deus!  Matei o homem. O que é que eu faço!.   Por favor, acorde.  Não. Não pode ser.  “Maldita a hora em que aceitei semelhante coisa!”  Também o padre, o médico, o vigário tinham que me obrigar a ficar aqui.  Maldição.  Agora vou ser punido.  Meu Deus! Está amanhecendo.   O que é que eu faço.  Já sei.  Vou chamar o criado que e cego, vou vesti-lo disfarçando a nossa luta e vou comunicar o vigário da morte do coronel.  Depois, vou embora.....Não. Não. Não posso ir embora.  Isso vai levantar suspeita sobre mim.  Vou ficar.&lt;br /&gt;n_ Preparou o defunto com o auxílio do criada  Tinha medo de que o descobrissem, mas buscou se controlar:&lt;br /&gt;Povo —       Coitado do Procópio! Apesar do que padeceu, está muito sentido.&lt;br /&gt;N- Pareceu-lhe ironia; estava ansioso por ver tudo acabado. Saíram  à rua. A passagem da meia-escuridão da casa para a claridade da rua deu-lhe um grande abalo; receou que fosse impossível ocultar o crime. Meteu os olhos no chão, e foi andando. Quando tudo acabou, respirou. Estava em paz com os homens. Não o estava com a consciência e as primeiras noites foram naturalmente de desassossego e aflição.  Logo que pode mudou-se para o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Povo—Deixa lá o outro que morreu.  Não é caso para tanta melancolia.&lt;br /&gt;E- Coitado do Coronel um homem tão bom&lt;br /&gt;N – Após alguns dias recebeu Procópio uma carta do Escrivão dizendo que o coronel o havia deixado como único herdeiro.  Inicialmente, pensou em recusar a herança, porém, pensou que isso levantaria suspeita.&lt;br /&gt;E-  Já sei.  Vou distribuir tudo aos pobres.&lt;br /&gt;Irmão—       Quanto tinha ele?&lt;br /&gt;E —    Não sei, mas era rico.&lt;br /&gt;I—  Realmente, provou que era teu amigo.&lt;br /&gt;E— Era... era...&lt;br /&gt;N-  Assim a caminho da vila Procópio ia se preparando para receber a herança.&lt;br /&gt;E – Não matei o homem.  Ele ia morrer mesmo.  Eu apenas me defendi.  Ele ia me matar.  Ele estava mesmo muito doente, ele mesmo dizia que estava aos pés da cova.&lt;br /&gt;N – Assim o padre da vila lhe recebeu:&lt;br /&gt;Padre:  -  Teus sacrifícios foram recompensados.  O coronel era um homem bom.&lt;br /&gt;E— Sem dúvida.&lt;br /&gt;Padre – Fostes muito dedicado.&lt;br /&gt;E – Não fiz mais do que minha obrigação&lt;br /&gt;P— Falando a verdade o coronel era um diabo.&lt;br /&gt;E – Era a doença.&lt;br /&gt;N- Passaram-se os meses e Procópio converteu os títulos da herança em dinheiro.&lt;br /&gt;E – Eu mereço ficar com esse dinheiro.  Afinal, comi o pão que o diabo amassou com o coronel.   Não vou distribuir todo esse dinheiro aos pobres.  Eu não o matei.  Foi apenas uma fatalidade.  A verdade é que ele iria morrer mesmo.  Vou mandar rezar-lhe uma missa. Tenho direito a essa herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura de 0 Enfermeiro&lt;br /&gt;        Levantamento de hipóteses sobre o título: O Enfermeiro.  Do que o texto vai tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura Expressiva do texto:&lt;br /&gt;        Em grupos de 08 componentes distribuam os papéis e façam a leitura expressiva do texto.  Socialização das leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras atividades de leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e o que é dito posteriormente.&lt;br /&gt;a) “O coronel não deixava o enfermeiro nem dormir, e oferecia-lhe constantemente uma chuva de impropérios”   As expressões em destaque estão em sentido conotativo e significam um monte de palavrões.&lt;br /&gt;b) Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram cada vez piores. Com o tempo Procópio foi calejando: burro, pedaço d’asno, idiota, moleirão.  A expressão em destaque significa livrou-se&lt;br /&gt;c) Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram cada vez piores. Com o tempo Procópio foi calejando: burro, pedaço d’asno, idiota, moleirão.  A expressão em destaque significa  carinho.&lt;br /&gt;d) Coibiu-se das bengaladas; mas as injúrias ficaram cada vez piores. Com o tempo Procópio foi calejando: burro, pedaço d’asno, idiota, moleirão.  A expressão em destaque significa  tornar-se duro, insensível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Indique a alternativa  que não está contida no texto:&lt;br /&gt;a)      O enfermeiro não matou o coronel.&lt;br /&gt;b)     O coronel era um homem muito difícil&lt;br /&gt;c)      A relação entre o coronel e o enfermeiro foi tranqüila só nos primeiros oito dias.&lt;br /&gt;d)     O enfermeiro se tornou herdeiro do coronel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Indique a alternativa cuja idéia está contida no texto.&lt;br /&gt;a)      o coronel tratava bem os enfermeiros&lt;br /&gt;b)      O coronel era um homem muito querido&lt;br /&gt;c)       O coronel deixou o enfermeiro como herdeiro&lt;br /&gt;d)      O coronel teve morte natural.&lt;br /&gt; 4. Quanto à morte do coronel, indique a alternativa que não condiz com o texto:&lt;br /&gt;a.     o coronel foi assassinado&lt;br /&gt;b.     a comunidade não percebeu o crime.&lt;br /&gt;c.     O assassino foi descoberto&lt;br /&gt;d.     Procópio assassinou o coronel em um acesso de raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Quanto ao assassino, indique a alternativa que não condiz  com o texto:&lt;br /&gt;a)      Movido pelo impulso, acabou matando o coronel&lt;br /&gt;b)      Matou propositalmente o coronel para ficar com a herança&lt;br /&gt;c)      Após o enterro, estava em paz com os homens, mas não com a consciência.&lt;br /&gt;d)      Justificou-se e ficou com a herança do coronel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Por que Procópio estava ansioso por ver tudo acabado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Esse conto de Machado de Assis possui estrutura narrativa.  Identifique os principais elementos constitutivos de uma narrativa e como eles se evidenciam no texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Indique a frase que melhor justifica o assassino&lt;br /&gt;a)      Eu mereço ficar com esse dinheiro&lt;br /&gt;b)      Comi o pão que o diabo amassou&lt;br /&gt;c)      Eu não o matei, foi apenas uma fatalidade&lt;br /&gt;d)      Ele ia morrer mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Qual o objetivo do autor do texto:&lt;br /&gt;a)      Revelar o verdadeiro assassino&lt;br /&gt;b)      Mostrar a verdadeira essência do ser humano&lt;br /&gt;c)      Questionar as atitudes do Procópio&lt;br /&gt;d)      Refletir sobre as enfermidades humanas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Indique a alternativa cuja frase encontra-se em sentido conotativo da língua.&lt;br /&gt;a)      “Eu não o matei”&lt;br /&gt;b)      “Foi uma fatalidade”&lt;br /&gt;c)      “Comi o pão que o diabo amassou”&lt;br /&gt;d)      “A verdade é que ele iria morrer mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Indique a alternativa cuja frase encontra-se em sentido denotativo da língua&lt;br /&gt;a)      “Diziam-me que ele consumia mais enfermeiros do que remédios.”&lt;br /&gt;b)      “Viveram por oito dias em lua de mel”&lt;br /&gt;c)      “Comi o pão que o diabo amassou”&lt;br /&gt;d)      “Tenho direito a essa herança”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise Lingüística de o enfermeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.  Assinale a alternativa em que não há relação de coerência entre a frase e a alternativa posterior.&lt;br /&gt;a)     Recebeu o padre de Niterói uma carta de um colega do interior solicitando a indicação de um enfermeiro que quisesse vir ao interior, cuidar do coronel Felisberto – A expressão em destaque na frase funciona como pronome relativo e poderia ser substituído por o qual.&lt;br /&gt;b)     Diziam-me que ele consumia mais enfermeiros do que remédios – A expressão em destaque funciona como conjunção integrante, pois é antecedida de verbo.&lt;br /&gt;c)      Um dia por não estar o enfermeiro imediatamente disponível para fomentar-lhe as pernas – A expressão em destaque funciona como conjunção adverbial final e pode ser substituído por a fim de.&lt;br /&gt;d)     Aceitei a indicação, pois precisava muito do dinheiro .  A expressão em destaque funciona como conjunção adversativa e pode ser substituída por entretanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção Textual&lt;br /&gt;1.      Ao modo machadiano, imagine que o Coronel Felisberto tenha cumprido sua promessa de atormentá-lo todas  as noites.  Relate esses pesadelos em uma narrativa.&lt;br /&gt;2.      Atormentado pelas aparições noturnas, Procópio fica desesperado.  Imagine o que ele pensa e sente e faça um monólogo.&lt;br /&gt;3.      Imagine que os padres mantenham correspondência regular entre si.  Imagine o teor da carta que o padre do interior escreveu para o padre da capital tentando conseguir substituto para Procópio, imagine o que ele escreveu, qual o teor dessa carta.&lt;br /&gt;4.       Imagine qual seria a história caso o assassinato fosse descoberto.  Como seria essa nova história.&lt;br /&gt;5.      Imagine que, durante o velório, duas vizinhas tenham visto as marcas do estrangulamento e transcreva o possível diálogo que se travou entre as duas.&lt;br /&gt;6.      Imagine o teor do sermão do padre durante o enterro&lt;br /&gt;7.       Imagine o teor do sermão do padre durante o enterro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto 4&lt;br /&gt;            Teatro de Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis.&lt;br /&gt;(Um aluno entra em cena e lê:&lt;br /&gt;AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER&lt;br /&gt;DEDICO COMO SAUDOSA LEMBRANÇA ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS)   Esse livro parece bom.  Vejamos o que diz mais adiante o escritor:&lt;br /&gt;            Caro leitor confesso que não sou nenhum  Stendhal, mas espero que pelo menos alguns poucos leitores leiam esse livro.  Escrevi-o com a pena da galhofa e a tinta da melancolia. Uns poderão gostar dele, outros dirão que não passa de romance.  Mas do fundo do coração espero agradá-lo ou então, simplesmente, adeus.&lt;br /&gt;                        Cena 2.  Um defunto deitado dentro de um caixão ao redor as pessoas conversam,  ...  Dali a pouco o defunto senta e diz:&lt;br /&gt;            - ALGUM TEMPO hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Como normalmente se começa pelo nascimento decidi adotar um método novo: minha morte.&lt;br /&gt;Eu Brás Cubas morri, às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos!&lt;br /&gt;Verdade é que não houve muitos comunicados, além disso, chovia muito na hora do enterro.   Não sei como, mas um desses amigos quis fazer uso da palavra naquele momento e fez um discurso inflamável.&lt;br /&gt;( Brás deita-se novamente e o amigo aproxima-se do caixão e diz):&lt;br /&gt;-                                             Vocês que conheceram esse querido amigo sabem que sua partida é uma perda irreparável e até a natureza esta chorando em função de tamanha perda.  É um louvor sublime ao nosso ilustre finado”   ( aplausos – o morto senta no caixão e diz:)&lt;br /&gt;-                                              Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei.&lt;br /&gt;Assistiam também ao meu funeral três distintas senhoras:  Minha irmã, minha sobrinha e a terceira, que apesar de não ser parenta, padeceu muito mais a minha partida. Não que chorasse convulsivamente, mas dizia baixinho:&lt;br /&gt;-"Morto! morto!".&lt;br /&gt;Morri de pneumonia.  Já lhes conto o caso: um dia de manhã, estando a passear na chácara? Tive a idéia de criar um medicamento destinado a aliviar a melancolia da humanidade tratava-se de um emplastro anti-hipocondríaco.  Escrevi extensa carta ao governo chamando a atenção do governo para esse resultado, verdadeiramente cristão.  É claro, e agora que estou do outro lado da vida posso confessar,  que ganharia grandes vantagens financeiras caso o governo comprasse o tal remédio para distribuir a população.  Orgulhava-me de ver no rótulo das embalagens as três palavras: Emplasto Brás Cubas. Mas “Quem não sabe que ao pé de cada bandeira grande, pública, ostensiva, há muitas vezes várias outras bandeiras modestamente particulares, que se hasteiam e flutuam à sombra daquela, e não poucas vezes lhe sobrevivem?”&lt;br /&gt;            Mas voltando a minha morte.  Estava eu ocupadíssimo em preparar e apurar a minha invenção quando recebi em cheio um golpe de ar; adoeci logo, e não me tratei.  Tinha o emplasto no cérebro.  Não pensava em mais nada, achava-me imortal. No outro dia estava pior; tratei-me enfim, mas incompletamente sem método, nem cuidado, nem persistência; tal foi a origem do mal que me trouxe à eternidade. Sabem já que morri numa sexta-feira, dia aziago, e creio haver provado que foi a minha invenção que me matou.&lt;br /&gt;            Ainda antes de morrer me despedi de uma mulher, muito discreta, que serviu-me de amante por muitos e muitos anos e que finalmente visitou-me quando eu já estava morrendo. Lembro do dia em que apareceu á porta do meu quarto. Chamava-se Virgília. Estava pálida, comovida, trajada de preto.  Fazia dois anos que não nos víamos mais.  Fiquei muito feliz.  Voltou-me, por alguns instantes, a chama da felicidade de outrora, mas logo a realidade dominou o presente. Disse-lhe:&lt;br /&gt;-                                             Anda visitando os defuntos?&lt;br /&gt;-                                             Ora, defuntos! ( E depois de me apertar as mãosJ  Ando a ver se ponho os vadios para a rua.&lt;br /&gt;-                                             Minha Querida! Estou para morrer.&lt;br /&gt;-                                              Morrer, onde já se viu. Olhe que não volto mais. Morrer! Todos nós havemos de morrer; basta estarmos vivos.  ( E vendo o relógio)  Jesus! São três horas. Vou-me embora.&lt;br /&gt;-                                              Já?&lt;br /&gt;-                                              Já; virei amanhã ou depois.&lt;br /&gt;-                                              Não sei se faz bem, retorqui; o doente é um solteirão e a casa não tem senhoras...&lt;br /&gt;-                                               Sua mana?&lt;br /&gt;-                                              Há de vir cá passar uns dias, mas não pode ser antes de sábado.&lt;br /&gt;-                                              Sabes de uma coisa então virei cuida-lo.  Estou velha e ninguém há de reparar em mim.  Mas para cortar as dúvidas trarei me filho para morar conosco.&lt;br /&gt;Narrador- Assim se fez. Nhonhô era um bacharel, único filho de Virgília.  Aos cinco anos ele fora cúmplice inconsciente dos amores de Virgília e Brás. &lt;br /&gt;            Brás-  Depois disso, apesar dos cuidados e do amor que me acalentava começaram os delírios nos quais pude ver com clareza os dois lados da vida: delícias e misérias , mas de repente ambas se misturavam-se e eu via o amor multiplicando a miséria e a, a cólera, a inveja, a cobiça,  a ambição , a fome, a melancolia, a riqueza , e tantos outros sentimentos que fazem parte da condição humana.&lt;br /&gt;            . Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília; Virgília foi o meu grão pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 18 05, em que nasci.&lt;br /&gt;            NAQUELE DIA , a árvore dos Cubas brotou uma graciosa flor. Nasci; recebeu-me nos braços a Pascoala, insigne parteira minhota, que se gabava de ter aberto a porta do mundo a uma geração inteira de fidalgos. Não é impossível que meu pai lhe ouvisse tal declaração; creio,todavia, que o sentimento paterno é que o induziu a gratificá-la com duas meias dobras. Lavado e enfaixado, fui desde logo o herói da nossa casa. Cada qual prognosticava a meu respeito o que mais lhe quadrava ao sabor. Meu tio João, o antigo oficial de infantaria? achava-me um certo olhar de Bonaparte, cousa que meu pai não pode ouvir sem náuseas; meu tio Ildefonso, então simples padre, farejava-me cônego.&lt;br /&gt;Meu pai respondia a todos que eu seria o que Deus quisesse; e alçava-me ao ar, como se intentasse mostrar-me à cidade e ao mundo; perguntava a todos se eu me parecia com ele, se era inteligente, bonito.E foi assim que cresci; cresci naturalmente como crescem as magnólias Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de "menino diabo"; e verdadeiramente não era outra cousa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na minha educação sofri influencia de vários parentes, mas não esqueci de um tio que sempre me levava para passear e na adolescência.  Levou-me num passeio para ver as pernas das moças lavadeiras. Mas complicado foi quando me apaixonei por uma cortesã chamada Marcela a qual amou-me durante quinze meses e onze contos de réis;&lt;br /&gt;nada menos. Meu pai, logo que soube dos onze contos,&lt;br /&gt;sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um&lt;br /&gt;capricho juvenil. Então disse-me:Deita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai- Vais para a Europa; vais cursar uma&lt;br /&gt;Universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e&lt;br /&gt;não para arruador e gatuno.&lt;br /&gt;Brás adolescente – Gatuno, eu?&lt;br /&gt;Pai- Gatuno sim senhor. Não é outra coisa um filho que me faz isso. &lt;br /&gt;Narrador – Sacou da algibeira os títulos já resgatados.&lt;br /&gt;Pai -Vês, peralta? é assim que um moço deve zelar o&lt;br /&gt;nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em&lt;br /&gt;casas de jogo ou a vadiar pelas ruas? Pelintra! Desta vez ou tomas&lt;br /&gt;juízo, ou ficas sem cousa nenhuma.&lt;br /&gt;Narrador- O pai estava furioso, mas Brás logo pensou em dar um jeito de levar Marcela consigo para Europa. Foi falar com a moça&lt;br /&gt;-         Marcela, meu amor, sobrevieram me alguns contratempos e tenho que ir estudar na Europa.  Quero que venhas morar comigo.&lt;br /&gt;-         Eu não.&lt;br /&gt;-          Por que não?&lt;br /&gt;-          Não posso,não posso ir respirar aqueles&lt;br /&gt;ares, enquanto me lembrar de meu pobre pai, morto por Napoleão . . .&lt;br /&gt;            (Defunto)&lt;br /&gt;-         Em vão implorei.  Ela nem me ouviu. Assim tristonho embarquei no navio disposto a suicidar-me, mas o capitão parece que adivinhava-me os pensamentos e não me abandonava nem sequer alguns instantes.  Levou-me para conhecer a sua esposa tísica que acabou morrendo e sendo lançada ao mar.  A simples cena do corpo sendo lançado ao mar, destituiu-me da idéia do suicídio.  Cheguei a universidade e me formei um bacharel medíocre, pois dedicava pouco do meu tempo aos estudos.  Estava formado quando recebi uma carta de meu pai na qual dizia:&lt;br /&gt;Brás adulto_  Volte logo, sua mãe está muito mal. &lt;br /&gt;-         Defunto levanta- Voltei, mas mamãe acabou morrendo.  Meu pai tentando conformar-me decidiu que era hora de marcar noivado e assumir vida política.  Para isso, arranjou-me uma noiva chamada Virgília, e queria direcionar-me a política.  Mas Virgília não era nem uma santa.  Tratou de arranjar logo um pretendente mais velho e preparado para o cargo político, mas nem por isso deixou de ser companheira fiel de cama durante as longas ausências do marido, Lobo Neves,em função do cargo de deputado.&lt;br /&gt;Como meu namoro com Virgília não deu certo, conheci Eugenia , uma moça linda e formosa.  Estava a cortejando, quando de repente percebi que a moça tinha um pequeno defeito de natureza.  Era coxa.  Então pensei como Deus pudera se tal cruel de colocar uma perna coxa em uma moça de feições tão lindas.  A descoberta da deficiência gerou-me ojeriza e nunca mais visitei a moça.  Meu pai ao saber de seus planos frustrados desiludiu-se da via e em oito dias faleceu..  Assim, consegui  conhecer a minha irmã com quem passei a herdar. &lt;br /&gt;Anos mais tarde, encontrei Luis Dutra, primo de Virgília:&lt;br /&gt;-         Sabes quem chegou de São Paulo, hoje? Isso mesmo minha prima Virgília, casada com o Lobo Neves.&lt;br /&gt;-Ah!&lt;br /&gt;-         E só hoje é que eu soube uma cousa, seu maganão.&lt;br /&gt;-          Que foi?&lt;br /&gt;-          Que você quis casar com ela.&lt;br /&gt;-          Idéias de meu pai. Quem lhe disse isso?&lt;br /&gt;-          Ela mesma. Falei-lhe muito em você, e ela então contou-me tudo.&lt;br /&gt;( Defunto)&lt;br /&gt;No dia seguinte, estando na Rua do Ouvidor, à porta da tipografia do&lt;br /&gt;Plancher, vi assomar, a distância uma mulher esplêndida. Era ela; só a&lt;br /&gt;reconheci a poucos passos, tão outra estava, a tal ponto a natureza e a&lt;br /&gt;arte lhe haviam dando o último apuro. Cortejamo-nos; ela seguiu;&lt;br /&gt;entrou com o marido na carruagem, que os esperava um pouco acima;&lt;br /&gt;fiquei atônito.&lt;br /&gt;Oito dias depois encontrei-a num baile;  Depois de um tempo estávamos amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Agora que já não faço parte desse mundo tenho prazer em confessar as  minhas  fraquezas.&lt;br /&gt;Certa vez, Lobo Neves, marido de Virgília, chamou-me a sua casa para me falar.  Confidenciou-me intimamente  que desconfiava da esposa.  Causou-me desconforto a revelação, mas imediatamente tratei de ressaltar as qualidades de Virgília.    Como pude ser tão mesquinho.! Ai, ai, ai ia ai!  E não foi só isso acabo de me lembrar de outro fato que evidencia um pouco das minhas mazelas.  Já lhes conto.&lt;br /&gt;  Certa feita, achei um envelope no qual continha um bilhete e meio conto de reis,  sem pestanejar, imediatamente remeti o bilhete para o dono que o havia perdido.  Esse quando soube que eu havia lhe devolvido o bilhete juntamente com o dinheiro, louvou-me muito a honestidade.  Porém em outro dia,  estava eu a andar pela praia quando encontrei um embrulho no qual continha cinco contos de réis.  Tratava-se de uma fortuna, eu era rico, mas mesmo assim nem procurei saber a procedência do dinheiro.  Enfiei-o na algibeira e aumentei o patrimônio sem ao menos pestanejar.  Conto-lhes essas coisas, pois agora, posso mostrar-lhes verdadeiramente a minha essência.&lt;br /&gt;Outro fato passou-me agora pela memória:  Foi o fato de D. Plácida , uma pessoa honrada  e cheia de princípios aceitar o presente de uma casa com a condição de  servir de álibi para nossa traição .  Verdade seja dita.  Todos nós somos corruptíveis, temos nosso preço.&lt;br /&gt;Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da minha miséria.&lt;br /&gt;( O mesmo leitor do início diz:  Só na morte revelamos nossa verdadeira essência, pois nessa sociedade vivemos de aparências.  Gostei)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pré-leitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;br /&gt;        Levantamento de hipóteses sobre o título: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Do que o texto vai tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura Expressiva do texto:&lt;br /&gt;        Em grupos de 8 componentes distribuam os papéis e façam a leitura expressiva do texto.  Socialização das leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras atividades de leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.       Qual a temática desenvolvida pelo escritor Machado de Assis?&lt;br /&gt;2.      Por que o autor usou da estratégia de fazer o narrador defunto?&lt;br /&gt;3.      Você também acredita que na nossa sociedade vivemos mais das aparências?&lt;br /&gt;4.      Como são as suas relações de convivências?&lt;br /&gt;5.      Brás não era um sujeito totalmente honesto.  Como isso se evidencia no texto em que situações e por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise Lingüística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 “ Em vão implorei.  Ela nem me ouviu. Assim tristonho embarquei no navio disposto a suicidar-me, mas o capitão parece que me adivinhava os pensamentos e não me abandonava nem sequer alguns instantes.  Levou-me para conhecer a sua esposa tísica que acabou morrendo e sendo lançada ao mar.”  Passe a frase para a 3ª pessoa do discurso fazendo os ajustes de concordância necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6  “O pai estava furioso, mas Brás logo pensou em dar um jeito de levar Marcela consigo para Europa. Foi falar com a moça&lt;br /&gt;-         Marcela, meu amor, sobrevieram me alguns contratempos e tenho que ir estudar na Europa.  Quero que venhas morar comigo.&lt;br /&gt;-         Eu não.&lt;br /&gt;-          Por que não?&lt;br /&gt;Não posso,não posso ir respirar aqueles ares, enquanto me lembrar de meu pobre pai, morto por Napoleão”. . .Passe os períodos para o discurso direto fazendo os ajustes necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogos entre textos.&lt;br /&gt;a.      Existem relações  de semelhança entre os textos. Quais são e como se  manifestam?&lt;br /&gt;b.      Faça uma resenha crítica  tentando comprovar como a questão da essência e aparência perpassa as obras machadianas.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-8099027370236975861?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/8099027370236975861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=8099027370236975861&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/8099027370236975861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/8099027370236975861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2008/06/essencia-e-aparencia-em-obras-de_06.html' title='A Essência e a Aparência em Obras de Machado de Assis'/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5950082490067839803.post-9016283747011660313</id><published>2008-06-06T13:13:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T17:32:14.886-07:00</updated><title type='text'>Preparando a leitura dos Clássicos no Ensino Fundamental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Buscando estimular a leitura de autores consagrados da Literatura Brasileira e ,nesse ano, em especial a leitura de obras de Machado de Assis adaptei para leitura expressiva algumas obras de Machado de Assis, as quais servem também de pretexto para estudo dos textos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Penso que assim estarei mediatizando e criando oportunidade de entender esse tão renomado escritor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para estudar profundamente as obras desse escritor temos que ter em mente as características sempre presentes em suas obras.  O hábito de dialogar com os leitores, o humor e sua temática sempre recorrente que é a questão da essência e da aparência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A leitura das adaptações das obras de Machado de Assis que fiz permitem que os leitores percebam como a questão temática se evidencia nas obras.  Por trás de grandes causas quase sempre aparecem outras bandeiras nem sempre tão nobres.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A leitura atenta de: A Cartomante com o triângulo amoroso evidencia as relações sociais geralmente falsas   Uma pessoa amiga pode estar lhe traindo.  O Alienista com o tema da loucura questiona a sociedade atual, nessa nossa nossa sociedade de consumo, quem é efetivamente louco?   No Enfermeiro o tema é retomado.  Por trás de uma alma boa pode se esconder um instinto assassino.  E em Memórias Póstumas de Brás Cubas a questão da essência e da aparência  vem a tona com muito mais força.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro a estratégia de usar o recurso do defunto autor &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5950082490067839803-9016283747011660313?l=didatizandoalinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/feeds/9016283747011660313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5950082490067839803&amp;postID=9016283747011660313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/9016283747011660313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5950082490067839803/posts/default/9016283747011660313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didatizandoalinguagem.blogspot.com/2008/06/preparando-leitura-dos-classicos-no.html' title='Preparando a leitura dos Clássicos no Ensino Fundamental'/><author><name>Elaine Walker</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10223559421336079362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Ua_c8cNgiVk/Sask5jce7KI/AAAAAAAAABo/NPv9U7Bwo88/S220/DSC_0184.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
