domingo, 15 de outubro de 2017

Por que a guerra é inevitável ?–Tulio Milman – ZH 15/08/2017.

Paralelamente ao desgaste interno, Trump teve entre seus maiores apoiadores de campanha os magnatas da indústria bélica.

No silêncio das madrugadas da Casa Branca, Donald Trump torce pelo pior. O presidente americano está sem ar. Cada vez que abre a boca, o mundo desaba. Pouco importa o que diz, nunca tem razão. A História é repetitiva. Nós é que não temos memória. Quando governos começam a desmoronar, precisam dar sinais de força. Nada melhor do que usar a força contra um inimigo que ameace o modo americano de viver. Ou que pareça ameaçar, como o Iraque nos tempos de Bush. 
 A Coreia do Norte é um presente de Natal antecipado para Trump. Ou a Venezuela, ou o Irã. Temer que se cuide.   A sensação é de que o presidente está, nesses dias, escolhendo qual o inimigo mais adequado, aquele que mostrará ao mundo e aos americanos que com Trump não se brinca. 
Paralelamente ao desgaste interno, Trump teve entre seus maiores apoiadores de campanha os magnatas da indústria bélica, que investe bilhões em pesquisa e em novas armas. Tudo o que eles querem é testá-las. E vendê-las.
            Munição tem prazo de validade. A máquina militar americana não pode parar. Anotem aí. É só uma questão de tempo. E de outras declarações infelizes que precisem ser esquecidas, como a mais recente, sobre as manifestações racistas na Virgínia. 
Quando os "nossos rapazes" embarcarem para os combates, haverá protestos em Nova York, Washington e na Califórnia. Mas quem decidiu a eleição foi um outro tipo americano. Esses homens tementes a Deus e provedores de suas famílias baterão palmas. Talvez, silenciosamente.  Nada como uma guerra depois da outra para dar uma virada no astral.

1. Leia as afirmativas a seguir e componha a resposta correta assinalando:
I . A tese defendida pelo autor é que a guerra é inevitável porque o presidente sofre um desgaste interno e precisa dar um sinal de força contra um inimigo que ameace o modo de viver americano já que foi financiado pela indústria bélica americana.
II. A guerra vai acontecer.  È uma questão de tempo,  segundo Tulio Milman.
III. O suporte do texto é a Revista Veja.
IV . O inimigo americano já está definido.

a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas.
b) Se somente as alternativas III e IV estiverem corretas
c) Se todas as alternativas estiverem corretas
d) Se somente as alternativas I, II e III estiverem corretas.
e) Se somente as alternativas II e IV estiverem corretas.

2.  Assinale a alternativa que não condiz com as ideias do texto.
a) O presidente americano foi eleito graças ao financiamento da indústria bélica americana.
b) O presidente Donald Trump tem feito declarações muito agradáveis.
 c) a guerra é inevitável porque o presidente sofre um desgaste interno e precisa dar um sinal de força contra um inimigo que ameace o modo de viver americano já que foi financiado pela indústria bélica americana.
d) A indústria bélica precisa testar e vender as novas armas.
e) O estímulo à guerra é uma política americana que já foi usada por George Busch.

3 .Assinale a alternativa que responde melhor a pergunta do título.
a) O presidente Donald Trump tem feito declarações muito infelizes.
b) o Presidente americano precisa incitar a guerra por que as armas tem prazo de validade.
c) O presidente precisa dar um sinal de força contra um inimigo que ameace o modo de viver americano já que foi financiado pela indústria bélica americana.
d) A indústria bélica precisa testar e vender as novas armas.
e) O estímulo à guerra é uma política americana que já foi usada por George Busch.

4.. Leia as afirmativas em relação a frase a seguir e componha a resposta certa assinalando: “A História é repetitiva”
I. O sujeito da frase é o Donald Trump
II. O predicado é:  “é repetitiva”.
III O predicado é verbal
IV. O predicado é nominal

a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas.
b) Se somente as alternativas III e IV estiverem corretas
c) Se todas as alternativas estiverem corretas
d) Se somente as alternativas I, II e III estiverem corretas.
e) Se somente as alternativas II e IV estiverem corretas.

Texto 2
A ameaça de uma bomba atômica está mais viva do que nunca. Os conflitos étnicos mataram quase 200 chineses só no mês de julho. Agora uma boa notícia: a paz mundial pode estar a caminho. Segundo estimativas de pesquisadores, o mundo está bem menos sangrento do que já foi. Cerca de 250 mil pessoas morrem por ano em consequência de algum conflito armado. É bem menos do que no século 20, que teve 800 mil mortes anuais em sua 2ª. metade e 3,8 milhões por ano até 1950.
O que aconteceu? O psicólogo Steven Pinker diz que o aumento do número de democracias ajudou. Assim como a nossa saúde: como a expectativa de vida subiu, temos mais medo de arriscar o pescoço. Até a globalização teria contribuído: um mundo mais integrado é um mundo mais tolerante, diz Pinker.
Revista Superinteressante
5. “Segundo estimativas de pesquisadores, o mundo está bem menos sangrento do que já foi.”  Assinale a alternativa que apresenta paráfrase mais adequada da frase acima, considerado o contexto.
a) O mundo já não está tão catastrófico, é o que provam os pesquisadores com suas estimativas.
b) Os relatórios de pesquisas confirmam a hipótese de que o mundo já foi mais agressivo.
c) A redução do número de mortes na sociedade foi de encontro aos cálculos dos estudiosos.
d) De conformidade com o que estimam os cientistas, a sociedade em geral já foi mais violenta do que hoje.
e) Os cientistas confirmam as estimativas: o mundo já deixou de ser sangrento.

6. É correto afirmar que o objetivo principal do texto é
a) apresentar dados numéricos a respeito do aumento da violência no mundo contemporâneo.
b) demonstrar as causas de mortes violentas a partir do início do século 20 e discutir as reais possibilidades de se resolver um problema que parecia não ter solução.
c) suscitar discussões a respeito do aumento da expectativa de vida após o início das democracias.
d) alertar a respeito do possível fim da paz mundial, considerando a iminente ameaça de bomba atômica.
e) refletir acerca da diminuição da violência no mundo, considerando tanto dados do passado, como alterações no modo de vida contemporâneo.
7. As duas ocorrências dos dois-pontos no segundo parágrafo podem ser substituídas, sem prejuízo do sentido original do texto, respectivamente, por



a) portanto e porém.
b) pois e uma vez que.
c) logo e conquanto.
d) embora e não obstante.
e) porém e porque.




8. “Um mundo mais integrado é um mundo mais tolerante”. Leia as afirmativas relativas a frase anterior e componha a resposta correta assinalando:
I.  A frase é constituída de duas orações.
II. A frase é constituída de uma oração
III. Estamos diante de um período chamado composto
IV Estamos diante de um período simples.

a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas.
b) Se somente as alternativas III e IV estiverem corretas
c) Se todas as alternativas estiverem corretas
d) Se somente as alternativas II e IV estiverem corretas.
e) Se somente as alternativas I, II e III estiverem corretas.

Texto 3
A gentileza é algo difícil de ser ensinado e vai muito além da palavra educação. Ela é difícil de ser encontrada, generosas e desprendidas, que se interessam em contribuir para o bem do outro e da sociedade. É uma atitude desobrigada, que se manifesta nas situações cotidianas e das maneiras mais prosaicas.
SIMURRO, S. A. B. Ser gentil é ser saudável. Disponível em: http://www.abqv.org.br.Acem: 22 jun. 2006 (adaptado).

9. No texto, menciona-se que a gentileza extrapola as regras de boa educação. A argumentação construída
A) apresenta fatos que estabelecem entre si relações de causa e de consequência.
B) descreve condições para a ocorrência de atitudes educadas.
C) indica a finalidade pela qual a gentileza pode ser praticada.
D) enumera fatos sucessivos em uma relação temporal.
E) mostra oposição e acrescenta ideias.

10 . A afirmação: “ È uma atitude desobrigada” refere-se a:


a) gentileza
b) educação
c) pessoas generosas e desprendidas
d) sociedade
e) leitor




Texto 4 - Stop Estupidez - Trio Ir Ao Povo



Às vezes eu fico pensando
O que será da gente
Nas mãos desses homens
Que nem parecem gente
Êta mundo velho
Mundo complicado
Preferem apostar nas guerras
Parece doença
Tá sobrando ódio
Falta consciência
Êta mundo louco
Mundo atrapalhado



Quantos bilhões que são desperdiçados
Destruindo tantas vidas inocentes
Em vez de usá-los no combate ao câncer
No combate à fome de tanta gente
Eu me pergunto o que será que falta
Pro homem acordar de vez
O amor grita
Stop estupidez




Paz, precisamos de paz
O mundo está carente de paz
E mais humanidade
Luz, precisamos de luz
O mundo está sedento de luz
E solidariedade
Stop estupidez
Chega de maldade.



11. No terceiro verso da segunda estrofe o pronome oblíquo: “ los” se refere a:


a) aos homens
b) aos bilhões desperdiçados
c) ao combate a fome
d) ao combate ao câncer
e) ao amor




12. Leia as afirmativas em relação a música Stop estupidez e componha a resposta certa assinalando:
I. O sujeito do verso: Preferem apostar nas guerras – é homens.
II. Nas mãos desses homens
     Que nem parecem gente
Nos versos acima existe uma figura de linguagem chamada de metáfora.
III. Na frase: “precisamos de paz”  as expressões em destaque funcionam como objeto direto.
IV. Na frase: “O mundo está carente de paz” o sujeito da frase é simples - o mundo.

a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas.
b) Se somente as alternativas III e IV estiverem corretas
c) Se todas as alternativas estiverem corretas
d) Se somente as alternativas I e IV estiverem corretas.
e) Se somente as alternativas I, II e III estiverem corretas.

13. Leia a frase: “O mundo está carente de paz” e as afirmativas referentes a ela e componha a resposta correta assinalando:
I A classificação do sujeito dessa frase é simples
II. O predicado é está carente de paz
III. A classificação do predicado é nominal
IV. De paz é um complemento nominal

a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas.
b) Se somente as alternativas III e IV estiverem corretas
c) Se todas as alternativas estiverem corretas
d) Se somente as alternativas I e IV estiverem corretas.
e) Se somente as alternativas I, II e III estiverem corretas.

Texto 5 - A Rosa de Hiroxima
                        Pensem nas crianças
                        Mudas telepáticas
                        Pensem nas meninas
                        Cegas inexatas
            5          Pensem nas mulheres
                        Rotas alteradas
                        Pensem nas feridas
                        Como rosas cálidas
                        Mas oh não se esqueçam
            10    Da rosa da rosa
                        Da rosa de Hiroxima
                        A rosa hereditária
                        A rosa radioativa
                        Estúpida e inválida
            15    A rosa com cirrose
                        A antirrosa atômica
                        Sem cor sem perfume
                        Sem rosa sem nada.
                                    Vinicius de Moraes, Antologia poética

14. Neste poema,
a) a referência a um acontecimento histórico, ao privilegiar a objetividade, suprime o teor lírico do texto.
b) parte da força poética do texto provém da associação da imagem tradicionalmente positiva da rosa a atributos negativos, ligados à ideia de destruição.
c) o caráter politicamente engajado do texto é responsável pela sua despreocupação com a elaboração formal.
d) o paralelismo da construção sintática revela que o texto foi escrito originalmente como letra de canção popular.
e) o predomínio das metonímias sobre as metáforas responde, em boa medida, pelo caráter concreto do texto e pelo vigor de sua mensagem

15. Leia as afirmativas em relação ao poema Rosa de Hiroshima e componha a resposta correta assinalando.
I. A expressão Rosa radioativa se refere a imagem formada quando da explosão da bomba atômica.
II. A expressão Rosa radioativa se refere aos problemas de  barulhos radioativos.
III. Após a explosão formou-se a imagem de uma rosa no céu que é uma metáfora,  porém as consequências da radioatividade geraram uma antítese da rosa. Sem nada
IV. Após a explosão a cidade se transformou  e ficou semelhante a rosa que é bela, tem perfume, tem vida.

a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas.
b) Se somente as alternativas III e IV estiverem corretas
c) Se todas as alternativas estiverem corretas
d) Se somente as alternativas I e IV estiverem corretas.
e) Se somente as alternativas I e III estiverem corretas.

16. Assinale e alternativa em cujos versos aparece uma aliteração;
a) Pensem nas crianças
     Mudas telepáticas

b) Pensem nas meninas
     Cegas inexatas

c) Pensem nas mulheres
    Rotas alteradas

d) Pensem nas feridas
    Como rosas cálidas

e) Da rosa da rosa
    Da rosa de Hiroxima

17. Assinale e alternativa em cujos versos aparece uma comparação
a) Pensem nas crianças
     Mudas telepáticas

b) Pensem nas meninas
     Cegas inexatas

c) Pensem nas mulheres
    Rotas alteradas

d) Pensem nas feridas
    Como rosas cálidas

e) Da rosa da rosa
    Da rosa de Hiroxima

18. Em qual verso o  eu lírico não se contém e  “entra” dento do poema mostrando seu sentimento, a sua opinião:
a) Pensem nas crianças mudas telepáticas
b) Pensem nas feridas como rosas cálidas
c) Pensem nas meninas cegas inexatas
d) Mas oh não se esqueçam.

19. Todas as palavras acentuam-se pela mesma regra de telepáticas, exceto:


a) atômicas
b) estúpida
c) inválida
d) hereditária
e) cálidas




20. A temática do poema é:
a) os efeitos oriundo da bomba atômica jogada em Hiroshima  e de como ficaram os sobreviventes, a cidade e as gerações posteriores .
b) a rosa que cresce na cidade japonesa de Hiroshima e seus efeitos que provocam nas pessoas cegas e inválidas que lá vivem  
c) uma rosa que nunca existiu
d) as mulheres diferentes
e) as mulheres deficientes

Texto 6 “De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesiddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csoia iprotmatne é que a piremria e a úlmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plaravaa cmoo um tdoo.” Não, o trecho acima não foi publicado por descuido. Trata-se de uma brincadeira que está circulando na internet, mas que é baseada em princípios científicos: “O cérebro aplica um sistema de inferência nos processo de leitura. Esse sistema, chamado ‘sistema de preenchimento’, se baseia em pontos nodais ou relevantes, a partir dos quais o cérebro completa o que falta ou coloca as partes corretas nos seus devidos lugares”, explica o neurologista Benito Damasceno. Esse mecanismo não funciona apenas com a leitura: “Quando vemos apenas uma ponta de caneta, por exemplo, somos capazes de inferir que aquilo é uma caneta inteira”, diz Damasceno.

21. A reprodução de explicações do neurologista tem, no texto, o intuito de:
a) assegurar marcas de oralidade, necessárias ao texto jornalístico atual.
b) separar claramente as opiniões conflitantes - do jornalista e do especialista consultado - acerca do tema.
c) validar, por meio das palavras de um especialista, as informações divulgadas no texto.
d) evidenciar a discordância entre o discurso do leigo, presente no texto da internet, e o do cientista.
e) explicitar o caráter abstrato e tecnicista das descrições médicas, sempre distantes do uso coloquial da língua.

22. Assinale a alternativa correta sobre o primeiro parágrafo do texto.
a) É rigoroso na separação entre a exposição e a forma de exemplificação de um conceito.
b) Opera com um mecanismo que permite a demonstração prática da ideia defendida.
c) Divulga, com precisão técnica, uma descoberta científica recente, ao mesmo tempo em que indica formas de testá-la. d) Corresponde a um teste científico, que não inclui a exposição das hipóteses que o fundamentam.
e) Desenvolve um conceito teórico que tem sua aplicação exemplificada nos outros parágrafos.

23. Considere as seguintes afirmações sobre o segundo parágrafo.
I. A conjunção “mas” permite pressupor que conhecimentos científicos, geralmente, não se manifestam em brincadeiras. II. A negativa com que é iniciado tem a função de simular um diálogo com o leitor.
III. Os dois-pontos introduzem trecho que fundamenta a informação enunciada anteriormente.

 Assinale
a) se todas as afirmativas estiverem corretas.
b) se todas as afirmativas estiverem incorretas.
c) se apenas I e II estiverem corretas.
d) se apenas I e III estiverem corretas.
e) se apenas II e III estiverem corretas.

Texto 7.   Mandaram ler este livro... Se o tal do livro for fraquinho, o desprazer pode significar um precipitado mas decisivo adeus à literatura; se for estimulante, outros virão sem o peso da obrigação. As experiências com que o leitor se identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o quanto é vivo um repertório de novas questões. Uma leitura proveitosa leva à convicção de que as palavras podem constituir um movimento profundamente revelador do próximo, do mundo, de nós mesmos. Tal convicção faz caminhar para uma outra, mais ampla, que um antigo pensador romano assim formulou: Nada do que é humano me é alheio.
(Cláudio Ferraretti, inédito)

24. O sentido da frase Nada do que é humano me é alheio é equivalente ao desta outra construção:
a) O que não diz respeito ao Homem não deixa de me interessar.
b) Tudo o que se refere ao Homem diz respeito a mim.
c) Como sou humano, não me alheio a nada.
d) Para ser humano, mantenho interesse por tudo.
e) A nada me sinto alheio que não seja humano.

25. De acordo com o texto, a convicção despertada por uma leitura proveitosa é, precisamente, a de que a) sempre existe a possibilidade de as palavras serem profundamente reveladoras.
b) as palavras constituem sempre um movimento de profunda revelação.
c) é muito fácil encontrar palavras que sejam profundamente reveladoras.
d) as palavras sempre caminham na direção do outro, do mundo, de cada um de nós.
e) nenhuma palavra será viva se não provocar o imediato prazer do leitor.

26. Na frase: “Mandaram ler este livro “ Classifique o sujeito assinalando:


a) simples
b) composto
c) indeterminado
d) oculto
e) inexistente




27. Qual é a condição para a leitura de outros livros.


a) ser fraco
b) ser estimulante
c) ser obrigação
d) a convicção do livro ser importante



28. “As experiências com que o leitor se identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o quanto é vivo um repertório de novas questões.”  Na frase a expressão em destaque funciona como:


a) artigo definido
b) pronome demonstrativo
c) pronome pessoal do caso oblíquo
d) artigo indefinido



29. “As experiências com que o leitor se identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o quanto é vivo um repertório de novas questões.” Quando lemos a frase a leitura que devemos fazer para a expressão em destaque é:


a) aquelas experiências.
b) o leitor
c) a identificação
d) a familiaridade
e) ser necessário




30. “As experiências com que o leitor se identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o quanto é vivo um repertório de novas questões.” A expressão em destaque é uma conjunção que estabelece na frase relação de:


a) adição
b) alternância
c) oposição
d) explicação
e) conclusão




Texto 8.  As Leis da qualidade de vida.   Augusto Cury – adaptado.

Muitas pessoas nascem, crescem e morrem sem nunca ter tido um romance com a própria história.  Viveram ser ter um romance com a vida.
Parece loucura dialogar consigo mesmo, mas loucura de verdade é a ausência de um auto diálogo inteligente.  A pessoa que pratica o auto diálogo não apenas tem mais condições  de superar suas misérias psíquicas, mas também de se humanizar, ou seja, de se tornar tolerante , serena e humilde, pois reconhece suas limitações, suas fragilidades.   A mesa redonda do Eu nos tira do trono do orgulho, da autossuficiência.  Raramente julgo, sofro muito e desisto das pessoas que me aborrecem, porque pratico o auto diálogo.      Quando se entende a sua pequenez, é mais fácil entender a pequenez dos outros.  Quando nos colocamos num pedestal, é fácil julgar e condenar.
A grandeza de um ser humano está na sua capacidade de se fazer pequeno para poder se colocar no lugar dos outros e entender o que está por traz das reações deles.
Você não pode mudar o passado, mas pode investir forte e intensamente no presente e mudar o futuro.  O passado produz culpa ou angústia?  Você tem tentado mudar o passado ou o presente?  As pessoas que você feriu, os erros que cometeu e os acidentes que sofreu no caminho são situações que só podem ser solucionadas se você reconstruir corajosamente a sua história no presente.   Economize promessas seja, seja rico em atitudes.
Você deve viver um romance com a própria história e saber que a melhor maneira de conseguir isso é investindo na felicidade e no bem estar dos outros.

31. Muitas pessoas nascem, crescem e morrem sem nunca ter tido um romance com a própria história.  Quantas orações há na frase?


a) uma
b) duas
c) três
d) quatro
e) cinco



32. Assinale a alternativa em que fica evidente a posição do autor.
a) Raramente julgo, sofro muito e desisto das pessoas que me aborrecem, porque pratico o auto diálogo.
b) A grandeza de um ser humano está na sua capacidade de se fazer pequeno para poder se colocar no lugar dos outros.
c) Economize promessas seja, seja rico em atitudes.
d) Você não pode mudar o passado, mas pode investir forte e intensamente no presente e mudar o futuro. 
e) Você deve viver um romance com a própria história.

33. Assinale a alternativa em que não aparecem dicas de qualidade de vida.
a) Você deve viver um romance com a própria história.
b) Economize promessas seja, seja rico em atitudes.
c) Você não pode mudar o passado, mas pode investir forte e intensamente no presente e mudar o futuro.
d) Reconstrua corajosamente a sua história no presente.
e) Muitas pessoas viveram sem ter um romance com a vida.

34. Assinale a alternativa em que não é característica de pessoa que pratica o auto diálogo.


a) tolerante.
b) serena
c) arrogante
d) humilde
e) compreensiva




35. Todas são características de pessoas que não praticam o auto diálogo, exceto.


a) orgulho
b) autossuficiência
c) compreende
d) arrogância
e) mania de grandeza.




36. No final do texto o autor:
a) Critica quem tem mania de grandeza
b) Dá uma sugestão pra viver com maior qualidade de vida.
c) Elogia quem não tem amor a própria vida
d) Diz que ninguém precisa dos outros para ser feliz
e) Que fazer promessas é uma condição de ser feliz.

37. Assinale a alternativa que indica a mensagem do texto.
a) Viva a história da sua vida, ame-se, faça auto diálogo; perdoe-se e aos outros; seja tolerante, paciente, compreensível e humilde com os outros.  A autossuficiência, o orgulho e a intolerância são condições para se ter uma vida miserável psiquicamente.
b) Muitas pessoas nascem, crescem e morrem porque isso faz parte do ciclo da vida.
c) Você pode mudar o passado e isso é condição de ser feliz.
d) A sua felicidade independe dos outros.
e) Ser orgulhoso e autossuficiente é condição de felicidade plena.

38. A grandeza de um ser humano está na sua capacidade de se fazer pequeno para poder se colocar no lugar dos outros. Essa frase sintetiza a ideia de:


a) autossuficiência
b) humanizar-se.
c) tolerância
d) bondade



39. O auto diálogo seria:
a) conversar com as outras pessoas e relacionar-se melhor;
b) conversar consigo mesmo e ver os erros cometidos no passado, se perdoar e investir massivamente no futuro buscando a felicidade na relação amorosa com os outros.
c) Conversar consigo mesmo e manter atitudes de autossuficiência e orgulho do que faz.
d) conversar com os outros e relacionar-se bem com a humanidade.

40. Reconstruir corajosamente a sua história no presente só não significa:
a) perdoar a si e aos outros
b) humaniza-se
c) reconhecer os erros passados e mudar as atitudes presentes
d) tornar-se autossuficiente em tudo.
e) tornar-se tolerante, humilde e perceber as suas limitações e a dos outros.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

prova trimestral de português

Idolatria
Sérgio Faraco – Conto do livro: Dançar Tango em Porto Alegre
Eu olhava para a estrada e tinha a impressão de que jamais na vida chegaríamos a Nhuporã. Que pedaço brabo. O camaleão se esfregava no chassi e o pai praguejava:
— Caminho do diabo!
Nosso Chevrolet era um trinta e oito de carroceria verde-oliva e cabina da mesma cor, só um nadinha mais escura. No pára-choque havia uma frase sobre amor de mãe e em cima da cabina uma placa onde o pai anunciava que fazia carreto na cidade, fora dela e ele garantia, de boca, que até fora do estado, pois o Chevrolet não se acanhava nas estradas desse mundo de Deus.
Mas o caminho era do diabo, ele mesmo tinha dito. A pouco mais de légua de Nhuporã o caminhão derrapou, deu um solavanco e tombou de ré na valeta. O pai acelerou, a cabina estremeceu. Ouvíamos os estalos da lataria e o gemido das correntes no barro e na água, mas o caminhão não saiu do lugar. Ele deu um murro no guidom.
— Puta merda.
Quis abrir a porta, ela trancou no barranco.
— Abre a tua.
A minha também trancava e ele se arreliou:
— Como é, ô Moleza!
Empurrou-a com violência.
— Me traz aquelas pedras. E vê se arranca um feixe de alecrim, anda.
Agachou-se junto às rodas e começou a fuçar, jogando grandes porções de barro para os lados. Mal ele tirava, novas porções vinham abaixo, afogando as rodas. Com a testa molhada, escavava sem parar, suspirando, praguejando, merda isso e merda aquilo, e de vez em quando, com raiva, mostrava o punho para o caminhão.
O pai era alto, forte, tinha o cabelo preto e o bigode espesso. Não era raro ele ficar mais de mês em viagem e nem assim a gente se esquecia da cara dele, por causa do nariz, chato como o de um lutador. Bastava lembrar o nariz e o resto se desenhava no pensamento.
— Vamos com essas pedras!
Por que falava assim comigo, tão danado? As pedras, eu as sentia dentro do peito, inamovíveis.
— Não posso, estão enterradas.
— Ah, Moleza.
Meteu as mãos na terra e as arrancou uma a uma. Carreguei-as até o caminhão, enquanto ele se embrenhava no capinzal para pegar o alecrim.
— Pai, pai, o caminhão tá afundando!
A cabeça dele apareceu entre as ervas.
— Não vê que é a água que tá subindo, ô pedaço de mula?
E riu. Ficava bonito quando ria, os dentes bem parelhos e branquinhos.
— Tá com fome?
— Não.
— Vem cá.
Tirou do bolso uma fatia de pão.
— Toma.
— Não quero.
— Toma logo, anda.
— E tu?
— Eu o quê? Come isso.
Trinquei o pão endurecido. Estava bom e minha boca se encheu de saliva.
— Acho que não vamos conseguir nada por hoje. De manhãzinha passa a patrola do DAER*, eles puxam a gente.
Atirou a erva longe e entrou na cabina.
— Ô Moleza, vamos tomar um chimarrão?
Fiz que sim. Ao me aproximar, ele me jogou sua japona.
— Veste isso, vai esfriar.
A japona me dava nos joelhos e ele riu de novo, mostrando os dentes.
— Que bela figura.
A cara dele era tão boa e tão amiga que eu tinha uma vontade enorme de me atirar nos seus braços, de lhe dar um beijo. Mas receava que dissesse: como é, Moleza, tá ficando dengoso? Então aguentei firme ali no barro, com as abas da japona me batendo nas pernas, até que ele me chamou outra vez:
— Como é, vens ou não?
Aí eu fui.
*Sigla do departamento responsável pela conservação das estradas estaduais

1. Leia as afirmativas e componha a resposta certa assinalando:
I. O foco narrativo está em 1ª pessoa
II. A narrativa se constrói pela voz do pai.
III. A temática do conto é a relação de pai e filho.
IV. Linguagem: os diálogos são extremamente curtos, quase não há descrições e as poucas que surgem são breves e objetivas. A narração é resultado de um recorte de uma viagem, e seu tempo cronológico não ultrapassa uma hora. Além disso, o espaço também é reduzido, limitado à beira da estrada em que o narrador e seu pai estão parados.
a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas
b) Se somente as alternativas II e III estiverem corretas
c) se somente as alternativas I, II e III estiverem corretas
d) Se somente as alternativas I, III e IV estiverem corretas
e) Se todas as alternativas estiverem corretas.

2. Leia as afirmativas e componha a resposta certa assinalando:
I Síntese do enredo: O narrador-menino acompanha seu pai em um carreto para Nhuporã, o caminhão cai em um barranco e fica preso. Após a frustrada tentativa de retirar o velho Chevrolet do barro, o pai decide que eles devem esperar amanhecer para serem rebocados pela patrola do DAER22. Intermediando esse momento, estão os diálogos entre ambos, que evidenciam sua relação, juntamente com alguns comentários do narrador a respeito do pai e sobre si mesmo.
II. Durante o episódio, o menino se mostra frágil e às vezes amedrontado pela maneira rude como é tratado por seu pai. Em contrapartida, o pai é retratado como um sujeito bruto, que expressa de maneira agressiva os sentimentos pelo filho. Esse conflito entre a personalidade dócil e infantil do narrador e a rusticidade da figura paterna é o centro da narrativa.
III Observe como a personalidade de ambos, bem como sua relação, são construídas desde o início do texto, que evidencia no mínimo gesto e nas poucas palavras as características de cada um. No primeiro parágrafo, de apenas três frases, é apresentada a situação, uma viagem de caminhão através de uma estrada em péssimas condições em direção à Nhuporã. Logo em seguida, surge a primeira reação do pai a essa situação, que esbraveja: Caminho do diabo. Ao longo da narrativa, essa linguagem curta e seca torna-se reveladora de sua personalidade.
IV No parágrafo seguinte, o narrador descreve o caminhão, que possuía uma frase sobre amor de mãe em um para-choque e uma placa na cabina anunciando o serviço de carreto, na qual o pai garante “de boca” que faz viagens inclusive para fora do Estado, pois o caminhão era de confiança. O pai demonstra que é um homem que honrava o “fio do bigode”, sinônimo de honra, honestidade e integridade ética de conduta. Já a frase sobre o amor de mãe escrita no para-choque irá contrastar com o amor do pai demonstrado ao longo da narrativa. Enquanto o primeiro é usualmente entendido como terno e carinhoso, o segundo revela-se bruto e severo.
a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas
b) Se somente as alternativas II e III estiverem corretas
c) se somente as alternativas I, II e III estiverem corretas
d) Se somente as alternativas I, III e IV estiverem corretas
e) Se todas as alternativas estiverem corretas

3. Assinale a alternativa em que não fica evidente o sentimento do pai pelo filho
a) Entrega o único pedaço de pão para o filho
b) Entrega sua jaqueta para o filho.
c) Agride o filho verbalmente durante todo o conto, mas abre mão da pouca comida e da roupa em prol do filho.
d) Agride o filho o tempo todo e não se importa com ele.
e) o pai manifesta sentimento pelo filho nas ações e não nas palavras.

4. O pai Só não é:
a) covarde, orgulhoso, grosseiro e desalmado com o menino.
b) alto, forte, de cabelos retos e bigode espesso.
c) é fisicamente o estereótipo do homem gaúcho.
d) nariz chato como de um lutador, fortalecendo a imagem de seu caráter viril e forte.
e) além do biótipo, o pai possui as características morais do gaúcho, como a honra, a dureza e a franqueza.

5. No final o menino:
a) se atira nos braços do pai e lhe dá um abraço e um beijo
b) Não sente nada pelo pai
c) Gostaria de se atirar nos braços do pai, mas não o faz porque sabe que vai ser visto como efeminado devido à cultura machista do sul.  E seu pai o reprovaria
d) nada acontece de extraordinário na história

6. “As pedras, eu as sentia dentro do peito, inamovíveis”. A Expressão em destaque funciona como:


a) artigo definido
b) pronome pessoal do caso oblíquo
c) pronome demonstrativo




7. “As pedras, eu as sentia dentro do peito, inamovíveis”. A Expressão em destaque refere-se a:


a) as pedras
b) sentia
c) peito
d) inamovíveis.
e) dores




8. Na frase a expressão em destaque funciona como: “. “As pedras, eu as sentia dentro do peito, inamovíveis”.:


a) objeto direto
b) objeto direto pleonástico
c) objeto indireto
d) predicativo do sujeito
e) sujeito




9. Assinale a alternativa que indica a figura de linguagem presente na frase a seguir: “O pai era alto, forte, tinha o cabelo preto e o bigode espesso. Não era raro ele ficar mais de mês em viagem e nem assim a gente se esquecia da cara dele, por causa do nariz, chato como o de um lutador.”


a) metáfora
b) comparação
c) personificação
d) hipérbole
e) personificação




10. Assinale a alternativa que indica o sujeito da frase: “Eu olhava para a estrada”


a) eu
b) olhava
c) olhava para a estrada
d) para a estrada
e) eu olhava para a estrada




11. Assinale a alternativa que indica o predicado da frase: “Eu olhava para a estrada”


a) eu
b) olhava
c) olhava para a estrada
d) para a estrada
e) eu olhava para a estrada




12. Classifique o sujeito da frase: “Eu olhava para a estrada”


a) simples
b) composto
c) oculto ou elíptico
d) indeterminado
e) inexistente




13. Classifique o predicado da frase: “Eu olhava para a estrada”


a) verbal
b) nominal
c) verbo nominal




14. Meteu as mãos na terra e as arrancou uma a uma. Carreguei-as até o caminhão, enquanto ele se embrenhava no capinzal para pegar o alecrim. Assinale a alternativa que indica o tipo de relação estabelecida pela conjunção em destaque.


a) modo
b) tempo
c) condição
d) finalidade
e) proporcionalidade




15. Leia a frase a seguir e considere as afirmativas corretas relativas a frase:” . O camaleão se esfregava no chassi e o pai praguejava:”
I . A frase é um período simples porque possui apenas uma oração.
II. A frase é composta porque possui duas orações que giram em torno de dois verbos.
III. A primeira oração se classifica como: oração coordenada assindética porque não tem conjunção
IV a segunda oração se chama: oração coordenada sindética aditiva porque começa na conjunção aditiva e.

a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas
b) Se somente as alternativas II e III estiverem corretas
c) se somente as alternativas II, III e IV estiverem corretas.
d) Se somente as alternativas I, III e IV estiverem corretas.
e) Se todas as alternativas estiverem corretas

Texto II
            O medo do lápis e do papel na hora de escrever a redação do Enem pode ser superado com o treino. Nós estamos acostumados a ouvir que para escrever bem é preciso ler muito: e isso é verdade. Mas é preciso também escrever muito, segundo afirma a professora de língua portuguesa Leiva Leal. "Escrever se aprende escrevendo, aprender se aprende reescrevendo", acredita.
A habilidade de escrever pode ser desenvolvida tanto durante a elaboração de resumos, quanto escrevendo sobre temas que você goste ou considere relevantes: vale até tentar treinar possíveis assuntos que podem ser cobrados no exame deste ano. Mas segundo a professora Leiva, é importante se atentar para além do simples ato de escrever bem: o conteúdo da redação é igualmente importante, especialmente a parte final, quando os candidatos do Enem devem apresentar uma proposta de intervenção social, ou uma solução para o problema. Neste momento, é importante evitar frases generalizadas ou argumentos soltos. "O estudante deve saber explicar razões, procurar levantar causas, consequências, não apenas falar que é importante. É importante por quê?", explica Leiva Leal.

16. Assinale a alternativa que indica o possível título do texto dois.


a) a leitura
b) a interpretação
c) a redação
d) o Enem
e) a conclusão do texto do Enem




17. Assinale a alternativa que não condiz com o textoII:
a) O treino é o melhor exercício para superar o medo e fazer uma boa redação
b) Para escrever bem não é preciso ler muito.
c) a habilidade da escrita se desenvolve escrevendo
d) Ter o domínio do conteúdo sobre o qual se está escrevendo também é importante.
e) saber estruturar uma conclusão também é importante.

18. Leia as afirmativa e componha a resposta certa assinalando:
I. Nós estamos acostumados a ouvir que para escrever bem é preciso ler muito: e isso é verdade. O referente de isso é: escrever bem.
II. Além do fato de ler muito e escrever bem é preciso saber o conteúdo do texto.
III. Na frase: “a parte final, quando os candidatos do Enem devem apresentar uma proposta de intervenção social, ou uma solução para o problema.´ a autora faz referência ao domínio da estrutura textual argumentativa.
IV. Na frase: “A habilidade de escrever pode ser desenvolvida tanto durante a elaboração de resumos, quanto escrevendo sobre temas que você goste”.  Estabelece relação de proporcionalidade.

a) Se somente as alternativas I e II estiverem corretas
b) Se somente as alternativas II e III estiverem corretas
c) se somente as alternativas I, III e IV estiverem corretas.
d) Se somente as alternativas II, III e IV estiverem corretas.
e) Se todas as alternativas estiverem corretas

19: Depreende-se da leitura de todo o texto que: para se fazer uma boa redação são indispensáveis a convergência dos seguintes elementos:
a) Somente o domínio da leitura
b) o domínio da leitura e da escrita
c) o domínio do conteúdo
d) o domínio da estrutura textual, principalmente, da conclusão.
e) o domínio da leitura, da escrita, do conteúdo e da estrutura textual argumentativa.

20. Na frase: “Vale até tentar treinar possíveis assuntos que podem ser cobrados no exame deste ano.” A expressão em destaque funciona como:
a) conjunção explicativa, pois pode ser substituída por “pois”.
b) conjunção integrante, pois vem antecedida de verbo
c) pronome relativo, pois pode ser substituída por: “ os quais”.
d) nenhuma das respostas

Texto 3.
        Ver televisão, falar ao telefone, sair  para dançar... ler.  Se fôssemos perguntar a um jovem de hoje em dia quais são suas atividades de lazer prediletas e se  a leitura fosse citada como uma delas, com certeza causaria estranheza.
        Ler ficou fora de moda, perdeu a graça diante de outras tantas opções de lazer  proporcionadas pelo avanço tecnológico e pela mudança da própria sociedade e seus valores. E  então me parece que foram esquecidos o aprendizado suave, despercebido, e as reflexões quase automáticas que são proporcionadas apenas pela leitura de um bom livro. Porque é muito difícil ler, simplesmente.
        Toda leitura nos provoca um tipo de reação, diferente para cada pessoa. A imaginação é deixada livre para criar sua própria história, seus próprios personagens. E é isso que faz da leitura algo importante, pois nos difere uns dos outros, estimula nossa individualidade, dando margem a interpretações diversas.
       É assim que um bom livro cativa: nos prendendo ao seu enredo e nos incorporando ao seu universo. Portanto, acho que fora de moda é aquele que, por uma alienação televisiva, recusa a 'vida' trazida de um livro.
                                Mariana Torres, Revista ZH
21. Assinale a alternativa que indica a quantidade de orações que compõe a frase a seguir: “Ver televisão, falar ao telefone, sair  e  ler”.


a) uma
b) duas
c) três
d) quatro
e) cinco.




22. Na frase: “ A leitura é algo importante, pois nos difere uns dos outros”.   Classifique as orações em destaque assinalando:


a) oração coordenada assindética
b) oração coordenada sindética aditiva
c) oração coordenada sindética adversativa
d) oração coordenada sindética explicativa
e) oração coordenada sindética conclusiva




23. Na frase: “ A leitura é algo importante, pois nos difere uns dos outros”.   Classifique as orações em destaque assinalando:


a) oração coordenada assindética
b) oração coordenada sindética aditiva
c) oração coordenada sindética adversativa
d) oração coordenada sindética explicativa
e) oração coordenada sindética conclusiva




24. Na frase a conjunção se  da ideia de:Se fôssemos perguntar a um jovem de hoje em dia quais são suas atividades de lazer prediletas e se  a leitura fosse citada como uma delas, com certeza causaria estranheza.


a) tempo
b) modo
c) condição
d) proporcionalidade
e) finalidade




25. “ A leitura é algo importante”    Assinale a alternativa que indica a correta identificação do sujeito:


a) a leitura
b) leitura
c) é algo importante
d) importante
e) é algo




26. “ A leitura é algo importante”    Assinale a alternativa que indica a correta classificação do sujeito


a) simples
b) composto
c) oculto ou elíptico na forma verbal
d) indeterminado
e) inexistente




27. “ A leitura é algo importante”    Assinale a alternativa que indica a correta identificação do predicado.


a) a leitura
b) leitura
c) é algo importante
d) importante
e) é algo




28 “ A leitura é algo importante”    Assinale a alternativa que indica a correta classificação do predicado


a) verbal
b) nominal
c) verbo-nominal




29. “ A leitura é algo importante”    Assinale a alternativa que indica a correta classificação sintática da expressão em destaque na frase anterior:


a) sujeito
b) predicado
c) verbo
d) adjunto adverbial
e) predicativo do sujeito.




30. Ler perdeu a graça.” Assinale a alternativa que indica a correta classificação sintática da expressão em destaque na frase anterior:


a) objeto direto
b)objeto indireto
c) agente da passiva
d) adjunto adverbial
e) predicativo do sujeito.




Quanto mais velho, menos sono
ZH de 20 e 21 de maio de 2017 Jane E. Brody
A insônia é como um ladrão noturno que assalta milhões de pessoas, principalmente aquelas com mais de 60 anos. As causas são muitas e vão aumentando em número e grau com a idade. Mesmo assim, o problema quase sempre é minimizado durante os check-ups de rotina, o que resulta não só na diminuição da qualidade de vida do idoso como pode agravar transtornos físicos e emocionais, incluindo sintomas de perda cognitiva.
Quase todo mundo já teve aquela noite em que o corpo parece se esquecer de dormir um número mínimo de horas. Por mais angustiante que seja quando isso acontece, nem se compara aos efeitos para quem a insônia — ou a dificuldade de adormecer, se manter adormecido ou acordar cedo demais — é uma ocorrência diária.
Uma pesquisa feita em 1995 pelo Instituto Nacional do Envelhecimento, dos Estados Unidos, com 9 mil pessoas com idades superiores a 65 anos, de três comunidades diferentes, revelou que 28% tinham problemas para adormecer e 42% relataram dificuldades em pegar no sono e continuar dormindo.
O número de idosos atingidos obviamente deve ser muito maior hoje em dia, quando milhões passam as horas anteriores à ida para a cama olhando para telas eletrônicas que interferem nos ritmos biológicos do organismo.
Segundo Alon Y. Avidan, diretor da clínica do sono da Faculdade de Medicina David Geffen da Universidade da Califórnia em Los Angeles, insônia é sintoma, e não diagnóstico, e pode ser sinal de um problema de saúde oculto e quase sempre tratável, mas que, quando persistente, deve ser levado muito a sério.
A chamada insônia passageira dura menos de um mês e pode resultar de um problema temporário no trabalho ou doença grave.
A de curto prazo dura de um a seis meses e pode ser causada por uma crise financeira ou luto — o que já é difícil o suficiente. Mas quando supera essa marca, tornando-se crônica, pode causar sérios distúrbios físicos, emocionais e sociais.
Dificuldade para dormir pode esconder outros problemas
Além da sonolência excessiva durante o dia, que já pode ser perigosa, a versão duradoura pode resultar em "perturbação intelectual, prejuízo cognitivo, confusão, retardamento psicomotor e aumento de risco de lesões ou ferimentos", de acordo com Avidan. Compreensivelmente, quase sempre é acompanhada por depressão tanto como causa quanto resultado da insônia persistente. E se não for tratada, aumenta os riscos de quedas e fraturas, como mostrou um estudo feito na população das casas de repouso.
Há dois tipos de insônia: uma, a chamada primária, é resultado de um problema que ocorre somente ou principalmente durante o sono, como apneia obstrutiva, síndrome das pernas inquietas (que aflige de 15% a 20% dos adultos mais velhos), movimentos periódicos dos membros ou uma tendência a reproduzir os sonhos fisicamente, o que pode ser também parte dos primeiros indícios de Parkinson.
A menos que durma com alguém que note, a pessoa que sofre desse transtorno pode não saber por que tem o sono interrompido. Um diagnóstico preciso geralmente exige um estudo profissional, com o paciente passando de uma a duas noites no laboratório, monitorado por instrumentos que registram respiração, batimentos cardíacos, pressão sanguínea, movimentos corporais e o tempo gasto nos vários estágios do sono.
O outro tipo de insônia mais comum é o secundário e pode esconder um problema médico ou psiquiátrico, ser sequela de algum tipo de medicação ou fatores comportamentais como exposição excessiva à cafeína, bebidas alcoólicas, nicotina ou sonecas diurnas ou ainda de perturbações ambientais como fadiga de viagem (jet lag) e barulho ou luz excessivos — principalmente o brilho azulado de algum aparelho eletrônico no quarto.
Entre as muitas doenças que podem causar a insônia crônica estão a insuficiência cardíaca, o refluxo gastroesofágico, os problemas pulmonares, a artrite, o Alzheimer e a incontinência. O tratamento do problema, quando possível, geralmente diminui seus efeitos.
Higiene do bom sono
eter J. Hauri, especialista do sono da Clínica Mayo, criou uma prática para ajudar as pessoas que sofrem de insônia não gerada por causas médicas. Conheça:
— Limite as sonecas a menos de meia hora por dia, de preferência no início da tarde.
— Evite o uso de estimulantes, sedativos e refeições pesadas, diminuindo a ingestão de líquidos duas ou três horas antes de se deitar.
— Pratique exercícios físicos moderados, de preferência pela manhã ou no início da tarde.
— Aumente a exposição a luzes fortes durante o dia e minimize-as durante a noite.
— Crie condições confortáveis de repouso.
— Deite-se somente quando começar a se sentir sonolento.
Se não resolver..
Especialistas dão mais dicas para quem não conseguir adormecer:
— Se você não pegar no sono em até 20 minutos, saia do quarto e faça alguma coisa relaxante, como ler um livro (impresso, não eletrônico), voltando somente quando começar a ter vontade de dormir.
— Não apele para a bebida alcoólica. Ela pode até estimular a pessoa a adormecer, mas produz um sono fragmentado.
— Se você ainda precisar de ajuda de um terapeuta para combater a insônia, a terapia cognitivo-comportamental provou ser a mais eficiente em triagens clínicas.
— Algumas mudanças na dieta também podem ajudar, como o consumo de banana, cereja, kiwi, aveia, leite e chá de camomila, embora sua eficiência não seja cientificamente comprovada.

31.   Assinale a alternativa que indica a temática do texto:
a) a Insônia
b) as causas da insônia
c) a insônia ataca milhares de pessoas, principalmente idosos e tem diversas causas.
d) dieta alimentar e insônia
e) Formas de prevenção da insônia

32. “A insônia é como um ladrão noturno.”  Assinale a alternativa que indica a figura de linguagem presente  na frase anterior


a) metáfora
b) comparação
c) personificação
d) hipérbole
e) pleonasmo




Produção textual.
Faça um texto argumentativo sobre a Insônia.  Não se esqueça de por título.